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12 de March de 2026

Ônibus do América-SP será restaurado em homenagem a legado familiar no transporte

Araçatuba
12/03/2026 08:02
Redacao
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A cena de um antigo Marcopolo III, que por quase uma década transportou os jogadores do América-SP, sendo guinchado do estádio Benedito Teixeira, o Teixeirão, em São José do Rio Preto (SP), gerou preocupação e tristeza nas redes sociais. Muitos fãs e observadores temeram que o icônico veículo estivesse a caminho da sucata, encerrando de forma melancólica sua história. Contudo, o destino do ônibus, fabricado em 1982, é bem diferente: ele embarcou em uma jornada de 316 quilômetros até Artur Nogueira (SP), onde será submetido a um minucioso processo de restauração, revitalizando sua estrutura e sua história.

O resgate desse pedaço da memória esportiva e automotiva é uma iniciativa de Leonardo Capatto, um empresário local com uma profunda conexão com o universo dos ônibus. Sua paixão não se limita à preservação histórica; ela está intrinsecamente ligada à sua própria trajetória familiar no setor de transporte, a Viação Capatto. O projeto de restauração do veículo não apenas salvará o antigo companheiro de viagens do América-SP, mas também servirá como um tributo emocionante às três gerações de sua família dedicadas ao ramo.

A repercussão do transporte do ônibus foi imediata. As imagens viralizaram, com comentários expressando tanto o pesar pelo que parecia ser o fim de uma era, quanto a curiosidade sobre o futuro do veículo. A revelação de que o Marcopolo III seria restaurado, em vez de desmantelado, trouxe alívio e entusiasmo para aqueles que acompanham a história do esporte e do transporte no interior paulista. Para entender mais sobre como outros veículos ganham nova vida, <a href="/link-interno-carros-restaurados" target="_blank">leia também sobre carros restaurados que mantêm viva a história da indústria automobilística</a>.

Leonardo Capatto, além de empresário, atua como motorista e eletricista na empresa familiar, a Viação Capatto, que hoje conta com 40 ônibus. Ele explica a motivação por trás do ambicioso projeto: "Nós somos uma pequena empresa de ônibus e tudo começou com um modelo desse aí. Meu pai tinha um ônibus que ele mesmo dirigia e ficava na frente da minha casa, então eu cresci dentro desses ônibus e sempre procurei um exemplar desse para fazer um tributo, pois os que eram nossos infelizmente já foram desmanchados." A busca por um Marcopolo III era pessoal e simbólica, remetendo às origens de sua ligação com o transporte.

O veículo, que pertenceu ao América-SP entre 2008 e 2017, teve uma vida longa antes de se unir ao clube. Sua história começou em 1982, quando foi fabricado para a Viação Itamarati. Posteriormente, passou pela Turística Rio Preto antes de ser adquirido pelo time de futebol de São José do Rio Preto. Agora, em sua quarta "encarnação" de pintura, ele receberá as cores originais da Viação Capatto, um gesto que remete diretamente às raízes da família de Leonardo, celebrando a evolução do design e da engenharia brasileira de veículos, como os produzidos pela <a href="https://www.marcopolo.com.br/" target="_blank">Marcopolo</a>.

Legado familiar

A restauração será conduzida na própria garagem da Viação Capatto, utilizando a expertise dos profissionais da empresa. O trabalho promete ser complexo, com desafios notáveis. Logo após o transporte, a primeira meta é a obtenção de peças específicas, como os retrovisores originais do modelo e as capinhas laterais dos bancos, que são difíceis de encontrar no mercado de peças para veículos antigos.

Contudo, a dedicação de Leonardo já rendeu frutos. Ele conseguiu, por exemplo, a fabricação sob encomenda de ponteiras dos para-choques, diretamente com a antiga fornecedora da Marcopolo, demonstrando o nível de detalhe e autenticidade que busca no projeto. Estima-se que o custo da restauração possa triplicar o valor pago pelo ônibus, sem contar possíveis imprevistos que um projeto dessa envergadura pode apresentar, consolidando um investimento significativo na preservação.

Devido à intrincada natureza do trabalho, o tempo necessário para a conclusão da restauração não pode ser precisamente estimado. A complexidade de encontrar peças, o trabalho artesanal e a dedicação aos detalhes exigem paciência e recursos consideráveis. No entanto, o objetivo final é claro: o Marcopolo III restaurado se tornará uma atração em feiras de ônibus antigos e outros eventos do setor, celebrando sua história e a memória do transporte de passageiros no Brasil.

O avô de Leonardo, Acácio Capatto, deu início ao negócio familiar em 1966 com uma Kombi, pavimentando o caminho para seus filhos, Jorge (pai de Leonardo) e Leandro (tio de Leonardo), que deram continuidade à Viação Capatto. Essa jornada de três gerações no transporte é a força motriz por trás do tributo, que terá nas cores da primeira empresa da família seu símbolo mais visível, honrando um legado que atravessa décadas.

Embora a homenagem principal seja à Viação Capatto, Leonardo faz questão de ressaltar que a passagem do ônibus pelo América-SP não será esquecida. "Vamos encontrar um cantinho nele para colocar uma placa registrando que ele pertenceu ao clube e fez o transporte dos jogadores, com alguma foto simbólica de um jogo", adianta Capatto. Essa inclusão garantirá que a história do clube de São José do Rio Preto também seja perpetuada no veículo restaurado, mantendo a conexão com um de seus mais notáveis proprietários.

América explica

Do lado do América-SP, a negociação do ônibus foi uma decisão estratégica. O presidente do clube, Marcos Vilela, que assumiu a gestão em outubro de 2024, detalhou os esforços para recuperar a imagem da instituição e melhorar as condições do estádio Teixeirão. Segundo Vilela, o custo de reparo do ônibus foi orçado com três mecânicos e considerado inviável, devido ao alto valor e à projeção de problemas constantes após o conserto.

"Aí partimos para o segundo objetivo, que era buscar alguém que poderia adquiri-lo para restauração, porque jamais nós iríamos vendê-lo para sucata, não era nosso intuito", explicou Marcos Vilela. A preferência por um comprador que garantisse a preservação do veículo, em vez de seu descarte, reflete o respeito pela história do clube. A negociação com Leonardo Capatto foi bem-sucedida, chegando a um valor considerado interessante tanto para o América-SP quanto para a empresa, selando um acordo benéfico para ambas as partes.

A venda do ônibus, portanto, não representou o fim, mas sim um novo capítulo para o veículo e para o clube. Ela permitiu ao América-SP concentrar recursos em outras áreas de recuperação e, ao mesmo tempo, assegurou que um símbolo de sua história não fosse perdido. A mobilização em torno do destino do Marcopolo III mostra a forte ligação emocional que o público tem com esses objetos que transcendem sua função original, tornando-se <a href="/link-interno-carros-famosos" target="_blank">ícones, como os carros famosos de Hollywood que ganham réplicas em eventos</a>.

A história do ônibus do América-SP se entrelaça com a de outros veículos que, por meio da restauração, ganham uma segunda vida, preservando não apenas metal e pintura, mas também memórias e legados culturais. Sejam carros clássicos, veículos de serviço ou ônibus de times de futebol, cada projeto de restauração é um testemunho da paixão pela história e da dedicação em mantê-la viva para as futuras gerações. Para mais exemplos de veículos com história, <a href="/link-interno-fusca-policia" target="_blank">confira a história do Fusca da Polícia Civil que captura olhares em exposições</a>.

Este projeto ressalta a importância de iniciativas que valorizam o patrimônio histórico, seja ele industrial, cultural ou esportivo. A restauração do Marcopolo III de 1982 é mais do que a recuperação de um veículo; é a celebração de um legado familiar, a preservação de um pedaço da trajetória do América-SP e um exemplo de como a paixão pode reescrever o destino de objetos que, de outra forma, seriam esquecidos. É uma verdadeira odisseia de revitalização e memória.

Valor histórico

Em suma, o antigo ônibus do América-SP, que por pouco não virou sucata, emerge como um símbolo de resiliência e homenagem. Sua jornada de restauração, liderada por Leonardo Capatto, é um elo entre o passado glorioso do transporte familiar e a memória esportiva de um clube. O veículo, uma vez pronto, não será apenas um item de exposição, mas uma narrativa tangível de dedicação, paixão e respeito pela história, convidando a todos para um olhar renovado sobre a importância de preservar aquilo que nos conecta às nossas raízes e ao patrimônio cultural do Brasil. Confira mais notícias e aprofunde-se no tema em nosso portal.



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