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19 de May de 2026

Idoso declarado morto por hospital no interior de SP é resgatado com vida em funerária

Presidente Prudente
19/05/2026 15:01
Redacao
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Um caso inusitado e de grave repercussão mobiliza as autoridades e a população no interior de São Paulo. Juraci Rosa Alves, um idoso de 88 anos, foi declarado morto em uma unidade de saúde na cidade de Presidente Bernardes e, horas depois, foi encontrado vivo por funcionários de uma funerária em Presidente Prudente, durante o preparo para o velório. O episódio, que expõe uma série de questões sobre protocolos médicos e a sensibilidade do atendimento em momentos cruciais, gerou grande comoção e mobilizou as autoridades para uma investigação aprofundada. O idoso, resgatado com vida, permanece internado em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de Presidente Prudente.

A saga de Juraci começou em sua residência, na cidade de Emilianópolis, no último sábado (16). Segundo relatos da família, transmitidos pelo advogado Carlos Alberto Carneiro, após varrer as folhas em frente à sua casa, o idoso tomou banho e, nesse momento, os familiares perceberam que ele apresentava dificuldade para respirar e uma palidez acentuada. Diante do quadro, a família agiu rapidamente, priorizando a saúde do patriarca e acionando uma ambulância para levá-lo à Santa Casa de Presidente Bernardes para atendimento médico de emergência.

A chegada do idoso à unidade de saúde marcou o início de uma sequência de eventos que culminaria no surpreendente reencontro com a vida. Após os procedimentos de triagem e avaliação, Juraci foi examinado por uma médica de plantão. Para o espanto e a tristeza da família, foi ela quem, segundo o boletim de ocorrência registrado posteriormente, atestou o óbito do paciente. A causa da morte foi especificada no atestado como “insuficiência respiratória”, informação que se tornou um dos pontos centrais da investigação em curso. O nome da profissional não foi divulgado pela polícia até o momento, reforçando o sigilo da apuração.

Com a declaração oficial de falecimento, os trâmites burocráticos foram iniciados. Uma funerária da região foi acionada para proceder com a remoção do corpo e os preparativos para o velório, um protocolo padrão nesses casos. O corpo do senhor Juraci foi então transportado de Presidente Bernardes para a sede da funerária, localizada em Presidente Prudente. A família, já em luto, começou os preparativos para as últimas homenagens, sem imaginar a reviravolta que estava por vir e que mudaria completamente a percepção do que havia acontecido.

A intervenção da equipe da funerária, nesse ponto, tornou-se o elemento crucial para o desdobramento da história. O caso do idoso de Presidente Bernardes é um alerta para a importância da vigilância e do treinamento de profissionais em todas as etapas de um processo tão delicado. A análise de cada detalhe é fundamental para que situações semelhantes sejam evitadas no futuro, garantindo a dignidade e a segurança dos pacientes e de suas famílias em momentos de fragilidade.

Primeiro atendimento

Ao chegar à funerária, a equipe iniciou os procedimentos de rotina para o preparo do corpo. Entretanto, um detalhe fora do comum chamou a atenção dos agentes funerários. Enquanto posicionavam o idoso na mesa do laboratório, observaram um movimento sutil e inesperado na região abdominal de Juraci. Tal movimento gerou desconfiança imediata, levando-os a suspeitar que o homem pudesse estar, de fato, respirando. Este momento de perspicácia e observação atenta foi o divisor de águas, impedindo que o erro inicial tivesse consequências irreversíveis e irreparáveis.

Diante da suspeita, os funcionários agiram com prontidão e cautela. Imediatamente, suspenderam todo o processo de preparação funerária. A equipe acionou a enfermeira responsável técnica da empresa, Jacqueline Brogiato, para uma avaliação urgente. A responsabilidade e o senso de urgência demonstrados pela equipe da funerária foram cruciais para a virada do caso, transformando o que parecia ser um procedimento de rotina em uma corrida contra o tempo para salvar uma vida que havia sido declarada como perdida, evidenciando a necessidade de protocolos rigorosos.

A enfermeira Jacqueline Brogiato, ao ser acionada, dirigiu-se ao laboratório equipada com os instrumentos necessários para a verificação de sinais vitais. Ao examinar Juraci, a profissional confirmou o que a equipe já desconfiava: o idoso estava vivo. Uma onda de tensão e alívio tomou conta do ambiente. Sem hesitação, Jacqueline iniciou os primeiros socorros, concentrando-se em tentar liberar as vias aéreas do paciente, enquanto aguardava a chegada do Serviço de Atendimento Médico de Emergência (SAME), que já havia sido acionado.

A chegada da ambulância do SAME ao local da funerária consolidou a complexa operação de resgate. A equipe médica assumiu o caso de Juraci, realizando os procedimentos de sedação e intubação ali mesmo, na funerária. O idoso foi então encaminhado às pressas para a Santa Casa de Presidente Prudente, onde deu entrada em estado grave. A rapidez e a coordenação entre a equipe da funerária e os profissionais do SAME foram determinantes para garantir que o idoso recebesse o tratamento intensivo de que necessitava após o diagnóstico equivocado.

O incidente levanta importantes questionamentos sobre os protocolos de confirmação de óbito e a formação contínua dos profissionais de saúde. A precisão no diagnóstico é um pilar fundamental da medicina, e falhas como esta podem abalar a confiança pública nos sistemas de saúde. Entender as causas subjacentes e implementar medidas corretivas rigorosas é essencial para restaurar essa confiança e prevenir que episódios tão perturbadores se repitam em outros contextos médicos no Brasil e no mundo. Veja mais sobre medicina e ética em nosso site: <a href="https://www.seusite.com.br/categoria/saude-e-etica" target="_blank" rel="noopener">Saúde e ética</a>.

Sinais vitais

A família de Juraci, já imersa no luto e nos preparativos do velório, recebeu a notícia da forma mais inesperada possível. Uma neta do idoso relatou que a família soube que ele estava vivo quando uma tia e uma prima foram levar as roupas que seriam utilizadas para vestir o corpo. Foi nesse momento de angústia e tristeza que o telefone tocou e a polícia entrou em contato, informando que Juraci estava com vida e havia sido levado para a Santa Casa de Presidente Prudente. A confusão e a incredulidade marcaram esse momento.

O choque foi tão grande que, inicialmente, a família chegou a pensar que a notícia de que Juraci estava vivo era um trote. A neta descreveu a situação, mencionando que a demora na funerária já havia gerado estranheza. A confirmação de que os funcionários haviam percebido movimentos vitais e a respiração do avô foi um misto de alívio e incredulidade. O incidente, com sua sucessão de equívocos, abriu uma ferida profunda, levantando dúvidas e preocupações sobre o que realmente havia ocorrido desde a entrada do idoso no hospital de Presidente Bernardes.

Além do susto e do impacto emocional de tal revelação, a família de Juraci expressa uma profunda preocupação com o estado de saúde do idoso. Existe o temor de que o período em que ele foi considerado morto e permaneceu sem atendimento médico adequado possa ter agravado seu quadro clínico. O advogado da família, Carlos Alberto Carneiro, acompanha de perto o caso, buscando respostas e garantindo que os direitos de Juraci e de seus entes queridos sejam devidamente protegidos, enquanto o idoso luta pela vida na UTI.

Na manhã da última terça-feira (19), a Santa Casa de Presidente Prudente emitiu um boletim médico atualizando o estado de saúde de Juraci. A instituição informou que o paciente seguia internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), intubado e sob ventilação mecânica. O estado de saúde do idoso é considerado grave, refletindo a delicadeza de sua condição e a necessidade de acompanhamento intensivo e especializado. O caso ilustra a complexidade do manejo de pacientes idosos e a importância de cada decisão médica.

A Santa Casa de Presidente Bernardes, instituição onde o óbito de Juraci foi atestado, manifestou-se por meio de nota. A unidade de saúde informou que tomou ciência do ocorrido e que irá abrir os procedimentos internos para a apuração dos fatos. Esta é uma etapa crucial para determinar as responsabilidades e identificar as falhas que levaram ao diagnóstico equivocado, garantindo transparência e correção para o sistema de saúde. Saiba mais sobre apurações internas em casos hospitalares: <a href="https://www.maisfonteconfiavel.com.br/investigacao-hospitalar" target="_blank" rel="noopener">Investigação hospitalar</a>.

Apuração policial

O caso não se restringe apenas ao âmbito médico e hospitalar; a polícia também está tratando o episódio com a devida seriedade. O boletim de ocorrência foi registrado, e as autoridades policiais já iniciaram uma investigação para esclarecer as circunstâncias da falsa declaração de óbito. Como parte dos procedimentos investigativos, a polícia apreendeu o atestado de óbito original, no qual a causa da morte de Juraci foi registrada como “insuficiência respiratória”, documento que será fundamental para a elucidação dos fatos e a responsabilização dos envolvidos neste grave incidente.

A investigação policial buscará determinar se houve negligência, imperícia ou imprudência por parte da médica que atestou o óbito, bem como de outros profissionais envolvidos no atendimento inicial. A análise minuciosa dos prontuários médicos, depoimentos dos funcionários da Santa Casa de Presidente Bernardes e da funerária, além da oitiva da família, será fundamental para compor o cenário completo. O objetivo é garantir a justiça e prevenir a reincidência de erros tão impactantes na vida dos cidadãos, especialmente em situações de saúde tão vulneráveis.

Este caso em Presidente Prudente e Presidente Bernardes reacende o debate sobre a segurança do paciente e a qualidade dos serviços de saúde no Brasil. A ocorrência de um diagnóstico de óbito equivocado é um evento de extrema raridade, mas que, quando acontece, exige uma resposta imediata e transparente das autoridades e instituições de saúde. A comunidade espera que as investigações sejam céleres e completas, fornecendo as respostas necessárias para a família de Juraci e para a sociedade, reafirmando o compromisso com a vida e a ética profissional.

Enquanto Juraci Rosa Alves segue sua batalha pela vida na UTI, a sociedade acompanha o desdobramento das investigações, que prometem lançar luz sobre as falhas que quase custaram a vida de um homem. A sensibilidade do caso exige um tratamento cuidadoso e uma apuração rigorosa, que possa não apenas penalizar eventuais responsáveis, mas, acima de tudo, aprimorar os sistemas e protocolos para que a dignidade e a segurança do paciente sejam sempre prioridades inegociáveis no sistema de saúde público e privado. Para mais informações, acesse o canal do g1 Presidente Prudente e Região no WhatsApp.

O desfecho deste caso terá implicações importantes para a confiança nos serviços de saúde e a necessidade de revisão de práticas e treinamentos. É fundamental que, a partir de incidentes como este, sejam criados mecanismos mais robustos de verificação e confirmação em momentos críticos, como o diagnóstico de óbito. A atenção à vida, em todas as suas etapas, deve ser a máxima que guia a atuação de todos os profissionais de saúde. Leia também outras notícias sobre saúde e bem-estar em nosso portal. <a href="https://www.seusite.com.br/noticias-de-saude" target="_blank" rel="noopener">Confira mais</a>.



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