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04 de abril de 2025

Polícia prende, mas Justiça manda soltar homem que transportava 832kg de cocaína

Regional
17/10/2024 19:18
Carlos Teixeira
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Réu primário, com família, de “laços sólidos com a comunidade” e “colaborador” com as investigações policiais. Com estes “atributos”, a Justiça de Ipaussu, na região de Ourinhos, entendeu que o acusado de tráfico flagrado com 832 tabletes de cocaína, avaliados em R$ 50 milhões, não deveria ficar preso preventivamente. A juíza Alessandra Mendes Spalding negou o pedido da Polícia Federal, para manter o homem preso e atribuiu uma série de medidas “administrativas” contra o acusado.

O homem dirigia uma carreta Mercedes Benz, que saiu de Londrina (PR), com destino a Diadema (Grande São Paulo) carregada com massas de polenta e bolo. O “recheio” da carga eram sacos com 800 tabletes de cocaína pura, que pesaram 832 quilos. Ele foi preso durante Operação Impacto, que envolveu policiais rodoviários e agentes da Polícia Federal que integram a Ficco (Força Tarefa de Combate ao Crime Organizado), na divida de São Paulo com Paraná.

Durante audiência de custódia, o homem teria dito que receberia R$ 15 mil pelo transporte e que aceitou o “trabalho” porque estaria em uma “situação financeira desesperadora”. O acusado disse também que essa seria a primeira vez que aceitava fazer esse tipo de transporte.

A decidir pela liberdade do homem, a juíza mencionou acórdão do STF (Supremo Tribunal Federal), para sustentar a concessão da medida. Mas, impôs medidas “administrativas” e cautelares, para garantir que o homem não fuja. Entre estas regras, estão a exigência de ele não sair da cidade de origem por mais de sete dias, sem autorização judicial. Além disso, deverá cumprir uma espécie de “prisão domiciliar” no período entre 21h e 5h.

Policiais exibem tabletes de cocaína apreendidos em caminhão - Colab./Polícia Rodoviária
Policiais exibem tabletes de cocaína apreendidos em caminhão – Colab./Polícia Rodoviária

A decisão da Jusiça causou indignação entre os patrulheiros e agentes federais que atuaram no caso. Os policiais temem que o homem volte a praticar o delito ou, pior, que os responsáveis pela droga possam praticar alguma represália contra o acusado, que acabou preso e pode comprometer a operação de tráfico da quadrilha envolvida nesse crime.

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