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17 de June de 2026

Vacinação contra brucelose em fêmeas bovinas e bubalinas: prazo final se aproxima em São Paulo

Araçatuba
17/06/2026 12:31
Redacao
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Produtores rurais de São Paulo precisam estar atentos: a primeira etapa da campanha de vacinação contra a brucelose, crucial para a saúde dos rebanhos, está chegando ao fim. O prazo para a imunização de fêmeas bovinas e bubalinas se estende até 30 de junho em todo o estado, conforme alerta da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Agroindustrial (SMDA) de Araçatuba.

Esta fase da campanha foca na proteção de animais jovens, especificamente fêmeas com idade entre três e oito meses. A dose única das vacinas B19 ou RB51 é o escudo contra uma doença que, se não controlada, pode gerar perdas significativas na pecuária e afetar a saúde pública.

A urgência da imunização e o compromisso com a saúde animal

A iniciativa faz parte do Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose (PNCEBT), uma ação de abrangência nacional coordenada, no âmbito estadual, pela <a href="https://www.defesa.agricultura.sp.gov.br/" target="_blank" rel="noopener">Defesa Agropecuária de São Paulo</a>. Seu objetivo primordial é garantir a sanidade dos rebanhos e a qualidade dos produtos de origem animal, fortalecendo a segurança alimentar e a economia rural.

A brucelose, uma doença bacteriana de grande impacto econômico e sanitário, afeta a reprodução dos animais, causando abortos e infertilidade, e pode até mesmo ser transmitida a humanos, caracterizando-se como uma zoonose. Daí a imperatividade da vacinação, que atua como barreira protetora essencial para o agronegócio paulista.

Para o médico-veterinário José Eduardo de Oliveira Zanon, da SMDA, a adesão ao calendário vacinal é inegociável. “A vacinação é uma medida obrigatória e essencial para reduzir a incidência da brucelose, protegendo os rebanhos e contribuindo para a sanidade animal em todo o estado”, ressaltou o especialista, sublinhando o papel crucial dos produtores.

Processo de aplicação e a nova era da identificação

Dada a natureza da vacina, que é de tipo vivo, sua aplicação é restrita a médicos-veterinários devidamente cadastrados junto à Defesa Agropecuária. Este profissional não apenas administra o imunizante, mas também assume a responsabilidade pela emissão e registro do atestado de vacinação no sistema de Gestão de Defesa Animal e Vegetal (Gedave), um procedimento que deve ser finalizado em até quatro dias após a imunização, garantindo a rastreabilidade.

Desde outubro de 2024, uma inovação tem marcado a identificação dos animais vacinados em São Paulo: o uso opcional de bottons auriculares. Este sistema surge como uma alternativa mais moderna e humanizada à tradicional marcação a fogo, refletindo um avanço nas práticas de manejo animal e no bem-estar dos bovinos e bubalinos.

José Eduardo Zanon pontua os benefícios dessa mudança: “O uso dos bottons facilita a identificação, melhora o bem-estar animal e oferece mais segurança para produtores e profissionais envolvidos no processo de vacinação”. É uma medida que alinha a pecuária paulista às tendências internacionais de cuidado e respeito animal.

Os bottons não apenas identificam o animal, mas também a vacina utilizada: o identificador amarelo é destinado às fêmeas imunizadas com a vacina B19, enquanto o azul marca as que receberam a RB51. Em caso de extravio ou dano do identificador, a substituição deve ser prontamente solicitada ao médico-veterinário responsável ou à Defesa Agropecuária, mantendo a conformidade com as normas.

Fortalecimento da pecuária e responsabilidade compartilhada

A participação ativa dos produtores rurais é o pilar desta e de outras campanhas de saúde animal. O secretário municipal de Desenvolvimento Agroindustrial, César Salmeron Rezek, reforça a visão estratégica por trás da vacinação. “Manter a vacinação em dia é uma responsabilidade que contribui para a saúde do rebanho, fortalece a pecuária e ajuda a preservar a qualidade da produção agropecuária do município e da região”, salientou o secretário.

Esta visão abrange não apenas a prevenção de doenças, mas a garantia da competitividade e da sustentabilidade do setor agropecuário. A sanidade animal é um passaporte para mercados e um diferencial de qualidade que beneficia toda a cadeia produtiva, desde o campo até a mesa do consumidor.

Para que a campanha atinja seu potencial máximo, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Agroindustrial de Araçatuba e a Defesa Agropecuária disponibilizam canais de apoio e esclarecimento. A lista completa dos médicos-veterinários credenciados para realizar a vacinação está acessível no portal da Defesa Agropecuária. Em Araçatuba, informações adicionais podem ser obtidas diretamente no Escritório de Defesa Agropecuária (EDA), localizado na Rua Barão do Triunfo, 403, no bairro São Joaquim.

A vacinação contra a brucelose é mais do que uma exigência sanitária; é um investimento na longevidade e na produtividade dos rebanhos, um ato de cuidado que repercute em toda a economia agrícola e na saúde pública. Não perca o prazo e garanta a proteção de seus animais, contribuindo para um futuro mais seguro e próspero para a pecuária paulista.

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