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23 de April de 2026

Justiça decreta prisão preventiva de gerente acusado de golpes em Rio Preto

Araçatuba
17/04/2026 08:02
Redacao
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A Justiça de São Paulo decretou a prisão preventiva de Emmanuel Benetiz, gerente de uma garagem em São José do Rio Preto, no interior paulista. Ele é investigado por envolvimento em um esquema de golpes contra clientes que, segundo a Polícia Civil, causou um prejuízo total estimado em R$ 2 milhões. A decisão judicial intensifica as buscas pelo acusado, que tinha até esta sexta-feira (16) para se apresentar voluntariamente às autoridades.

Benetiz já havia se apresentado à polícia em março para prestar depoimento, sendo liberado na ocasião mediante o cumprimento de medidas cautelares. No entanto, o avanço das investigações levou o poder judiciário a reavaliar a situação, resultando na determinação da prisão. O proprietário da mesma garagem, Rodrigo Junior Veronezi, também é alvo da apuração e foi preso em 23 de março na cidade de Goiânia, Goiás, a mais de 500 quilômetros de São José do Rio Preto.

Ambos, Emmanuel Benetiz e Rodrigo Junior Veronezi, são apontados pelas autoridades como os principais articuladores das fraudes que lesaram dezenas de consumidores. A complexidade do esquema envolvia a promessa de bons negócios com a consignação de veículos, mas, na prática, culminava em transações ilegais e a apropriação indevida dos valores.

Conforme detalhado pela Polícia Civil, Emmanuel Benetiz tinha um papel crucial na fase inicial do golpe, sendo o responsável por atrair e persuadir as vítimas pela internet. Ele utilizava ofertas de consignação de veículos na loja e participava, ao lado de Rodrigo Veronezi, de reuniões presenciais para dar credibilidade às propostas enganosas, convencendo as pessoas sobre a rentabilidade do negócio.

Já Rodrigo Veronezi, o proprietário da garagem, operava a parte mais grave do esquema. Ele financiava veículos sem o consentimento dos legítimos donos e, em muitos casos, falsificava assinaturas em cartório para realizar a transferência irregular da propriedade dos carros. Após a venda dos automóveis, Veronezi não repassava os valores correspondentes aos proprietários originais, gerando um ciclo de prejuízo e frustração.

A complexa teia de fraudes e o indiciamento dos acusados

A prática resultava em uma série de problemas para os compradores de boa-fé, que, ao tentarem regularizar a documentação dos veículos, descobriam que os antigos proprietários jamais haviam recebido o pagamento acordado. A Polícia Civil, após um minucioso trabalho de investigação, concluiu que Veronezi e Benetiz fizeram 37 vítimas no decorrer de suas operações fraudulentas.

O inquérito policial, que detalhou as ações da dupla, foi encaminhado à Justiça em 8 de abril, culminando no indiciamento de ambos. O delegado responsável pelo caso, Jonathan Marcondes, ressaltou a gravidade da situação, afirmando que, pelo menos, 134 pessoas foram lesadas pelos investigados, indicando uma dimensão ainda maior do esquema fraudulento.

Os impactos financeiros e emocionais nas vítimas são consideráveis. Relatos como o de uma pessoa que sofreu um prejuízo de R$ 36 mil evidenciam a profundidade do dano causado pelos golpes. Para muitos, a perda do veículo ou do dinheiro investido representa a quebra de um sonho ou a dificuldade em restabelecer a estabilidade financeira.

Desdobramentos legais e o futuro da investigação

A determinação da prisão preventiva de Emmanuel Benetiz reforça a postura rigorosa do sistema judiciário frente a crimes de estelionato e fraude. Caso ele não se apresente espontaneamente até a data estipulada, será considerado foragido da Justiça, intensificando as ações de busca e captura por parte das forças policiais.

A prisão de Rodrigo Junior Veronezi em outro estado demonstra a abrangência da investigação e o esforço das autoridades para responsabilizar os envolvidos, independentemente da localização. A Polícia Civil e o Ministério Público continuam atuando para reunir mais provas e garantir que todos os responsáveis sejam devidamente processados e as vítimas, na medida do possível, reparadas.

A comunidade de São José do Rio Preto e região acompanha de perto o desenrolar deste caso, que serve de alerta sobre a importância de verificar a idoneidade de estabelecimentos e vendedores no mercado de veículos. Medidas de segurança e cautela são essenciais para evitar cair em armadilhas semelhantes. Para mais informações sobre a atuação da Justiça e os riscos de fraudes no comércio, confira outras notícias sobre o tema em nosso portal. (<a href="https://g1.globo.com/sp/sao-jose-do-rio-preto-aracatuba/" target="_blank">g1 Rio Preto e Araçatuba</a>)

Este caso em São José do Rio Preto sublinha a vigilância constante necessária por parte dos consumidores e a determinação das autoridades em combater crimes que minam a confiança e causam prejuízos significativos à população. A expectativa é que o desfecho traga justiça às inúmeras vítimas lesadas.



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