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06 de March de 2026

Caminhadas seguras: proteja as patas do seu pet dos perigos invisíveis do passeio

Presidente Prudente
22/01/2026 08:31
Redacao
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Para cães e gatos, o passeio diário representa muito mais do que uma simples caminhada; é uma exploração sensorial vital, uma oportunidade de exercitar-se e interagir com o ambiente. Contudo, o que para os tutores se apresenta como um momento de lazer pode esconder armadilhas significativas que se iniciam no solo e afetam diretamente as patas dos animais. Em regiões de clima quente, como o interior paulista, onde as temperaturas elevadas são constantes, a atenção deve ser redobrada para garantir a segurança dos pets.

A temperatura do solo é um dos principais fatores de risco negligenciados pelos tutores. Em horários de pico solar, superfícies como asfalto e calçadas podem atingir temperaturas extremamente altas, capazes de provocar lesões severas. O médico-veterinário André Arruda, de Presidente Prudente (SP), enfatiza a importância de monitorar rigorosamente os horários de passeio, priorizando sempre os períodos da manhã ou da noite, quando o clima e a temperatura do solo são mais amenos e seguros para as patas dos animais.

As queimaduras nas patas, decorrentes do contato com superfícies superaquecidas, são classificadas em diferentes graus, cada um com sintomas específicos. Queimaduras de 1º grau manifestam-se com vermelhidão, inchaço e aquecimento ao toque, resultando em desconforto e claudicação. No 2º grau, surgem bolhas e áreas úmidas, indicando um dano mais profundo na pele. O estágio mais grave, o 3º grau, caracteriza-se pela perda de tecido e pela alteração da cor da pele para tons escuros ou esbranquiçados, e paradoxalmente, o pet pode sentir menos dor inicial devido à destruição das terminações nervosas.

Ameaças ocultas

Além do calor, o ambiente externo apresenta perigos invisíveis a olho nu. Gramados, areias e locais úmidos são potenciais focos de parasitas, fungos e bactérias, que podem encontrar nas patas dos animais uma porta de entrada para infecções. O bicho-de-pé, por exemplo, é uma ameaça comum que se aloja entre os dedos ou nas almofadas plantares, causando dor e inchaço. Outra preocupação é a larva migrans, popularmente conhecida como “bicho-geográfico”, que penetra na pele, provocando coceira intensa e lesões em formato de linhas ou trilhas avermelhadas, levando o animal a lamber ou morder excessivamente a área afetada.

Infecções por fungos e bactérias prosperam em ambientes úmidos, manifestando-se através de mau cheiro, secreção, descamação e escurecimento da pele entre os dedos. A observação atenta do tutor é crucial: enquanto irritações simples tendem a melhorar em um ou dois dias com limpeza e repouso, a persistência de coceira intensa, dor progressiva, secreção, mau cheiro ou piora do quadro são fortes indicativos da presença de infecção ou parasitas, demandando atenção veterinária.

O chão pode esconder também objetos cortantes ou perfurantes, como cacos de vidro, pregos ou espinhos, que representam um risco direto de lesões nas patas. Mesmo que a remoção de um objeto pareça simples, a tentativa em casa pode agravar a situação, exigindo intervenção profissional. Outro comportamento que pode parecer inofensivo, mas que requer atenção, é a lambedura constante das patas após os passeios. Este hábito pode evoluir para uma condição chamada dermatite por lambedura, um problema inflamatório crônico que causa desconforto e exige tratamento específico.

Importância da mobilidade

O cuidado com as patas transcende a prevenção de feridas; ele está intrinsecamente ligado à mobilidade geral do animal, um fator ainda mais crítico em pets idosos. As patas são a base de sustentação do corpo, e qualquer dor, lesão ou inflamação pode levar o animal a alterar sua forma de andar para aliviar o desconforto. Com o tempo, essa mudança postural pode resultar em problemas ortopédicos e impactar significativamente a qualidade de vida do pet. Portanto, a observação contínua de qualquer alteração na marcha ou na aparência das patas é fundamental.

Diante de qualquer suspeita de lesão, infecção, presença de parasitas ou comportamento incomum nas patas, a orientação do veterinário André Arruda é clara e objetiva: procure imediatamente um médico-veterinário. A intervenção precoce é essencial para evitar complicações e garantir que seu companheiro de quatro patas continue desfrutando de seus passeios com saúde e bem-estar.

Proteger as patas dos nossos animais de estimação é um ato de carinho e responsabilidade que garante não apenas a alegria dos passeios, mas também a sua saúde e mobilidade a longo prazo. Estar ciente dos perigos, sejam eles visíveis ou invisíveis, e agir preventivamente é a chave para uma convivência feliz e sem dores.

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