Golpe do falso gerente: como uma aposentada perde quase R$ 300 mil
Uma aposentada de 64 anos registrou ocorrência na Polícia Civil na segunda-feira (12/1), após ser vítima do chamado “golpe do falso gerente de banco”. O prejuízo estimado chega a R$ 284 mil. Segundo o boletim, no dia 7, a mulher recebeu mensagens via WhatsApp de um perfil que utilizava a logomarca da instituição financeira onde mantém conta. O interlocutor se apresentou como gerente e alegou que havia ocorrido um vazamento de dados, supostamente envolvendo funcionários do próprio banco.
Convencida pela narrativa, a vítima seguiu as instruções dos golpistas. Em um dos procedimentos, foi até a agência e solicitou o aumento do limite de transferências via PIX para R$ 110 mil, sem revelar o motivo do pedido. Na sequência, realizou diversas operações: transferiu R$ 109 mil para uma casa de carnes, outros R$ 109 mil para uma empresa e efetuou mais três pagamentos — de R$ 13,5 mil, R$ 32 mil e R$ 20 mil.
O golpe só foi descoberto nesta segunda-feira, quando a verdadeira gerente do banco entrou em contato para questionar as movimentações. A aposentada, então, percebeu que havia sido enganada. O caso está sob investigação da Polícia Civil.
Fraude sofisticada
O ‘Golpe do Falso Gerente’ é uma fraude sofisticada que se baseia na engenharia social e na exploração da confiança e do medo das vítimas. A tática inicial e mais comum é o contato via WhatsApp, SMS ou telefone, onde o golpista se apresenta como um funcionário de alto escalão da instituição financeira da vítima – geralmente um gerente, especialista em segurança ou da área de prevenção a fraudes. Para conferir credibilidade, utilizam perfis com logotipos autênticos de bancos e, por vezes, informações pessoais da vítima previamente obtidas, como nome completo e detalhes parciais da conta, para simular legitimidade.
A segunda etapa consiste em criar um cenário de urgência e pânico. Os criminosos alegam uma série de problemas fictícios para amedrontar a vítima: vazamento de dados, transações suspeitas não reconhecidas, movimentações financeiras fraudulentas na conta, clonagem de cartões ou até mesmo a identificação de funcionários do próprio banco envolvidos em esquemas ilícitos. O objetivo é desestabilizar emocionalmente o indivíduo, fazendo-o acreditar que seu patrimônio está em risco iminente e que uma ação imediata é fundamental para evitar prejuízos maiores.
Sob o pretexto de ‘procedimentos de segurança’ ou ‘atualização cadastral emergencial’, os golpistas induzem a vítima a executar ações que resultam diretamente no desvio de dinheiro ou acesso a informações sigilosas. As instruções mais frequentes incluem a transferência de valores para supostas ‘contas seguras’ (que, na realidade, são contas dos criminosos), a instalação de softwares de acesso remoto no celular ou computador da vítima, ou o fornecimento de senhas, códigos de segurança (OTP) e dados bancários em links falsos ou diretamente ao falso gerente. A manipulação é intensificada com a recomendação para que a vítima não procure a agência física nem converse com outros funcionários do banco, reforçando a ideia de que a ‘operação’ é confidencial e sensível, isolando a vítima para que a fraude se concretize.
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