PF desmantela quadrilha que cometia crimes cibernéticos com atuação em Marília
A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (2/9) a operação “Lauandi”, que investiga uma organização criminosa especializada em fraudes cibernéticas, falsificação de documentos, estelionato e lavagem de dinheiro. A ação envolveu o cumprimento de 17 mandados em sete cidades paulistas e em Imperatriz, no Maranhão. Entre os materiais apreendidos estão celulares, documentos, veículos, dinheiro em espécie e cartões bancários. Os itens eram usados para aplicar golpes e falsificar documentos.
Além das apreensões, foram executadas ordens judiciais de sequestro de bens móveis e imóveis, bloqueio de contas bancárias e custódia de criptoativos. Segundo a PF, o grupo movimentava grandes quantias por meio de empresas falsas, com apoio de um contador. Os criminosos também comercializavam dados pessoais, usados para fraudar o Estado e empresas privadas. Os investigados vão responder por quatro crimes, cujas penas somadas podem ultrapassar 20 anos de prisão.
A investigação começou em agosto de 2020, após a Caixa Econômica Federal denunciar fraudes em 91 benefícios do Auxílio Emergencial. O valor desviado, de R$ 54.600, foi rastreado até duas contas bancárias em Indaiatuba, no interior paulista. A partir desse ponto, a Delegacia da PF em Campinas identificou milhares de outras fraudes semelhantes. A operação “Lauandi” é um desdobramento da “Apateones”, realizada em março de 2023.
Esquema complexo
Parte dos envolvidos também atuava nos estados de Goiás e Rondônia. Eles recebiam valores de cerca de 360 contas do Auxílio Emergencial, fraudadas por meio de boletos e transferências bancárias. O esquema envolvia a criação de empresas de fachada para movimentar os recursos obtidos ilegalmente. A PF acredita que o grupo operava com alto grau de organização e tecnologia.
A operação desta terça-feira representa um avanço importante no combate às fraudes contra programas sociais e à lavagem de dinheiro. A Polícia Federal segue com as investigações para identificar outros envolvidos e ampliar o cerco contra organizações criminosas que atuam no ambiente digital. A expectativa é que novas fases da operação sejam deflagradas nos próximos meses.

A ação repercutiu em diversos estados e reforça a importância da cooperação entre instituições financeiras e órgãos de segurança. A PF destaca que denúncias como a da Caixa são fundamentais para o início de investigações complexas.
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