Samba da Paz transforma zona Norte em palco de resistência, cultura e união comunitária
Na noite desta terça-feira (30/12), a zona Norte de Marília se prepara para vibrar ao som do batuque que já se tornou símbolo de resistência e celebração popular. O Samba da Paz, realizado no tradicional Póli do Jota, promete encerrar o ano com uma batucada que une gerações, reafirma identidades e fortalece laços comunitários. Mais do que uma festa, o evento é um ato de afirmação cultural e social, que ecoa a força da periferia e a memória ancestral do povo preto.
O encontro, marcado para as 19h, na rua Antônio Ribeiro dos Santos, 80, bairro J.K, é aguardado com entusiasmo por moradores e visitantes. A cada edição, o Samba da Paz reafirma sua importância como espaço de pertencimento e como manifestação que transcende o entretenimento, tornando-se um marco de consciência e união. A proximidade com o feriado da Consciência Negra reforça ainda mais o caráter simbólico da celebração, que se inscreve como resistência e memória viva.
Samba transformação
A quebrada se veste de alegria para receber mais uma edição desse evento que já é tradição. O samba, nesse contexto, não é apenas música: é instrumento de vida, dignidade e transformação. É a batida que lembra raízes, fortalece vozes e reafirma que a cultura popular é potência capaz de transformar realidades. O compasso do tambor e do pandeiro pulsa como orgulho coletivo, ecoando histórias e esperanças.

O Póli do Jota, espaço que se tornou referência cultural na Zona Norte, será novamente o palco dessa celebração. Ali, o samba se mistura com a dança, o sorriso e a energia de uma comunidade que se reconhece e se fortalece. Mais do que um evento, o Samba da Paz é um manifesto de identidade e ancestralidade, reafirmando que a periferia é lugar de cultura, afeto e resistência.
A realização do Samba da Paz é fruto da organização da coletividade Paz pra Nós, que articula diferentes frentes culturais e sociais nas periferias de Marília. À frente da produção está Rick Miguel, o “Quick”, que, junto com coletivos como Slam do Gueto e Portas Abertas Hip Hop, transforma o samba em um ato de celebração da vida. A força da coletividade é o que garante a continuidade e a potência desse encontro, que já se consolidou como tradição.
Resistência cultural
A programação da última edição de 2025 vem carregada de energia e diversidade. O grupo Zero 14 abre o palco com muito samba e pagode raiz, seguido pelo Pagode do Lima e Pagode do LV, que prometem levantar o público com clássicos e composições próprias. A cantora Bianca de Lucca traz sua voz marcante para reforçar o protagonismo feminino na cena musical. E para manter a pista aquecida, os DJs Ciro Rirais e Ph2 apresentam uma discotecagem que mistura ritmos, gingado e boas vibrações.
Com entrada gratuita, o evento se coloca como um convite aberto a todos os amantes do samba e da cultura popular. Mais do que uma festa, é um espaço de encontro e pertencimento, onde o povo se reconhece, canta, dança e reafirma sua potência. O Samba da Paz é, portanto, uma celebração que transcende barreiras sociais e geográficas, unindo gerações e fortalecendo vínculos comunitários.
O impacto do evento vai além da música. Ele reafirma a importância da cultura como ferramenta de transformação social. Em um território marcado pela luta e pela resistência, o Samba da Paz se torna símbolo de orgulho e identidade. É a periferia mostrando sua força, sua criatividade e sua capacidade de construir espaços de alegria e consciência.

A cada batida, o samba reafirma sua função de memória e resistência. Ele conecta passado e presente, lembrando que a ancestralidade é fonte de força e inspiração. O Samba da Paz é, assim, um ato político e cultural, que reafirma a dignidade e a potência do povo preto e periférico. É a batucada que une, que fortalece e que transforma.
O evento também se destaca pela diversidade de expressões artísticas que reúne. Do samba ao hip hop, do pagode à poesia, o Samba da Paz é um mosaico cultural que reflete a riqueza da periferia. Essa pluralidade é o que torna o encontro tão especial e significativo, reafirmando que a cultura popular é viva, dinâmica e transformadora.
União comunitária
O Samba da Paz é também um espaço de valorização da juventude e de fortalecimento das lideranças comunitárias. Ao reunir diferentes coletivos e artistas, o evento cria oportunidades de expressão e reconhecimento, mostrando que a periferia é lugar de potência e criatividade. É um palco aberto para talentos locais, que encontram ali visibilidade e apoio.
A realização do evento na véspera da virada do ano reforça seu caráter simbólico. É a comunidade celebrando suas conquistas, reafirmando sua identidade e projetando esperança para o futuro. O Samba da Paz é, portanto, mais do que uma festa: é um ritual de passagem, que conecta gerações e fortalece laços.
O serviço confirma: dia 30 de dezembro, às 19h, no Póli do Jota, com entrada gratuita. A realização é da coletividade Paz pra Nós, com apoio de parceiros e fotógrafa Márcia Frota registrando os momentos. A assessoria de imprensa é assinada por Cacá Luís, reforçando o compromisso de dar visibilidade a essa celebração.
Ao final, o Samba da Paz deixa uma mensagem clara: a periferia é potência, é cultura, é afeto. É resistência que pulsa no compasso do tambor, é memória que ecoa nas vozes, é união que se fortalece na dança. Em Marília, na Zona Norte, o samba é paz, é vida e é esperança. Uma batucada que une a quebrada e reafirma que a cultura popular é, sempre, instrumento de transformação.
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