Defesa Civil interdita casa após dano causado por vazamento de água, no bairro Fragata
A Defesa Civil de Marília, interditou um imóvel localizado na rua Luís Stahlschmidt Ribas, no Bairro Fragata, após o colapso de um muro de arrimo e o deslizamento de solo sob uma das residências. O problema ocorreu devido a um comprometimento estrutural no imóvel, identificado depois que o solo sob a casa cedeu parcialmente. A situação mobilizou equipes da RIC Ambiental, que constataram um vazamento subterrâneo na rede de água e deram início imediato às medidas de suporte à família.
Durante a vistoria técnica, realizada na quarta-feira (29/10), foi constatado que o muro localizado na divisa com o imóvel da rua Alfeu Cesar Pedrosa, 295, cedeu completamente, provocando a movimentação de terra e comprometendo a estrutura da casa. O relatório técnico apontou como causa do incidente um vazamento em uma tubulação de abastecimento de água fria situada em frente ao imóvel, o que levou ao encharcamento do solo e ao aumento do empuxo sobre o muro, resultando no colapso.
Desde então, a concessionária vem prestando toda a assistência necessária aos moradores, com hospedagem em hotel, alimentação, água e serviços de lavanderia. Caso a recuperação dos danos na residência e na rede de água demande mais tempo, será oferecida a locação de um imóvel para abrigar a família até a conclusão dos reparos.
Herança maldita
O planejamento para os reparos na tubulação, alicerces e na estrutura do imóvel já está em andamento, e a concessionária mantém esforços contínuos para garantir todo o suporte necessário até a completa resolução da ocorrência. Segundo a RIC Ambiental, o episódio é um exemplo do que a deterioração das redes de distribuição pode causar.
Desde o início de sua operação, a RIC Ambiental vem executando um amplo diagnóstico e um programa de modernização das redes de água e esgoto, para mitigar problemas do passivo herdado da gestão anterior do serviço. Com planejamento de substituição gradativa das tubulações antigas, a concessionária reduzirá os riscos e evitará que situações semelhantes voltem a ocorrer.
Segundo o coordenador da Defesa Civil, Luiz Antonio Bissoli, a interdição é uma medida essencial para preservar vidas e evitar o agravamento da instabilidade do terreno. “A área foi isolada e permanece sob monitoramento. A liberação só será possível após a execução das obras de recuperação e a emissão de novo laudo técnico atestando a segurança das estruturas”, explicou.

O relatório recomenda ainda o reparo urgente da tubulação e a contratação de profissionais habilitados para a elaboração de projetos de estabilização do talude e reconstrução do muro de arrimo. Até a conclusão dos serviços, o acesso às residências permanece proibido. A Defesa Civil continuará monitorando a área e acompanhando as providências técnicas necessárias para garantir a estabilidade do terreno e a segurança dos moradores da região.
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