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07 de October de 2026

O alerta das urnas: a exigência de ruptura com um modelo de estado

Presidente Prudente
07/10/2026 08:12
Redacao

As urnas enviaram uma mensagem inequívoca: a sociedade brasileira atingiu o limite da exaustão com o modelo de estado perpetuado por determinadas coalizões políticas ao longo de mais de duas décadas. O avanço expressivo e a vitória de novas forças políticas não representam apenas uma escolha eleitoral pontual, mas um basta definitivo contra a estagnação estrutural, a ineficiência administrativa e o que é percebido como o aparelhamento das instituições públicas. A percepção geral é de que o custo de manter uma máquina estatal pesada e, muitas vezes, inoperante, compromete o futuro da nação e de seus cidadãos.

Economia e a asfixia do setor produtivo

O modelo econômico baseado na expansão do gasto público e no intervencionismo estatal tem demonstrado sinais de colapso. Atualmente, o Brasil despende aproximadamente R$ 1 trilhão por ano apenas para rolar os juros de uma dívida interna que se mostra fora de controle. Essa sangria financeira desvia recursos vitais que poderiam ser aplicados em infraestrutura, saúde e segurança pública, áreas que sofrem com a carência de investimentos e a deterioração de seus serviços.

Na ponta final dessa cadeia de desequilíbrio fiscal, encontram-se o cidadão e a iniciativa privada. Mais de 80% das famílias brasileiras enfrentam endividamento, sobrecarregadas por juros escorchantes e por uma das cargas tributárias mais elevadas e complexas do mundo. O reflexo direto desse garrote econômico é o aumento recorde nos pedidos de recuperação judicial (RJ). Empresas, viáveis em sua essência, tanto no setor agrícola quanto comercial e de serviços, sucumbem à impossibilidade de suportar o alto custo do crédito e a pressão arrecadatória do estado. Para entender mais sobre o endividamento, veja nosso artigo sobre <a href="#" target="_blank" rel="noopener">os desafios da gestão financeira familiar</a>.

O aparelhamento das estatais e seus custos

A história recente do Brasil evidencia que a insistência em utilizar empresas públicas como moeda de troca política compromete o patrimônio nacional. Após um período de saneamento e lucros recordes, impulsionados por marcos regulatórios modernos e, em alguns casos, por privatizações estratégicas, observa-se um retrocesso. A volta das indicações políticas para cargos de gestão, a flexibilização das regras de governança, como a Lei das Estatais, e a consequente deterioração dos resultados financeiros dessas companhias, transferem, mais uma vez, o custo das ineficiências e dos esquemas corporativos para o contribuinte.

Segurança pública: avanço do crime organizado

O maior fracasso social das últimas décadas, em grande parte, reside na segurança pública. Sob uma ótica ideológica, percebida por muitos como leniente e centralizadora, o crime organizado deixou de ser um problema de polícia local para se transformar em um poder paralelo transnacional. Esse poder domina territórios, asfixia o comércio e impõe terror à população. A ausência de uma estratégia firme de controle de fronteiras, o sucateamento dos sistemas de inteligência e a falta de integração efetiva com os estados permitiram que facções criminosas avançassem sobre a economia formal, minando a soberania do próprio estado. <a href="#" target="_blank" rel="noopener">Confira nosso dossiê sobre o combate ao crime organizado no país</a>.

O travamento institucional e o poder judiciário

O atual arranjo institucional brasileiro, historicamente, foi estruturado para concentrar poder e recursos em Brasília, sufocando estados e municípios em um pacto federativo que muitos consideram inócuo. Essa configuração exige a constante barganha política por emendas parlamentares, o que, por sua vez, perpetua um ciclo de dependência e negociação que desvia o foco das necessidades reais da população.

Somado a isso, o travamento das reformas política e administrativa perpetua a existência de legendas de aluguel e o uso de fundos eleitorais bilionários. No topo dessa estrutura, o poder judiciário – um dos mais caros do mundo em proporção ao PIB – tem sido acusado de distorcer seu papel ao abraçar o ativismo político e gerar insegurança jurídica. O formato atual de escolha de ministros para as cortes superiores favorece a politização da justiça, afastando o país da estabilidade e da previsibilidade exigidas por investidores internacionais e pela própria sociedade.

Colapso dos serviços básicos: educação e saúde

O discurso de prioridade social não resiste aos fatos auditáveis. Mesmo com aportes orçamentários crescentes ao longo de duas décadas, os índices de aprendizado do país continuam estagnados nos piores patamares globais, como demonstra o PISA em matemática, leitura e ciências. Há uma percepção de que, em vez de focar na alfabetização na idade certa e no ensino técnico, priorizam-se debates doutrinários. Na saúde, o Sistema Único de Saúde (SUS) sofre com o que muitos chamam de ralo de recursos, centralização burocrática e gargalos de gestão que resultam em filas intermináveis e na precarização dos serviços. Para mais informações, veja <a href="#" target="_blank" rel="noopener">análises sobre a performance da educação básica no Brasil</a>.

A resposta articulada nas urnas demonstra que o eleitor compreendeu a urgência de trocar a ilusão populista pela eficácia pragmática. O avanço das pautas de direita – fundamentadas na responsabilidade fiscal, no livre mercado, no enxugamento da máquina pública, no combate intransigente ao crime e no respeito às liberdades individuais – é o sintoma de uma sociedade que decidiu reagir. Este pleito não representou apenas uma vitória eleitoral; representou um grito de alerta.



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