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23 de April de 2026

Ipea projeta crescimento do PIB brasileiro em 1,8% apesar de cenário global turbulento

Marília
09/04/2026 18:46
Redacao
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A economia brasileira deverá crescer 1,8% neste ano, conforme a projeção mais recente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), órgão vinculado ao <a href="#" target="_blank" rel="noopener">Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO)</a>. Esta previsão, que indica uma resiliência notável, vem à tona em um período marcado por significativas incertezas geopolíticas, incluindo o recente conflito iniciado no Oriente Médio, que já repercute no preço internacional do petróleo.

Apesar do cenário global de tensões, descrito pelo próprio <a href="#" target="_blank" rel="noopener">Ipea</a> como o de maior incerteza geopolítica desde o fim da Guerra Fria (1947-1991), a Carta de Conjuntura nº 70, divulgada na quinta-feira (9), aponta para "motivos para moderado otimismo". Essa perspectiva se baseia na observação de dinâmicas internas que sustentam a atividade econômica do país.

Resiliência econômica

O estudo do Ipea pondera que a elevada incerteza no panorama externo contrasta com a relativa solidez de características da economia brasileira. Entre elas, destaca-se o crescimento constante da renda disponível das famílias e a expansão do volume de crédito concedido pelo sistema financeiro nacional nos últimos anos. Estes elementos atuam como amortecedores contra choques externos, fomentando o consumo e a capacidade de investimento.

O consumo das famílias é um dos principais motores da economia brasileira, impulsionado pelo aumento real do salário mínimo. Conforme o <a href="#" target="_blank" rel="noopener">Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)</a>, responsável pelo cálculo do Produto Interno Bruto (PIB) e também ligado ao MPO, a valorização da renda domiciliar tem um impacto direto e positivo sobre a demanda interna e o fluxo de bens e serviços. O mencionado "crédito disponibilizado" pode, por sua vez, viabilizar investimentos privados, outro fator de crescimento do PIB. Além do consumo e dos investimentos, a conta do crescimento do PIB considera as despesas do Estado e o saldo entre exportações e importações.

Política fiscal

O Ipea aponta que o Estado brasileiro continuará a operar sob a política do novo arcabouço fiscal. Esta estrutura é caracterizada pela combinação de uma elevação dos gastos públicos de natureza social e um crescimento das receitas públicas. Tais movimentações são consequências diretas, no caso dos gastos, da política de valorização do salário mínimo e da reindexação das despesas com saúde à receita corrente líquida da União.

No que concerne ao comércio exterior, o instituto prevê que o Brasil será beneficiado por "políticas fiscais expansionistas" em âmbito global. Essas políticas são impulsionadas, em parte, por investimentos em inteligência artificial e pelos gastos com armamentos, uma consequência direta dos conflitos como o que ocorre no Oriente Médio. Este cenário, embora de tensão, gera um fluxo específico de demanda internacional que pode favorecer a exportação de certos produtos brasileiros.

Precedente histórico

Para contextualizar seu prognóstico, o Ipea recorda que a eclosão da guerra na Ucrânia, em fevereiro de 2022, não impediu o crescimento do comércio mundial em 5,8% naquele mesmo ano. Este precedente serve como um argumento para a continuidade das dinâmicas comerciais, mesmo diante de grandes choques geopolíticos e da fragmentação de cadeias produtivas.

Série histórica

A credibilidade das projeções do Ipea foi reforçada no ano passado, quando o instituto acertou a previsão de crescimento do PIB em 2,3%. Caso a projeção de 1,8% para este ano se confirme, o somatório do PIB para o período de 2023-2026 alcançará 10,7%, representando uma performance econômica superior em comparação com os dois quadriênios anteriores.

Este índice seria cinco pontos percentuais acima do total do PIB do período de 2019 a 2022, que registrou 5,7%, e 0,8 ponto percentual acima do PIB total entre 2015 e 2018, que somou 9,9%. Para 2027, a estimativa inicial do Ipea é de um crescimento de 2% para o PIB, sinalizando uma continuidade na trajetória de expansão. <a href="#" rel="noopener">Leia também: Banco Central prevê crescimento de 1,6% para o PIB em 2026.</a>

Em síntese, as projeções do Ipea para a economia brasileira em 2024 e nos anos seguintes desenham um cenário de otimismo cauteloso. A capacidade de navegar por um ambiente global complexo, apoiada em fundamentos internos como o consumo familiar e o crédito, além de uma política fiscal planejada, sugere uma trajetória de crescimento resiliente. As incertezas externas persistem, mas a análise do instituto aponta para uma economia com mecanismos capazes de absorver choques e manter uma rota de expansão. <a href="#" rel="noopener">Confira outras análises sobre a economia brasileira.</a>



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