Saúde intensifica ações de combate à Dengue com bloqueio na zona Norte
A Prefeitura de Marília, por meio da Secretaria Municipal da Saúde, continua a intensificar suas estratégias de combate à dengue em todo o território urbano. Neste sábado (24/1), uma operação de Bloqueio de Controle de Criadouros será deflagrada na zona Norte da cidade, com foco nas imediações da Unidade de Saúde da Família Jardim Renata “Dr. Celso Norikazu Tanahara”. A ação, que terá início às 8h30, visa eliminar focos do mosquito Aedes aegypti e orientar a população sobre as medidas preventivas essenciais, em um esforço contínuo para conter a proliferação da doença no município.
A escolha da região da USF Jardim Renata, localizada na rua Antônia Bergamini Sândalo, 35, não é aleatória. O local foi priorizado devido à identificação de um caso de dengue confirmado neste ano, sinalizando a necessidade de uma intervenção rápida e eficaz. A mobilização contará com uma equipe multidisciplinar de 15 profissionais de saúde, incluindo agentes de controle de endemias, agentes comunitários de saúde e supervisores de saúde. Esses especialistas são responsáveis por vistorias domiciliares, identificação e eliminação de potenciais criadouros da dengue, além de fornecerem informações cruciais aos moradores sobre como manter seus ambientes livres do mosquito Aedes aegypti, vetor da doença.
O Bloqueio de Controle de Criadouros é uma das principais ferramentas da vigilância epidemiológica e se mostra fundamental para a interrupção da cadeia de transmissão da dengue. Ele consiste em uma ação concentrada em áreas onde casos suspeitos ou confirmados foram registrados, com o objetivo de realizar uma varredura intensiva em imóveis, terrenos baldios e áreas públicas, visando a eliminação de qualquer recipiente que possa acumular água e servir como local para a desova do mosquito. A eficácia dessas ações de **prevenção da dengue** depende diretamente da colaboração da comunidade.
Cenário epidemiológico
Os dados mais recentes da Secretaria Municipal da Saúde de Marília indicam um cenário que exige atenção redobrada. Até o momento, o município registra oito casos confirmados de dengue em 2024. O número de notificações de suspeitas é ainda maior, chegando a 200, com 90 casos já descartados e 102 que aguardam os resultados dos exames laboratoriais. Esses números sublinham a importância de manter as ações de combate à dengue ativas e permanentes em todas as regiões da cidade. O monitoramento contínuo e a pronta resposta a novos casos são pilares para o controle do Aedes aegypti e a proteção da saúde pública local.
O histórico recente de ações demonstra a amplitude do trabalho realizado. No sábado anterior, 17 de janeiro, operações similares foram coordenadas nas regiões das unidades de saúde Nova Marília (zona Sul), Aeroporto (zona Leste) e de Lácio (zona Leste). Durante essa jornada, foram realizadas 700 visitas em 32 quadras das zonas Sul e Leste. Desse total, 434 casas (62%) permitiram o acesso dos agentes de saúde, enquanto 255 (36,7%) estavam fechadas e nove (1,3%) resultaram em recusas por parte dos moradores, impedindo a entrada da equipe. No somatório dessas visitas, foram coletadas nove amostras de larvas, evidenciando a persistência do problema mesmo em áreas vistoriadas.
A secretária municipal da Saúde, Dra. Paloma Libanio, enfatiza a relevância da cooperação comunitária para o sucesso das iniciativas. “Estamos intensificando as ações de combate à dengue em todas as regiões e iremos chegar também aos distritos. Para que tenhamos êxito nas ações, é fundamental que o morador permita o acesso do agente ao seu imóvel. Aí ele pode desempenhar o trabalho preventivo e passar as orientações de como não deixar água parada, mostrando os locais que podem virar criadouro do Aedes aegypti. Por isso, a população deve fazer a sua parte também, eliminando qualquer recipiente que possa acumular água em sua casa”, declarou a secretária.
As recusas e casas fechadas representam um obstáculo significativo para as equipes de vigilância epidemiológica. Cada imóvel não vistoriado pode se tornar um potencial foco de proliferação do mosquito, comprometendo o esforço coletivo de erradicação da dengue. A conscientização sobre a importância de abrir as portas para os agentes de saúde é um fator determinante para a proteção da saúde de toda a comunidade. Os agentes estão devidamente identificados e capacitados para realizar as inspeções e orientações de forma segura e eficiente, garantindo a privacidade e o respeito aos moradores.
Papel do cidadão
A dengue é uma doença séria, e sua prevenção começa dentro de casa. O Aedes aegypti, conhecido como mosquito da dengue, tem hábitos domésticos e deposita seus ovos em recipientes que acumulam água limpa e parada. Portanto, a responsabilidade de cada cidadão na prevenção da dengue é inegável e complementar ao trabalho das autoridades de saúde. A eliminação regular de potenciais criadouros da dengue é a medida mais eficaz para frear a proliferação do mosquito e, consequentemente, os casos da doença.
Para auxiliar nas ações de combate à dengue, a população deve adotar hábitos simples, mas eficazes, em seu cotidiano: esvaziar e limpar regularmente vasos de plantas e pratos com água; guardar garrafas vazias com a boca para baixo; tampar caixas d’água, tonéis e barris; limpar calhas e ralos; descartar corretamente pneus velhos em locais apropriados; e não deixar lixo acumulado em quintais ou terrenos baldios. Pequenas atitudes, quando somadas, geram um grande impacto na eliminação de criadouros e na proteção da saúde coletiva. A verificação semanal desses itens é recomendada como uma prática contínua de Marília contra a dengue.
A dengue é uma arbovirose que pode apresentar um amplo espectro clínico, desde casos assintomáticos até formas graves que podem levar à morte. Os sintomas mais comuns incluem febre alta (acima de 38.5°C), dor de cabeça intensa, dor atrás dos olhos, dores musculares e nas articulações, além de manchas vermelhas pelo corpo. Em casos mais severos, a doença pode evoluir para dengue hemorrágica ou síndrome do choque da dengue, condições que requerem atendimento médico emergencial. A única forma de prevenção da dengue e de suas formas mais graves é evitar a picada do mosquito e, primordialmente, eliminar seus focos de reprodução.
O impacto da dengue na saúde pública é substancial, sobrecarregando os sistemas de saúde, causando perdas produtivas e afetando a qualidade de vida da população. Por isso, as estratégias de controle adotadas pela Prefeitura de Marília, como as ações de BCC, são vitais para mitigar o avanço da doença. A atuação conjunta entre governo e sociedade é a chave para o sucesso duradouro na luta contra o mosquito da dengue.
Luta contra a Dengue
As ações de combate à dengue em Marília são um reflexo do compromisso contínuo da Secretaria Municipal da Saúde em proteger a população contra essa endemia. A vigilância epidemiológica não se restringe apenas às visitas domiciliares, mas engloba também o monitoramento de dados, a capacitação de equipes e a busca ativa de casos suspeitos. A manutenção da qualidade de vida e da saúde dos marilienses é uma prioridade, e para isso, o engajamento de todos é imprescindível. Estas iniciativas se estenderão para outras áreas e distritos do município, garantindo uma cobertura abrangente e uma resposta robusta à ameaça da dengue.
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