Mercosul UE : impacto e oportunidades para o Brasil com a assinatura do acordo
O recém-aprovado acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia projeta um significativo impulso econômico para o Brasil. De acordo com estimativas da ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos ), o pacto tem o potencial de gerar um aumento de aproximadamente US$ 7 bilhões nas exportações brasileiras. Considerado o maior acordo econômico já firmado pelos dois blocos, após mais de duas décadas de negociações, esta parceria estratégica promete reconfigurar o panorama do comércio exterior do país, abrindo novas avenidas para produtos nacionais em um dos mercados consumidores mais ricos do mundo, que reúne mais de 450 milhões de habitantes.
A indústria brasileira é apontada como uma das principais beneficiárias imediatas da redução tarifária estipulada no acordo. Setores como o de máquinas e equipamentos de transporte, motores e geradores de energia elétrica, bem como o segmento de autopeças – incluindo motores de pistão – e o de aeronaves, verão suas tarifas serem reduzidas de forma instantânea.
Além desses, outras áreas com oportunidades promissoras incluem couro e peles, pedras de cantaria, facas e lâminas, e itens da indústria química. Este alívio nas barreiras alfandegárias deve tornar os produtos manufaturados brasileiros mais competitivos no mercado europeu, impulsionando a produção e a geração de empregos.
Maior diversificação
Adicionalmente, a ApexBrasil sublinha que o acordo deve contribuir para uma maior diversificação da pauta exportadora brasileira. Atualmente, uma parcela considerável – mais de um terço – das vendas do Brasil para a União Europeia já é composta por produtos da indústria de transformação, e essa participação tende a se expandir ainda mais com a diminuição das barreiras comerciais.
Para as commodities agrícolas, o impacto será mais gradual, com o acordo prevendo a redução progressiva das tarifas para produtos como carne de aves, carne bovina e etanol, que serão zeradas em até 10 anos, sempre respeitando cotas específicas e mecanismos de salvaguarda, visando um equilíbrio e proteção dos mercados internos europeus
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