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06 de March de 2026

Promotor aponta falhas em inquérito e pede investigação de delegado

Regional
14/01/2026 08:03
Redacao
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O crime que chocou a comunidade de Votuporanga, no interior de São Paulo, teve como vítima Milton de Oliveira Bolleis, um idoso de 70 anos. O brutal incidente ocorreu em agosto de 2025, em um bar da cidade, quando Bolleis foi alvo de uma agressão violenta que, posteriormente, se revelaria fatal. A tragédia se desenrolou em meio a uma briga, culminando em uma série de golpes que levaram ao seu falecimento e deram início a um inquérito policial agora sob forte questionamento.

As imagens de câmera de segurança, consideradas peças-chave na investigação, registraram com clareza o momento em que Milton de Oliveira Bolleis foi atingido. Segundo os vídeos, o idoso foi primeiro golpeado por uma “voadora” desferida por Fernando Rodrigues Guerche. A agressão não parou por aí; em um ato de extrema violência, Guerche, em seguida, utilizou uma pedra de concreto, com peso estimado em cinco quilos, para golpear a vítima. Após a brutalidade, Milton foi prontamente socorrido e levado a um hospital local, mas, apesar dos esforços médicos, não resistiu aos graves ferimentos e veio a óbito.

O laudo necroscópico, documento fundamental anexado ao processo e acessado por esta reportagem, detalhou a causa da morte de Milton de Oliveira Bolleis. O exame pericial indicou que o idoso faleceu em decorrência de um traumatismo torácico severo, acompanhado de múltiplas fraturas e insuficiência cardíaca. A gravidade dos ferimentos, explicitada pelo relatório médico e corroborada pelas imagens do circuito interno de segurança, sublinhou a brutalidade do ataque que culminou na trágica e prematura morte do septuagenário.

Falhas apontadas

O Ministério Público (MP) de Votuporanga teceu duras críticas à condução do inquérito policial referente à morte do idoso Milton de Oliveira Bolleis, agredido fatalmente em agosto de 2025. Segundo a manifestação enviada à Corregedoria da Polícia Civil, o promotor José Vieira da Costa Neto acusa o delegado Marco Aurélio Tirapelli de ter “praticamente não investigado nada de concreto” sobre o caso. A principal falha apontada é a limitação do delegado a um relato superficial do inquérito, sem uma análise rigorosa das imagens das câmeras de segurança que registraram o crime em detalhes, onde Milton foi atingido por uma voadora e, em seguida, por uma pedra de concreto de cinco quilos.

Além da negligência na análise de provas visuais, o promotor destacou a omissão na confrontação de depoimentos de testemunhas. O MP sustenta que o delegado “deixou de questionar as versões apresentadas por elementos que estavam no bar no momento do crime”, permitindo que “mentissem desavergonhadamente” sem qualquer contraposição. Um exemplo flagrante dessa falha é o depoimento do dono do bar, que teria ocultado a pedra utilizada no ataque. Mais grave ainda, segundo o promotor, o delegado não apenas falhou em apreender o objeto inicialmente, mas “estranhamente, ilicitamente, vergonhosamente” se recusou a recebê-lo quando a pedra foi localizada e levada à delegacia pela filha da vítima.

Essa recusa em receber uma prova material crucial é vista pelo Ministério Público como uma grave irregularidade que comprometeu a elucidação do caso. O laudo necroscópico, que indicava traumatismo torácico, múltiplas fraturas e insuficiência cardíaca como causas da morte, exigia uma investigação aprofundada que, na avaliação do MP, não ocorreu. O pedido de investigação do MP também menciona a circulação de rumores sobre uma possível interferência externa no andamento do inquérito, citando boatos de que o suspeito teria parentesco com policiais e advogados da cidade, levantando sérias questões sobre a imparcialidade e a diligência da apuração.

Detalhes da negligência

A negligência na condução do inquérito que apura a morte de Milton de Oliveira Bolleis, de 70 anos, é um dos pontos centrais da crítica do Ministério Público. O promotor José Vieira da Costa Neto denunciou que o delegado Marco Aurélio Tirapelli “praticamente não investigou nada de concreto”, limitando-se a um relato superficial do inquérito. Imagens de câmeras de segurança, que registraram o brutal ataque ao idoso – atingido por uma voadora e, em seguida, por uma pedra de concreto de cinco quilos –, não foram analisadas com o rigor necessário, apesar de exibirem com clareza a dinâmica do crime. A profundidade exigida pela gravidade do caso foi, na avaliação do MP, ignorada.

Além da falha na análise das evidências visuais, o promotor destacou a omissão do delegado em confrontar os depoimentos das testemunhas presentes no bar. Elementos que assistiram a toda a cena do crime, inclusive sendo filmados no local, teriam mentido “desavergonhadamente” durante seus interrogatórios. A ausência de questionamentos incisivos por parte da autoridade policial permitiu que versões distorcidas ou falsas fossem registradas, comprometendo a busca pela verdade e a responsabilidade dos envolvidos.

Um dos aspectos mais graves da suposta prevaricação envolve a recusa do delegado em receber uma prova crucial. O dono do bar, onde o crime ocorreu, teria ocultado a pedra utilizada no ataque fatal. Contudo, quando a filha da vítima localizou o objeto e o levou até a delegacia para ser anexado ao processo, o delegado Tirapelli “estranhamente, ilicitamente, vergonhosamente” se recusou a recebê-la. Essa negativa em aceitar uma evidência material diretamente ligada ao homicídio, conforme detalhado na manifestação do MP, configura uma grave falha processual e um entrave direto à justiça.

Suspeitas de prevaricação

O pedido de investigação do Ministério Público (MP) contra o delegado Marco Aurélio Tirapelli, de Votuporanga (SP), por prevaricação, está alicerçado em severas críticas à condução do inquérito que apurava a morte de um idoso. O promotor José Vieira da Costa Neto, em manifestação à Corregedoria da Polícia Civil, acusou o delegado de ter “praticamente não investigado nada de concreto”, limitando-se a um relatório superficial sem aprofundar a análise de evidências cruciais. A falha mais proeminente seria a negligência na revisão das imagens de câmeras de segurança, as quais, segundo o MP, registram com clareza a sequência da agressão que culminou na morte de Milton de Oliveira Bolleis, de 70 anos, em agosto de 2025.

Entre as omissões detalhadas pelo promotor, está a falta de confrontação nos depoimentos de testemunhas presentes no bar no momento do crime. O MP alega que essas pessoas “mentiram desavergonhadamente” sem serem devidamente questionadas pela autoridade policial, comprometendo a busca pela verdade. Adicionalmente, o inquérito teria desconsiderado o laudo necroscópico, que apontava traumatismo torácico, múltiplas fraturas e insuficiência cardíaca como a causa da morte. A situação se agrava com a acusação de que o delegado não apenas deixou de apreender a pedra de concreto utilizada no crime, supostamente ocultada pelo dono do bar, mas também se recusou a recebê-la quando levada à delegacia pela filha da vítima. Essa recusa foi qualificada pelo promotor como um ato “estranho, ilícito e vergonhoso”, sendo um dos pilares da suspeita de prevaricação.

Além das falhas processuais e omissões na coleta de provas, o pedido de investigação do Ministério Público introduz uma séria preocupação com a hipótese de interferência externa na condução do inquérito. O promotor José Vieira da Costa Neto citou explicitamente a existência de rumores na cidade de que Fernando Rodrigues Guerche, o suspeito da agressão fatal, possuiria laços de parentesco com policiais e advogados influentes em Votuporanga. A menção a esses boatos sugere que a suposta inação e as falhas apontadas na investigação por parte do delegado Marco Aurélio Tirapelli podem não ser meramente negligência, mas sim resultado de pressões externas ou influências indevidas, que o MP considera fundamental apurar para garantir a integridade da justiça no caso.

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