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06 de March de 2026

Brasil mantém competitividade frente a nova tarifa global dos EUA, diz Alckmin

Marília
20/02/2026 18:47
Redacao
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O cenário do comércio internacional entre Brasil e Estados Unidos ganhou um novo capítulo nesta sexta-feira (20), com a declaração do presidente em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin. Ele afirmou categoricamente que o Brasil não perderá competitividade com a recente tarifa global de 10% anunciada pelo presidente norte-americano, Donald Trump. A medida, que se aplica a todos os países exportadores, coloca o Brasil em igualdade de condições no concorrido mercado dos Estados Unidos.

A fala de Alckmin ocorre em um momento de reviravolta jurídica e política, desencadeado por uma decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos. A Corte, por seis votos a três, considerou ilegais as tarifas impostas anteriormente por Donald Trump, fundamentadas em poderes de emergência. O entendimento judicial foi que a prerrogativa para a criação de tarifas pertence ao Congresso, e não ao Executivo, redefinindo as bases da política comercial americana.

Essa decisão da Suprema Corte anulou grande parte do que era conhecido como “tarifaço”, um regime que havia imposto alíquotas de até 50% sobre alguns produtos brasileiros, somando uma tarifa global de 10% e uma sobretaxa adicional de 40%. Para o governo brasileiro, a reversão representa uma importante vitória e abre um horizonte de otimismo para as relações comerciais, prometendo um "comércio mais pujante" entre os dois países.

A reviravolta judicial e a nova política

A derrubada do "tarifaço" pela Suprema Corte dos EUA marca um ponto de inflexão na estratégia comercial de Washington. As tarifas anteriores, que oneravam até 37% das exportações brasileiras para o mercado americano em seu auge, representavam um desafio significativo para a balança comercial do Brasil. Graças a intensas negociações diplomáticas, esse percentual havia sido reduzido para 22% até o final do ano passado, indicando a busca contínua por um ambiente comercial mais justo.

Contudo, a reação de Donald Trump à decisão judicial não tardou. O presidente dos EUA anunciou que buscará novos caminhos legais para manter sua política tarifária, confirmando a criação de uma nova taxa global de 10%. Desta vez, a tarifa será fundamentada em outros dispositivos da legislação comercial americana, demonstrando a persistência do governo em proteger sua indústria doméstica, ainda que por meio de instrumentos distintos.

A distinção crucial para o Brasil, conforme apontado por Alckmin, reside no caráter global da nova tarifa. Diferentemente das alíquotas anteriores, que eram específicas e discriminatórias, a taxa de 10% se aplica indistintamente a todos os parceiros comerciais dos Estados Unidos. Isso significa que a posição relativa do Brasil no mercado americano não será alterada, pois todos os competidores enfrentarão as mesmas condições tarifárias. <a href="#" target="_blank" rel="noopener">Leia também: Trump anuncia tarifa global de 10% após Suprema Corte derrubar taxas</a>.

Setores beneficiados e diálogos estratégicos

A expectativa é que a redução das barreiras anteriores, somada à neutralidade da nova tarifa global, possa beneficiar diversos setores da economia brasileira. Alckmin destacou que áreas como máquinas, motores, madeira, pedras ornamentais, café solúvel e frutas podem ver um incremento em suas exportações para os EUA. A perspectiva é de um ambiente mais favorável para esses produtos, que antes enfrentavam desvantagens competitivas consideráveis.

No entanto, nem todos os desafios foram superados. Produtos estratégicos para o Brasil, como aço e alumínio, continuam sob a sombra da Seção 232 da legislação americana. Essa lei permite aos Estados Unidos impor tarifas sobre importações que considerem uma ameaça à segurança nacional. Alckmin ressaltou que esses casos ainda podem ter desdobramentos jurídicos, exigindo monitoramento e negociação contínuos. O Brasil, segundo o ministro, não figura entre os países que geram déficit comercial para os EUA, o que fortalece a argumentação brasileira em qualquer diálogo bilateral.

A manutenção do diálogo bilateral é uma prioridade para o Brasil. "A negociação continua", afirmou Alckmin, reforçando o compromisso em buscar soluções diplomáticas para quaisquer entraves comerciais. Essa abordagem sublinha a importância da previsibilidade e estabilidade nas relações comerciais, vitais para a confiança dos investidores e o fluxo de mercadorias.

Impacto econômico e as perspectivas futuras

Especialistas em comércio exterior avaliam que a derrubada das tarifas específicas de Trump pode impulsionar a retomada das exportações brasileiras para os Estados Unidos. Além disso, a redução das barreiras comerciais tende a baratear produtos importados pelos EUA, aliviando pressões inflacionárias no país. Em 2025, as exportações brasileiras para os EUA alcançaram US$ 37,7 bilhões, representando 10,8% do total vendido pelo Brasil ao exterior. A flexibilização tarifária é, portanto, um fator relevante para o desempenho do comércio bilateral.

A evolução das políticas comerciais americanas, mesmo diante de reveses judiciais, continuará a ser um elemento-chave para a economia global. Apesar da decisão da Suprema Corte, Trump sinalizou que novas investigações comerciais e a estruturação de tarifas por outros instrumentos legais permanecem no centro de sua estratégia econômica de proteção à indústria americana. Este cenário indica que a pauta comercial entre as duas nações, e globalmente, será marcada por um dinamismo constante, exigindo vigilância e proatividade por parte do Brasil. <a href="https://www.whitehouse.gov/briefing-room/statements-releases/" target="_blank" rel="noopener">Confira mais sobre as políticas comerciais americanas na Casa Branca</a>.

A posição do Brasil, de manter sua competitividade em um ambiente tarifário globalizado, reforça a necessidade de diversificação de mercados e de fortalecimento das cadeias produtivas internas. O governo, através do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, buscará consolidar essa vantagem comparativa, garantindo que as exportações brasileiras continuem a crescer e a contribuir para o desenvolvimento econômico do país, independentemente das flutuações nas políticas comerciais de seus parceiros.

Para aprofundar-se no tema e acompanhar as últimas notícias sobre comércio exterior, <a href="#" target="_blank" rel="noopener">visite nossa seção de Economia</a>.



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