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29 de April de 2026

Unimar e zoonoses de Marília: Parceria essencial no combate à dengue

Educação
28/04/2026 20:40
Redacao
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Em um esforço contínuo para salvaguardar a saúde pública e proporcionar experiência prática valiosa aos seus alunos, o curso de Medicina Veterinária da Universidade de Marília (Unimar) participou de uma importante ação de extensão. Em colaboração com a Superintendência de Controle de Endemias (Sucen) e a Divisão de Zoonoses da Secretaria Municipal da Saúde de Marília, acadêmicos e docentes estiveram em campo, atuando diretamente na prevenção e controle da dengue na cidade. A iniciativa reforça o compromisso da instituição com a comunidade e com a formação de profissionais engajados.

A ação, que se estendeu por bairros específicos de Marília, teve como foco principal a inspeção de imóveis, a eliminação de focos do mosquito *Aedes aegypti* e a conscientização da população sobre as medidas preventivas. Este trabalho conjunto é fundamental em um cenário onde a dengue representa um desafio constante para as autoridades de saúde, exigindo abordagens multifacetadas e o envolvimento de diversos setores da sociedade. A parceria entre academia e órgãos públicos exemplifica um modelo eficaz de atuação contra a doença.

Ação conjunta

A parceria entre a Unimar, a Sucen e a Divisão de Zoonoses de Marília representa um elo estratégico na luta contra a dengue. Enquanto a Sucen oferece o suporte técnico e estratégico no controle de endemias, e a Zoonoses atua na coordenação local e na mobilização de equipes, a universidade contribui com o conhecimento científico e a força de trabalho dos estudantes. Essa sinergia potencializa os resultados, alcançando um número maior de residências e garantindo uma abordagem mais completa e integrada.

Durante as visitas aos domicílios, as equipes identificaram e removeram recipientes que poderiam acumular água, como pneus velhos, vasos de plantas e garrafas, locais propícios para a eclosão dos ovos do mosquito. Além da eliminação física dos focos, a comunicação direta com os moradores foi um pilar da campanha, enfatizando a responsabilidade individual e coletiva na manutenção de ambientes livres do vetor. A educação sanitária revelou-se um instrumento poderoso para a mudança de hábitos.

O caráter preventivo da iniciativa é crucial. O combate à dengue não se limita ao tratamento de pacientes ou ao uso de inseticidas em larga escala, mas começa na raiz do problema: a reprodução do mosquito. Ao focar na eliminação dos criadouros, a Unimar e seus parceiros visam romper o ciclo de vida do *Aedes aegypti*, diminuindo significativamente a incidência da doença e, consequentemente, aliviando a pressão sobre o sistema de saúde.

A experiência adquirida pelos futuros médicos-veterinários é inestimável. Longe das salas de aula e dos laboratórios, eles puderam vivenciar a realidade dos desafios da saúde pública, interagindo diretamente com a população e aplicando conceitos teóricos em situações reais. Este tipo de extensão universitária não só forma profissionais mais completos, mas também os sensibiliza para o papel social de sua profissão, preparando-os para lidar com questões complexas que transcendem a clínica animal.

Estudantes em campo

Os acadêmicos de Medicina Veterinária desempenharam um papel ativo e fundamental na linha de frente do combate à dengue. Sob a supervisão de docentes e técnicos da Zoonoses, eles aprenderam a identificar potenciais criadouros, a abordar os moradores de forma educativa e a coletar dados importantes para o mapeamento da situação epidemiológica. Esta imersão prática é vital para a compreensão holística do ciclo de transmissão da doença e das estratégias de controle.

A participação estudantil reforça a multidisciplinaridade inerente à Medicina Veterinária. Embora o foco da profissão seja a saúde animal, a interface com a saúde humana e ambiental, especialmente em doenças zoonóticas como a dengue (transmitida por vetor, não diretamente de animal para humano, mas a Medicina Veterinária abrange controle de vetores e saúde pública), é cada vez mais evidente. Os futuros profissionais são capacitados para atuar em uma perspectiva de Saúde Única, reconhecendo a interconexão entre o bem-estar animal, humano e ambiental.

Desafio urbano

O enfrentamento da dengue em centros urbanos como Marília é um desafio complexo, agravado por fatores como a rápida urbanização, o descarte inadequado de lixo e as mudanças climáticas, que criam condições ideais para a proliferação do *Aedes aegypti*. A sazonalidade da doença, com picos de incidência em períodos de chuva e calor, exige campanhas contínuas e um planejamento estratégico que envolva toda a sociedade.

A cidade de Marília, assim como muitas outras no Brasil, lida com a ameaça constante de epidemias de dengue, que podem sobrecarregar hospitais, gerar custos elevados para o sistema de saúde e, o mais grave, causar sofrimento e mortes. Nesse contexto, ações preventivas e de educação são o escudo mais eficaz. A presença da universidade no terreno demonstra uma resposta proativa e integrada a essa questão de saúde pública. Para mais informações sobre a situação da dengue na região, <a href="#" target="_blank" rel="noopener">clique aqui para acessar dados da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo</a>.

A mobilização de acadêmicos e a articulação entre diferentes esferas governamentais e instituições de ensino são pilares para o sucesso de programas de controle de vetores. A amplitude da problemática da dengue exige que o conhecimento científico se alie à ação prática, traduzindo pesquisas e estudos em intervenções concretas que impactem positivamente a vida das pessoas. A atuação da Unimar é um exemplo de como a academia pode ser um motor de transformação social.

Medidas preventivas

As medidas preventivas são a espinha dorsal de qualquer programa de controle da dengue. Elas incluem a eliminação de qualquer recipiente que possa acumular água parada, a vedação de caixas d'água, a limpeza regular de calhas e ralos e o uso de telas em janelas e portas. A colaboração dos moradores é indispensável, pois o mosquito se prolifera predominantemente dentro e nos arredores das residências. Cada cidadão é um agente potencial no combate à doença.

A Zoonoses de Marília tem um papel vital na coordenação dessas ações, garantindo que as equipes estejam treinadas e equipadas para atuar de forma eficiente. A coleta de informações durante as visitas, como a presença de larvas ou mosquitos adultos, contribui para um panorama epidemiológico mais preciso, permitindo que as próximas etapas do plano de combate sejam ajustadas e direcionadas para as áreas de maior risco. Saiba mais sobre o trabalho da Divisão de Zoonoses em <a href="#" target="_blank" rel="noopener">notícias anteriores sobre saúde em Marília</a>.

Olhar futuro

A continuidade de iniciativas como a da Unimar e da Zoonoses é fundamental para consolidar os ganhos na saúde pública e preparar a cidade para os desafios futuros. O engajamento da comunidade acadêmica não deve ser um evento isolado, mas parte de uma estratégia de longo prazo que integre ensino, pesquisa e extensão de forma perene. É um investimento não apenas na saúde de hoje, mas na formação de uma geração de profissionais conscientes e capacitados.

O monitoramento constante da infestação do *Aedes aegypti* e a adaptação das estratégias de combate às particularidades de cada bairro são cruciais. Além disso, a pesquisa científica desempenha um papel importante na busca por novas ferramentas e abordagens, como o desenvolvimento de vacinas e métodos inovadores de controle do vetor. A Unimar, com seu corpo docente e laboratórios, pode ser um centro propulsor dessas inovações.

A educação continuada da população também é um pilar para o sucesso a longo prazo. Campanhas informativas em escolas, associações de bairro e mídias locais são essenciais para manter o tema em evidência e garantir que as pessoas compreendam a importância de sua participação ativa. Somente com uma população bem informada e engajada é possível construir uma barreira efetiva contra a dengue e outras arboviroses.

A perspectiva da Saúde Única, que integra a saúde humana, animal e ambiental, oferece um quadro robusto para abordar desafios como a dengue. A Medicina Veterinária, ao atuar no controle de zoonoses e vetores, posiciona-se como uma peça-chave nesse ecossistema de saúde. A experiência dos acadêmicos da Unimar é um exemplo prático dessa abordagem, que se traduz em benefícios diretos para a qualidade de vida dos cidadãos de Marília.

O sucesso das ações de combate à dengue em Marília dependerá da sustentabilidade dessas parcerias e da capacidade de adaptação às novas realidades epidemiológicas e ambientais. A colaboração entre instituições de ensino superior e órgãos governamentais não só fortalece as ações de saúde, mas também enriquece o processo formativo dos futuros profissionais, consolidando um ciclo virtuoso de aprendizado e serviço à comunidade.

A iniciativa da Unimar em parceria com a Zoonoses de Marília é um testemunho do poder da colaboração e da dedicação. Ao unir o conhecimento acadêmico à ação prática no combate à dengue, essas instituições não apenas protegem a saúde da população, mas também pavimentam o caminho para um futuro onde a educação e o serviço comunitário andam de mãos dadas, construindo uma sociedade mais saudável e resiliente. O impacto desta ação transcende o controle imediato do mosquito, deixando um legado de aprendizado e engajamento.

Este tipo de projeto destaca a relevância social das universidades e a capacidade dos estudantes de contribuir significativamente para a solução de problemas complexos. É um lembrete de que a saúde pública é uma responsabilidade compartilhada, que exige a união de esforços de todos os setores da sociedade para ser efetivamente protegida. <a href="#" target="_blank" rel="noopener">Confira mais sobre iniciativas de extensão universitária na Unimar</a>.



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