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20 de August de 2026

Caso Amanda da Silva: a vida, a luta e o trágico fim da mulher em Rio Preto

Araçatuba
20/08/2026 13:31
Redacao
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A cidade de São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, foi palco de um crime que chocou a comunidade e revelou uma história de luta e resiliência. Amanda da Silva, uma mulher de 38 anos, mãe de três filhos, teve sua vida tragicamente interrompida e seu corpo, brutalmente esquartejado, foi encontrado após dias de angústia e buscas. O caso, que ganhou repercussão nacional, aponta para o açougueiro Marciel Dias dos Santos, de 29 anos, como principal suspeito, detido em prisão temporária enquanto a investigação aprofunda os fatos que levaram a essa barbárie.

Desaparecida desde 19 de julho, Amanda estava em situação de rua, uma realidade complexa decorrente de uma década de batalha contra a dependência química. A família, embora acostumada com seus sumiços temporários devido ao vício — iniciado após a perda de sua mãe de criação dez anos antes —, notou um silêncio incomum que precedeu a chocante descoberta. Esse contexto desafiador não ofuscava, contudo, a imagem de uma pessoa querida e comunicativa, traço constantemente lembrado por seus entes queridos.

A vida de Amanda da Silva, segundo a família

Apesar da dura jornada contra a dependência e de diversas passagens por clínicas de reabilitação, Amanda da Silva mantinha laços familiares fortes, especialmente com sua prima Karem Silva, com quem se mudara para Rio Preto há sete anos. Karem a descreve como uma mulher de fé inabalável, que encontrava na religião sua fortaleza. "Ela falava que a Bíblia era a espada e a defesa dela. Por onde passava, ela andava louvando", relembra a prima, evidenciando uma fé que a acompanhava em seus momentos mais difíceis.

Familiares e amigos são unânimes em ressaltar a natureza gentil de Amanda. Ela não tinha inimizades e era vista como uma pessoa querida em seu círculo social. "Ela falava para mim: 'Não quero ficar internada porque não sou presa, Deus vai mudar minha vida'. Ela não tinha o coração ruim, não tinha intriga com ninguém", desabafa Karem, expressando a dor pela perda e o sentimento de injustiça diante do destino de Amanda. "As pessoas que conhecem estão mandando mensagem dizendo que era uma menina muito boa. Ela não merecia isso".

A investigação e a chocante identificação da vítima

A identificação oficial de Amanda da Silva foi um processo complexo, impulsionado pela localização de antebraços e mãos em um piscinão do Parque Estoril, em 5 de agosto. Diante do avançado estado de decomposição, peritos do Instituto de Criminalística de Rio Preto empregaram técnicas avançadas de reconstrução facial 3D a partir do crânio encontrado, uma etapa crucial para dar nome à vítima e iniciar o caminho para a justiça.

O laudo necroscópico revelou a brutalidade do crime: cerca de 20 perfurações no peito da vítima, além do desmembramento do corpo. A perícia técnica foi fundamental para desmentir a versão inicial apresentada pelo suspeito, Marciel Dias dos Santos. Exames minuciosos identificaram vestígios de sangue de Amanda no colchão, em um chinelo e na mochila do investigado, evidências que se tornaram peças-chave na construção do inquérito policial. O imóvel onde o crime teria ocorrido, uma residência de dois cômodos sem rede de água ou esgoto, também forneceu provas cruciais, como preservativos, um estrado de cama quebrado e uma faca partida ao meio.

O perfil do suspeito e a dinâmica do crime

Marciel Dias dos Santos, natural de Santa Rita de Cássia, na Bahia, e pai de duas filhas, trabalhava há apenas dois meses como assador de carnes em uma rotisseria local. Seu passado, contudo, já registra um antecedente criminal por agressão e mordida contra sua ex-esposa, motivado pela recusa em aceitar que ela trabalhasse, um sinal de comportamento violento prévio que agora ganha novos contornos no contexto deste brutal assassinato.

Em depoimento à polícia, Marciel afirmou ter conhecido Amanda em uma praça em 21 de julho e a convidado para sua casa. Sua versão inicial de que uma briga resultou em Amanda batendo a cabeça e morrendo foi prontamente contestada pelas 20 facadas apontadas pelo laudo necroscópico. Confrontado com as evidências, o açougueiro confessou o esquartejamento do corpo e o descarte das partes da vítima em diferentes locais, incluindo lixeiras de uma marmitaria e um bueiro na região. Câmeras de segurança flagraram Marciel jogando sacos que, posteriormente, a investigação confirmou conter os restos mortais de Amanda, adicionando um elemento visual às provas já contundentes. <a href="[link externo para reportagem sobre vídeo de Marciel]" target="_blank" rel="noopener">Assista aqui ao vídeo que flagra o açougueiro</a>.

Perspectivas da investigação e o clamor por justiça

O caso Amanda da Silva continua sendo investigado pelas autoridades de São José do Rio Preto, que buscam consolidar todas as provas e esclarecer cada detalhe deste hediondo assassinato. A prisão temporária de Marciel Dias dos Santos é um passo importante, mas a conclusão do inquérito e o processo judicial ainda demandarão tempo e rigor. A família de Amanda, em luto e em busca de respostas, espera que a justiça seja feita, não apenas para Amanda, mas para todas as vítimas de violência que merecem ter suas histórias contadas e seus direitos defendidos.

Este crime brutal serve como um doloroso lembrete da fragilidade da vida e da necessidade contínua de combater a violência em todas as suas formas, além de ressaltar a importância de redes de apoio e atenção às pessoas em situação de vulnerabilidade. <a href="[link interno para outras matérias de Rio Preto]" target="_blank" rel="noopener">Confira outras notícias da região no g1 Rio Preto e Araçatuba</a> e aprofunde-se nos desafios enfrentados pela comunidade.



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