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06 de March de 2026

PMs de Rio Preto estão na mira da Corregedoria por suposto ‘grupo de extermínio’

Polícia
16/06/2025 20:19
Redacao
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Seis policiais militares de Rio Preto estão sob investigação da Corregedoria da Polícia Militar de São Paulo por suspeita de participação em um suposto “grupo de extermínio” ligado à exploração de agiotagem. As autoridades analisam a possível relação dos agentes com seis homicídios de grande repercussão na cidade. 

De acordo com as investigações, os crimes teriam sido motivados pela cobrança de dívidas e execução de concorrentes no esquema de agiotagem. Além disso, há suspeitas de que os policiais estariam operando emboscadas durante o horário de serviço, mas à paisana, e que viaturas teriam sido deslocadas para pontos estratégicos para facilitar os crimes. 

A documentação obtida com exclusividade pelo jornal Diário da Região (Leia aqui) aponta que a Corregedoria instaurou um Inquérito Policial Militar (IPM) em abril do ano passado. O processo teve início após relatos de testemunhas protegidas que indicaram a ligação dos policiais com pelo menos três agiotas: dois homens e uma mulher. 

As testemunhas afirmaram que os militares estariam prestando serviços de cobrança utilizando ameaças e violência. Dos seis investigados, quatro já estão presos preventivamente. A apuração segue em andamento para verificar se há mais envolvidos na operação ilegal. 

Suspeitas confirmadas

Diante da semelhança nos depoimentos das testemunhas, a Corregedoria da PM passou a investigar o caso como “organização de grupo para a prática de violência”. O crime está previsto no artigo 150 do Código Penal Militar e pode resultar em pena de até oito anos de reclusão. 

Essa legislação se aplica a situações em que dois ou mais militares, armados ou utilizando material bélico de propriedade militar, se reúnem para cometer atos de violência contra pessoas. A Corregedoria busca provas concretas para confirmar as denúncias e avançar no inquérito. 

A investigação está sendo conduzida com cautela, já que os envolvidos pertencem à corporação responsável pela segurança da população. A Polícia Militar reforçou que não compactua com condutas criminosas e que todas as denúncias serão tratadas com rigor. 

Policiais militares durante policiamento de rotina - Reprod./Internet
Policiais militares durante policiamento de rotina – Reprod./Internet

Próximos passos 

O caso continua sendo analisado pela Corregedoria e pode resultar na expulsão dos policiais investigados, além de processos criminais na Justiça comum. Outras testemunhas devem ser ouvidas nos próximos dias para ampliar as evidências. 

A Polícia Militar de São Paulo afirma que a corporação seguirá colaborando com a apuração dos fatos e que mantém compromisso com a transparência e a ética na conduta de seus agentes. Os desdobramentos da investigação serão acompanhados de perto pelas autoridades e pela população.

Com informações do Diário da Região

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