Carregando...
31 de July de 2026

Programa de farmácias credenciadas otimiza acesso a medicamentos pela população

Marília
31/07/2026 09:32
Redacao
Continua após a publicidade...

A saúde pública em Marília pode ganhar um reforço significativo no acesso a medicamentos essenciais. Um projeto de lei em tramitação na Câmara Municipal busca instituir um programa inovador que visa garantir o fornecimento de remédios que, porventura, estejam em falta na rede municipal de saúde. A iniciativa, proposta pelo vereador Delegado Wilson Damasceno (PL), pretende estabelecer parcerias com farmácias privadas credenciadas para assegurar a continuidade dos tratamentos e a qualidade de vida dos cidadãos. O Projeto de Lei 1/2026 representa um esforço para suprir lacunas e otimizar a distribuição de itens essenciais da Remune (Relação Municipal de Medicamentos).

A proposta emerge como uma resposta direta aos desafios enfrentados por pacientes que dependem da rede pública para obter suas medicações. A descontinuidade de tratamentos por falta de remédios é uma realidade que afeta milhares de pessoas, comprometendo a eficácia de terapias e, em muitos casos, agravando condições de saúde preexistentes. Com este programa, o município de Marília busca implementar uma solução ágil e eficiente, que integre diferentes setores em prol do bem-estar coletivo.

O programa de farmácias credenciadas em Marília, conforme delineado no projeto de lei, propõe que estabelecimentos privados sediados no município possam ser habilitados para dispensar medicamentos da Remune que não estejam disponíveis nos postos de saúde ou nas farmácias municipais. Os critérios para o credenciamento das farmácias serão estabelecidos pela Secretaria Municipal da Saúde, garantindo a padronização e a qualidade do serviço. Para que um paciente receba o medicamento, será indispensável a apresentação de uma receita médica válida.

Antes da dispensação, uma consulta ao sistema informatizado do município comprovará a indisponibilidade do remédio na unidade de saúde de referência do paciente. Essa etapa visa assegurar que o programa seja ativado apenas quando a rede pública não puder atender à demanda imediata. Em casos de medicamentos controlados ou de alto custo, a exigência se estende a um laudo médico circunstanciado, reforçando o controle e a segurança do processo. Após a apresentação da documentação válida, o município fará o ressarcimento à farmácia credenciada pelos itens fornecidos, estabelecendo um ciclo de parceria e responsabilidade compartilhada que busca a eficiência na gestão dos recursos e a agilidade na entrega dos medicamentos.

Impacto social

A justificativa para a criação deste programa reside na urgência de assegurar que nenhum paciente seja prejudicado pela falta de medicamentos. O vereador Delegado Wilson Damasceno enfatiza a interrupção de tratamentos como um fator crítico que compromete a saúde e a qualidade de vida. Ele ressalta que as falhas no fornecimento podem ocorrer por diversos motivos, desde atrasos de fornecedores e descontinuação de contratos até dificuldades em processos licitatórios. No entanto, tais entraves burocráticos não devem recair sobre o paciente, que necessita da medicação de forma contínua para sua recuperação ou manutenção de sua condição de saúde.

“A proposta busca assegurar que nenhum paciente fique sem os medicamentos, garantindo a continuidade dos tratamentos e a preservação da saúde e da qualidade de vida”, reforça o vereador. “Sabemos que a falta de algum remédio ocorre por vários fatores, como atrasos de fornecedores, descontinuação ou suspensão momentânea de contratos administrativos e dificuldades em processos licitatórios, porém isso não pode prejudicar diretamente o paciente que necessita do medicamento de forma ininterrupta.”

Um dos pilares da proposta é o amparo a pessoas em situação de vulnerabilidade econômica. Para muitos, a aquisição de medicamentos de alto custo ou mesmo de uso contínuo representa um desafio financeiro insuperável. O parlamentar lembra que a descontinuidade desses tratamentos pode levar ao agravamento de doenças, resultando em internações hospitalares e em um ciclo de sofrimento e custos adicionais para o sistema de saúde.

“A instituição deste programa é uma medida moderna, eficiente e de gestão responsável, permitindo que a iniciativa privada seja parceira do município. Assim, evitamos a interrupção de tratamentos e ampliamos o acesso do cidadão ao medicamento necessário”, afirma Damasceno. A parceria público-privada emerge, assim, como um caminho para otimizar recursos e expandir a capacidade de atendimento, sem onerar excessivamente o orçamento público e ao mesmo tempo garantindo a qualidade no fornecimento.

Princípios do SUS

O parlamentar destaca que o Projeto de Lei 1/2026 está em plena consonância com os princípios constitucionais da dignidade da pessoa humana. Além disso, a proposta alinha-se diretamente com as diretrizes fundamentais do SUS (Sistema Único de Saúde), que incluem a universalidade do acesso aos serviços de saúde, a integralidade da assistência e a equidade no tratamento dos pacientes. Ao garantir o acesso aos medicamentos essenciais, o programa contribui diretamente para a efetivação desses princípios em Marília.

Uma consequência positiva esperada é a redução da judicialização da saúde, fenômeno em que cidadãos frequentemente recorrem à justiça para obter medicamentos ou tratamentos que deveriam ser disponibilizados pelo poder público. Com um mecanismo mais ágil e acessível, a expectativa é diminuir a necessidade de intervenção judicial, desafogando o sistema jurídico e permitindo que os recursos sejam focados na gestão da saúde. A medida busca, portanto, um equilíbrio entre a garantia de direitos e a otimização dos processos administrativos.

A votação do Projeto de Lei 1/2026 é aguardada com expectativa no retorno das sessões ordinárias da Câmara Municipal de Marília, marcado para o próximo dia 3. Se aprovada, a proposta tem o potencial de transformar a paisagem do acesso a medicamentos na cidade, oferecendo uma solução prática e humanitária para um problema persistente na saúde pública. A iniciativa demonstra um compromisso com o bem-estar dos marilienses, buscando um modelo colaborativo que fortaleça o sistema de saúde local e assegure que a falta de um medicamento não seja um obstáculo intransponível para a recuperação e a qualidade de vida.



Compartilhe esse post:


Top

Utilizamos cookies próprios e de terceiros para o correto funcionamento e visualização do site pelo utilizador, bem como para a recolha de estatísticas sobre a sua utilização.