PMs de Rio Preto estão na mira da Corregedoria por suposto ‘grupo de extermínio’
Seis policiais militares de Rio Preto estão sob investigação da Corregedoria da Polícia Militar de São Paulo por suspeita de participação em um suposto “grupo de extermínio” ligado à exploração de agiotagem. As autoridades analisam a possível relação dos agentes com seis homicídios de grande repercussão na cidade.
De acordo com as investigações, os crimes teriam sido motivados pela cobrança de dívidas e execução de concorrentes no esquema de agiotagem. Além disso, há suspeitas de que os policiais estariam operando emboscadas durante o horário de serviço, mas à paisana, e que viaturas teriam sido deslocadas para pontos estratégicos para facilitar os crimes.
A documentação obtida com exclusividade pelo jornal Diário da Região (Leia aqui) aponta que a Corregedoria instaurou um Inquérito Policial Militar (IPM) em abril do ano passado. O processo teve início após relatos de testemunhas protegidas que indicaram a ligação dos policiais com pelo menos três agiotas: dois homens e uma mulher.
As testemunhas afirmaram que os militares estariam prestando serviços de cobrança utilizando ameaças e violência. Dos seis investigados, quatro já estão presos preventivamente. A apuração segue em andamento para verificar se há mais envolvidos na operação ilegal.
Suspeitas confirmadas
Diante da semelhança nos depoimentos das testemunhas, a Corregedoria da PM passou a investigar o caso como “organização de grupo para a prática de violência”. O crime está previsto no artigo 150 do Código Penal Militar e pode resultar em pena de até oito anos de reclusão.
Essa legislação se aplica a situações em que dois ou mais militares, armados ou utilizando material bélico de propriedade militar, se reúnem para cometer atos de violência contra pessoas. A Corregedoria busca provas concretas para confirmar as denúncias e avançar no inquérito.
A investigação está sendo conduzida com cautela, já que os envolvidos pertencem à corporação responsável pela segurança da população. A Polícia Militar reforçou que não compactua com condutas criminosas e que todas as denúncias serão tratadas com rigor.

Próximos passos
O caso continua sendo analisado pela Corregedoria e pode resultar na expulsão dos policiais investigados, além de processos criminais na Justiça comum. Outras testemunhas devem ser ouvidas nos próximos dias para ampliar as evidências.
A Polícia Militar de São Paulo afirma que a corporação seguirá colaborando com a apuração dos fatos e que mantém compromisso com a transparência e a ética na conduta de seus agentes. Os desdobramentos da investigação serão acompanhados de perto pelas autoridades e pela população.
Com informações do Diário da Região
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