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13 de June de 2026

Aumento de casos respiratórios infantis acende alerta em Marília

Marília
13/06/2026 10:30
Redacao
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A tosse persistente, a febre e o nariz escorrendo tornaram-se uma preocupação crescente para inúmeras famílias em Marília nas últimas semanas. O aumento expressivo de casos de doenças respiratórias entre crianças não é apenas uma percepção dos pais, mas uma realidade que se reflete de forma preocupante nos números das unidades de saúde da cidade, indicando um cenário que exige vigilância e ação imediata.

O impacto dessa onda de enfermidades infantis é palpável. Um pai de uma criança de dois anos, que preferiu não se identificar, relatou ao <a href="#" target="_blank" rel="noopener">Marília Notícia</a>: “Meu filho está com quadro respiratório e praticamente todos os meus amigos que têm filhos pequenos estão com crianças doentes”. Essa experiência corrobora a preocupação de médicos e profissionais da saúde, que observam um volume recorde de atendimentos pediátricos nas últimas semanas.

Os dados oficiais da Associação Beneficente Hospital Universitário (ABHU), instituição responsável pela gestão das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) nas zonas norte e sul de Marília, oferecem uma dimensão alarmante da situação. Entre janeiro e maio deste ano, foram registrados 6.074 atendimentos pediátricos diretamente relacionados a sintomas respiratórios, evidenciando uma pressão significativa sobre o sistema de saúde local.

A UPA Norte, em particular, experimentou um salto nos atendimentos, passando de 251 casos em janeiro para impressionantes 1.201 em maio. Esse crescimento contínuo ao longo dos meses reflete uma progressão preocupante, com a demanda atingindo seu pico justamente no mês de maio, conforme os dados disponibilizados pela ABHU.

De forma análoga, a UPA Sul também acompanhou essa tendência de alta, com os registros subindo de 177 atendimentos em janeiro para 860 no mesmo intervalo. Na comparação entre o primeiro e o quinto mês do ano, o aumento percentual foi de aproximadamente 378% na UPA Norte e 386% na UPA Sul, consolidando maio como o mês de maior concentração de procura por assistência médica em ambas as unidades.

Cenário sazonal

O incremento nos casos de doenças respiratórias é um fenômeno esperado durante os meses mais frios do ano. Com a chegada das baixas temperaturas, as pessoas tendem a permanecer por mais tempo em ambientes fechados e com menor circulação de ar, condições ideais que favorecem a rápida transmissão de diversos vírus respiratórios entre a população, especialmente entre os mais jovens.

Entre os principais agentes infecciosos que intensificam sua circulação nesta época estão o vírus influenza, amplamente conhecido como o causador da gripe sazonal, o vírus sincicial respiratório (VSR), responsável por casos graves de bronquiolite em bebês, além de rinovírus e outros patógenos que provocam infecções das vias aéreas superiores e inferiores.

Crianças menores de cinco anos representam um grupo de alta vulnerabilidade, dada a imaturidade de seus sistemas imunológicos, que ainda estão em pleno desenvolvimento. Além disso, a frequente convivência em ambientes coletivos, como escolas e creches, potencializa a facilidade de transmissão desses vírus, tornando-os mais suscetíveis a contrair as enfermidades.

Durante o outono e o inverno, quadros de gripe, resfriados comuns, bronquiolite, crises de asma, sinusite e pneumonia figuram entre os principais motivos que levam os pais a procurarem atendimento pediátrico. É fundamental que os cuidadores estejam cientes dessas condições e da importância de um diagnóstico e tratamento adequados para evitar complicações.

Embora a maioria dos quadros respiratórios infantis apresente uma evolução favorável com o devido acompanhamento médico e a implementação de cuidados domésticos, especialistas reforçam que a atenção a determinados sinais de alerta pode ser decisiva para a saúde das crianças, evitando o agravamento das condições e garantindo uma intervenção rápida.

Atenção redobrada

É crucial que os pais e responsáveis saibam identificar os momentos em que a busca por atendimento médico deve ser imediata. Sinais como dificuldade para respirar, respiração acelerada e ofegante, chiado intenso no peito, febre persistente que não cede, sonolência excessiva, recusa de líquidos e quaisquer indicadores de desidratação exigem uma avaliação profissional sem demora.

Bebês e crianças muito pequenas merecem uma atenção ainda mais especial. Devido à sua menor reserva fisiológica e à rápida progressão de algumas doenças, quadros que parecem leves podem se agravar em um curto intervalo de tempo. A vigilância constante dos cuidadores é, portanto, um fator determinante para a segurança e o bem-estar dos lactentes e infantes.

Além do acompanhamento médico essencial quando os sintomas se manifestam, a adoção de medidas preventivas eficazes é a principal ferramenta para mitigar a circulação dos vírus respiratórios na comunidade. Essas ações simples, quando realizadas de forma consistente, podem fazer uma diferença significativa na redução da incidência das doenças e na proteção dos mais vulneráveis.

As orientações são claras e acessíveis: manter os ambientes da casa e de convívio ventilados, estimular a higiene frequente das mãos com água e sabão ou álcool em gel, evitar o contato próximo com pessoas que apresentam sintomas de doenças respiratórias e, de maneira fundamental, manter a carteira de vacinação em dia, especialmente a imunização contra a gripe sazonal.

Em resposta ao cenário epidemiológico atual e como uma estratégia para ampliar a cobertura vacinal em Marília, a Secretaria Municipal da Saúde tem intensificado suas ações. Para isso, uma iniciativa especial de vacinação contra a gripe foi programada, visando alcançar toda a população apta, a partir dos seis meses de idade, em um esforço concentrado de imunização.

Imunização essencial

A ação especial de vacinação ocorrerá neste sábado, dia 13. Haverá diversos postos de imunização estrategicamente localizados para facilitar o acesso da população. Os locais incluem o Supermercado Spani (das 8h às 13h), o Supermercado São Judas (das 8h às 13h), o Marília Shopping (das 11h às 17h) e o cruzamento da rua 9 de Julho com a avenida Tancredo Neves (das 8h às 13h).

Camila Paris, enfermeira responsável pela Sala de Vacinas da Secretaria Municipal da Saúde, enfatiza a relevância da medida: “A vacina é gratuita, segura e salva vidas. Reforçamos também a importância da vacinação dos grupos prioritários, que apresentam maior risco de complicações e para quem a proteção é ainda mais urgente e necessária.”

A secretária municipal da Saúde, Paloma Libanio, também fez um apelo à comunidade, reforçando a mensagem de prevenção: “A vacina é totalmente segura e é a forma mais eficaz de prevenir complicações da gripe, protegendo individualmente e reduzindo a circulação do vírus no inverno. Peço para que as pessoas tomem a vacina e procurem as nossas equipes de imunização.”

Diante do aumento dos casos de doenças respiratórias em crianças em Marília, a vigilância dos pais e a adesão às campanhas de vacinação se apresentam como pilares fundamentais para a proteção da saúde infantil. A colaboração da comunidade com as medidas de prevenção e a busca por informações confiáveis são essenciais para enfrentar este desafio sazonal e garantir o bem-estar coletivo. A saúde dos pequenos depende da responsabilidade de todos.

Ações como a imunização em massa demonstram o compromisso das autoridades de saúde em mitigar os impactos das infecções respiratórias. Contudo, a efetividade dessas estratégias está intrinsecamente ligada à participação ativa da população, que, ao se vacinar e adotar hábitos saudáveis, contribui diretamente para a redução da carga viral na cidade e para a proteção de toda a comunidade, especialmente das crianças, que são o futuro.

Saiba mais

Para informações adicionais sobre campanhas de saúde em Marília e recomendações de prevenção, acesse o site oficial da <a href="#" target="_blank" rel="noopener">Prefeitura de Marília</a> ou confira outras <a href="#" target="_blank" rel="noopener">notícias de saúde</a> em nosso portal.



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