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06 de September de 2026

Agosto Lilás é tema de debate sobre violência contra a mulher, na Unesp de Tupã

Marília
28/08/2026 08:29
Redacao
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Tupã, na região de Presidente Prudente, foi palco de uma importante iniciativa de conscientização e combate à violência contra a mulher. Na tarde de segunda-feira (24/8), o Creas (Centro de Referência Especializado de Assistência Social) participou de uma palestra esclarecedora sobre o tema, realizada no câmpus da Unesp (Universidade Estadual Paulista) na cidade. A atividade se inseriu na programação do Agosto Lilás, campanha dedicada à sensibilização da sociedade para a urgência de erradicar a violência de gênero.

Este evento ressalta a importância da união entre instituições públicas e a academia na promoção de debates cruciais. A violência contra a mulher, em suas diversas manifestações, persiste como um dos mais graves problemas sociais no Brasil, afetando a vida de milhões de mulheres anualmente. Iniciativas como a de Tupã são fundamentais para educar, informar e empoderar, criando um ambiente de maior segurança e justiça para todos.

O Agosto Lilás é mais do que uma campanha; é um movimento nacional que busca intensificar a divulgação da Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006) e sensibilizar a sociedade para o enfrentamento da violência doméstica e familiar. Criada em 2016, a iniciativa celebra o aniversário da promulgação da lei, que completou 17 anos em 2023, e visa aprofundar o entendimento sobre os tipos de violência, os canais de denúncia e as formas de acolhimento às vítimas.

Ao longo do mês, diversas ações são promovidas por órgãos governamentais, organizações não governamentais e instituições de ensino em todo o país. O objetivo central é romper o ciclo de silêncio e medo que muitas vezes cerca as vítimas, incentivando-as a buscar ajuda e garantindo que a sociedade esteja atenta aos sinais e pronta para agir. A cor lilás, símbolo da campanha, representa a luta por dignidade e respeito e a firmeza na busca por direitos.

Atuação do Creas

O Creas (Centro de Referência Especializado de Assistência Social) desempenha uma função vital na rede de proteção social. Sua atuação foca no atendimento a indivíduos e famílias que vivenciam situações de risco social ou violação de direitos. Isso inclui, de forma prioritária, o acolhimento e o acompanhamento de mulheres em situação de violência, oferecendo suporte psicossocial, orientação jurídica e encaminhamento para outros serviços da rede socioassistencial e de saúde.

Em Tupã, o CREAS se consolida como um ponto de apoio essencial para a comunidade, promovendo não apenas o atendimento direto, mas também ações de prevenção e conscientização, como a palestra na Unesp. A expertise desses centros é crucial para intervir em casos complexos, garantindo a proteção e a reintegração social das vítimas. Eles atuam como um elo fundamental entre a necessidade da vítima e a estrutura de apoio disponível.

A Unesp de Tupã, ao sediar e participar ativamente de eventos como este, reafirma seu compromisso com a sociedade e com a formação de cidadãos conscientes e engajados. A universidade, como um polo de conhecimento e pensamento crítico, possui um papel fundamental na disseminação de informações e na promoção de debates sobre temas de alta relevância social, como a violência de gênero.

A interação entre a academia e as políticas públicas, exemplificada por esta parceria entre Unesp e CREAS, potencializa o impacto das ações de conscientização. Estudantes, professores e a comunidade universitária em geral são convidados a refletir sobre o problema, a desconstruir preconceitos e a se tornarem multiplicadores de uma cultura de respeito e igualdade. Este é um passo importante para a construção de uma sociedade mais justa e equitativa, onde o conhecimento gera transformação social.

Desafios sociais

A violência contra a mulher abrange múltiplas formas, que vão muito além da agressão física. Inclui a violência psicológica, que se manifesta por meio de ameaças, humilhações e controle; a violência sexual, que envolve qualquer ato sexual não consentido; a violência patrimonial, com a retenção ou destruição de bens; e a violência moral, que ocorre pela difamação ou calúnia. A palestra abordou a complexidade dessas manifestações, buscando desmistificar conceitos e encorajar a identificação de todas as formas de abuso, muitas vezes invisíveis.

Apesar dos avanços legislativos, como a Lei Maria da Penha, o Brasil ainda enfrenta desafios significativos. Dados recentes do FBSP (Fórum Brasileiro de Segurança Pública) indicam a persistência de altos índices de violência contra mulheres, com destaque para o feminicídio. A subnotificação de casos, o medo das vítimas e a cultura machista ainda enraizada na sociedade são barreiras que dificultam o enfrentamento efetivo dessa problemática.

A importância da denúncia é um pilar central em todas as discussões sobre o tema. Canais como o Disque 180 (Central de Atendimento à Mulher) e o 190 (Polícia Militar) são essenciais e devem ser amplamente divulgados. Saiba mais sobre o Disque 180 aqui. Além disso, a rede de proteção, que envolve Creas, CRAS, delegacias especializadas, promotorias e defensorias públicas, atua para garantir acolhimento e justiça, oferecendo um suporte integral à mulher em situação de vulnerabilidade.

Caminhos futuros

O evento em Tupã serve como um lembrete de que o combate à violência contra a mulher é uma responsabilidade coletiva e contínua. A educação, a informação e o apoio às vítimas são ferramentas poderosas na construção de um futuro onde a igualdade de gênero seja uma realidade e a violência, uma triste página virada na história. A sinergia entre diferentes setores da sociedade é a chave para transformar essa realidade e proteger os direitos fundamentais.

É fundamental que ações como esta se multipliquem, alcançando todos os segmentos da população e reforçando a mensagem de que a violência não é normal, não deve ser tolerada e deve ser combatida em todas as suas frentes. A participação ativa de cada cidadão e cidadã é indispensável para edificar uma cultura de paz e respeito, e para que o amparo às vítimas seja uma prioridade nacional.



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