Marília reforça ações de combate à dengue na zona sul
Marília intensifica os esforços de prevenção e combate à dengue com uma ação estratégica programada para este sábado, dia 11. Coordenada pela Divisão de Zoonoses, vinculada à Secretaria Municipal da Saúde, a iniciativa mobiliza agentes e estudantes em uma força-tarefa destinada a conter a proliferação do mosquito *Aedes aegypti*, vetor de doenças como dengue, zika e chikungunya. A mobilização se concentra na área de abrangência da Unidade Básica de Saúde (UBS) Planalto, localizada na zona sul da cidade, uma região chave para as ações de saúde pública.
A gravidade da dengue, que pode causar desde sintomas leves até complicações hemorrágicas severas, exige uma vigilância constante e ações preventivas contínuas por parte das autoridades e da população. Em resposta a esse desafio de saúde pública, a prefeitura de Marília tem implementado estratégias multifacetadas, buscando engajar diversos setores da sociedade para maximizar o impacto das campanhas. Este sábado marca mais um passo significativo nessa luta diária, unindo expertise técnica e engajamento comunitário para proteger os moradores.
Ação conjunta
A operação especial deste sábado conta com a participação de um robusto contingente de 19 agentes de saúde, incluindo agentes de controle de endemias (ACEs) e agentes comunitários de saúde (ACSs), além de dois supervisores. Este time multidisciplinar será reforçado por alunos do curso de medicina veterinária da Universidade de Marília (Unimar), que trazem conhecimento acadêmico e energia para as atividades de campo. Juntos, esses profissionais e estudantes atuarão no Jardim Planalto e em bairros adjacentes, focando em ações de Bloqueio de Controle de Criadouros (BCC).
O Bloqueio de Controle de Criadouros é uma metodologia essencial na erradicação da dengue. Consiste na vistoria minuciosa de imóveis e terrenos para identificar e eliminar quaisquer recipientes que possam acumular água e, assim, servir como potenciais focos de proliferação do mosquito. Desde pneus velhos a vasos de plantas, garrafas e calhas entupidas, cada detalhe é investigado. Além da eliminação física dos criadouros, os agentes desempenham um papel crucial na educação da população, orientando sobre as melhores práticas para manter seus lares livres do mosquito e sobre a importância da prevenção contínua.
De acordo com Talita Rodrigues, supervisora da Divisão de Zoonoses, a urgência da ação reside na necessidade de frear o ciclo de vida do *Aedes aegypti*. “Esta ação especial é necessária para que possamos reduzir a proliferação do *Aedes aegypti* e evitar que a doença se espalhe para outros bairros da zona sul. Vamos aproveitar também as vistorias técnicas para orientar o máximo possível de moradores e comerciantes”, explica Rodrigues. A orientação, neste contexto, não se limita a informações básicas, mas busca empoderar a comunidade com o conhecimento necessário para que cada cidadão se torne um agente ativo na prevenção.
Cenário atual
Os dados mais recentes do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) do Estado de São Paulo indicam que Marília registra, até o momento, 52 casos confirmados de dengue. Embora qualquer número de casos inspire vigilância, a prefeitura ressalta um dado positivo e encorajador: este total representa uma queda superior a 99% em relação ao mesmo período do ano passado. Essa redução expressiva é atribuída às ações contínuas de prevenção e controle realizadas ao longo do tempo, destacando a eficácia das estratégias adotadas e a importância de não relaxar os cuidados.
Apesar dos bons índices recentes, a secretária municipal da Saúde, Paloma Libanio, enfatiza que a colaboração da população é um pilar insubstituível na luta contra a dengue. “Reforçamos que o apoio da população é fundamental para que possamos evitar a infestação do *Aedes aegypti*. Pedimos aos moradores para que autorizem a entrada do agente de saúde em seus imóveis e sigam todas as orientações que são repassadas pelos profissionais. Além disso, o proprietário também deve eliminar qualquer recipiente que pode acumular água”, declara Libanio. A parceria entre poder público e cidadão é, portanto, a chave para sustentar e aprimorar esses resultados positivos.
A autorização para a entrada dos agentes de saúde nos imóveis é vital para a efetividade das vistorias e bloqueios de criadouros. Muitos focos do mosquito estão dentro de residências ou em quintais privados, inacessíveis sem a permissão dos moradores. A desinformação ou a relutância em permitir o acesso pode criar “pontos cegos” na estratégia de controle, comprometendo o esforço coletivo. Por isso, a prefeitura investe na conscientização sobre a importância de abrir as portas para os profissionais, que estão a serviço da saúde de toda a comunidade. <a href="#" target="_blank" rel="noopener">Leia mais sobre a importância da vistoria domiciliar no combate à dengue</a>.
Mais esforços
Complementando a ação na zona sul, a Divisão de Zoonoses também programou para a manhã de sábado a realização de nebulização costal em dois pontos estratégicos de grande circulação localizados na zona norte da cidade. Serão contempladas a Unidade de Saúde da Família (USF) Jardim Renata Doutor Celso Norikazu Tanahara e a Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Professor Olímpio Cruz. A nebulização é uma técnica que visa eliminar mosquitos adultos em áreas onde há maior concentração de pessoas, reduzindo a chance de transmissão da doença e complementando as ações de controle de criadouros.
Enquanto as ações de BCC focam na prevenção e eliminação de focos, a nebulização atua como uma medida de controle emergencial, visando quebrar a cadeia de transmissão em locais de maior risco. Ambas as estratégias, quando utilizadas de forma integrada, potencializam os resultados e contribuem para um controle mais efetivo da doença em todo o município. A escolha dos locais para a nebulização reflete uma análise cuidadosa dos riscos epidemiológicos e da movimentação populacional, buscando proteger os cidadãos onde eles mais circulam.
Paloma Libanio reitera a importância dessas múltiplas frentes de trabalho. “Estas ações são muito importantes para que possamos continuar com os bons índices de controle da doença no nosso município”, reforça a secretária. A manutenção de um cenário epidemiológico favorável não é fruto do acaso, mas sim de um esforço contínuo e bem planejado, que envolve desde a fiscalização em campo até o engajamento comunitário e a aplicação de tecnologias de controle. A vigilância permanente é a garantia de que Marília possa proteger sua população contra a dengue e outras arboviroses.
A luta contra a dengue em Marília é um exemplo de como a colaboração entre diferentes esferas do poder público, instituições de ensino e a própria população pode gerar resultados significativos. As ações deste sábado na zona sul e zona norte reforçam o compromisso da cidade em manter a saúde pública como prioridade, através de medidas preventivas e educativas contínuas. A manutenção dos “bons índices de controle da doença” depende da persistência desses esforços e da conscientização de cada morador sobre seu papel fundamental na erradicação do *Aedes aegypti*.
A população que desejar obter mais informações, tirar dúvidas ou fazer denúncias sobre possíveis focos do mosquito pode entrar em contato diretamente com a Divisão de Zoonoses de Marília. O telefone para contato é (14) 3401-2054. A participação ativa da comunidade é um fator determinante para o sucesso das campanhas de saúde pública. <a href="https://www.marilia.sp.gov.br/" target="_blank" rel="noopener">Confira outras notícias sobre saúde em Marília</a>.
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