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06 de March de 2026

Prévia da inflação de fevereiro acelera para 0,84%, aponta IBGE

Marília
27/02/2026 11:15
Redacao
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A inflação oficial do Brasil, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), registrou um avanço significativo em fevereiro, atingindo 0,84%. O percentual representa uma aceleração notável em relação ao mês anterior, janeiro, quando o indicador havia marcado 0,20%. Este aumento reflete a pressão de diversos setores sobre os preços, impactando diretamente o poder de compra do consumidor brasileiro.

O principal vetor dessa alta foi o grupo educação, que apresentou uma elevação expressiva de 5,20%, contribuindo com 0,32 ponto percentual (p.p.) para o índice geral. Tal movimento é atribuído aos reajustes anuais nas mensalidades de escolas e cursos, prática comum no início do ano letivo, que se traduz em um impacto direto nas finanças familiares.

Em seguida, o grupo transportes também exerceu forte influência sobre a prévia da inflação, com uma elevação de 1,72%. Seu peso no IPCA-15 foi de 0,35 p.p., refletindo uma série de fatores que afetam os custos de deslocamento da população e a logística de produtos em todo o país.

Os demais grupos analisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apresentaram variações que oscilaram entre a deflação de 0,42% no vestuário e a alta de 0,67% em saúde e cuidados pessoais. Essa diversidade nos movimentos de preços evidencia a complexidade do cenário inflacionário e a forma como diferentes setores da economia reagem às dinâmicas de mercado.

No acumulado do ano, o IPCA-15 alcançou 1,04%. Em um horizonte de 12 meses, a inflação atingiu 4,10%, resultado que demonstra uma desaceleração quando comparado aos 4,50% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Esses dados são fundamentais para a análise econômica e para a formulação de políticas monetárias no Brasil. Para mais informações sobre a economia, <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2024-02/receita-paga-lote-da-malha-fina-do-imposto-de-renda-de-fevereiro" target="_blank" rel="noopener">confira notícias relacionadas sobre o Imposto de Renda</a>.

Impacto setorial

Aprofundando a análise por grupos, os dados divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira (27) detalham o comportamento do grupo saúde e cuidados pessoais. Com alta de 0,67% e impacto de 0,09 p.p., houve avanços notáveis em artigos de higiene pessoal (0,91%) e nos planos de saúde (0,49%), itens essenciais no dia a dia dos brasileiros.

O grupo alimentação e bebidas, por sua vez, registrou uma elevação de 0,20%, com impacto de 0,04 p.p. Este segmento, de grande peso no orçamento familiar, merece atenção especial devido à sua influência direta na qualidade de vida e segurança alimentar da população.

Especificamente na alimentação no domicílio, a alta foi de 0,09% em fevereiro, indicando um recuo em relação a janeiro, quando havia marcado 0,21%. Entre os itens que puxaram o aumento, destacam-se o tomate (10,09%) e as carnes (0,76%), que tiveram variações positivas significativas, refletindo dinâmicas de oferta e demanda no mercado agrícola e pecuário.

Em contraste, alguns produtos essenciais registraram quedas percentuais, aliviando parte da pressão sobre o custo da cesta básica. O arroz teve uma redução de 2,47%, seguido pelo frango em pedaços (-1,55%) e pelas frutas (-1,33%), mostrando que nem todos os alimentos seguiram a tendência de alta generalizada.

No segmento de alimentação fora do domicílio, a variação foi ainda maior, alcançando 0,46%. O IBGE informou que essa alta foi impulsionada pelos custos da refeição (0,62%) e do lanche (0,28%), refletindo os aumentos em serviços de bares e restaurantes, que também sentem a pressão dos custos de insumos e mão de obra.

Custos cotidianos

Após uma queda de 0,26% em janeiro, o grupo habitação registrou uma leve alta de 0,06% em fevereiro. Este grupo, que inclui despesas essenciais como aluguel e contas de consumo, mostrou uma reversão na tendência do mês anterior, demandando monitoramento contínuo.

Os destaques de alta dentro da habitação foram a taxa de água e esgoto, que subiu 1,97%, e o aluguel residencial, com elevação de 0,32%. Esses reajustes periódicos afetam diretamente o orçamento das famílias, especialmente em grandes centros urbanos, onde os custos de moradia são mais elevados.

Em contrapartida, a energia elétrica residencial apresentou uma queda de 1,37%, sendo o subitem com o maior impacto negativo no indicador (0,06 p.p.). Essa redução foi impulsionada pela adoção da bandeira tarifária verde no período, que não adiciona custos extras aos consumidores. O gás encanado também registrou queda de 0,71% nas tarifas, conforme informações do IBGE.

A análise regional do IPCA-15 revela variações significativas. São Paulo, por exemplo, registrou a maior variação entre as capitais, com 1,09%. Esse resultado foi influenciado principalmente pelas elevações em subitens como passagens aéreas (16,92%) e cursos regulares (6,34%), com destaque para o ensino fundamental (8,32%), que reflete a pressão sobre a educação no estado.

Por outro lado, Recife apresentou a menor variação regional, com 0,35%. A contenção inflacionária na capital pernambucana foi atribuída às quedas em serviços como o transporte por aplicativo (-10,34%) e à redução na energia elétrica residencial (-2,32%), evidenciando como fatores locais podem influenciar de forma distinta o índice de preços.

Análise regional

Para o cálculo do IPCA-15 de fevereiro, o IBGE considerou os preços coletados entre 15 de janeiro de 2026 e 12 de fevereiro de 2026, que foram comparados com os preços vigentes de 13 de dezembro de 2025 a 14 de janeiro de 2026. Essa janela de coleta permite uma fotografia detalhada das flutuações de preços no período.

O indicador abrange famílias com rendimento de 1 a 40 salários-mínimos e sua coleta ocorre em diversas regiões metropolitanas, incluindo Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e do município de Goiânia. Essa abrangência geográfica e de renda busca representar a realidade inflacionária da maior parte da população urbana brasileira.

A metodologia utilizada no IPCA-15 é a mesma do IPCA tradicional, diferindo apenas no período de coleta dos preços e na abrangência geográfica. Essa distinção é crucial para que o indicador sirva como uma prévia confiável, permitindo antecipar tendências e auxiliar na tomada de decisões econômicas.

A próxima divulgação do IPCA-15, referente ao mês de março, está programada para 26 de março. Acompanhar esses dados é fundamental para compreender a dinâmica da inflação no Brasil e seus impactos na vida cotidiana dos cidadãos, fornecendo insumos valiosos para o planejamento financeiro pessoal e empresarial. Para informações adicionais sobre os indicadores de preços, consulte o <a href="https://www.ibge.gov.br/" target="_blank" rel="noopener">site oficial do IBGE</a>.



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