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29 de September de 2026

Mulher é multada em Rancharia após pesca irregular com tarrafa em rio

Presidente Prudente
29/09/2026 15:01
Redacao

Uma mulher de 34 anos foi autuada em mais de R$ 1,2 mil nesta segunda-feira (28), na cidade de Rancharia, interior de São Paulo, por praticar pesca irregular no Rio do Peixe. A ação, conduzida pela Polícia Militar Ambiental, culminou na apreensão de uma tarrafa, petrecho proibido, e de 12,1 quilos de pescado, evidenciando a persistência de atividades predatórias em áreas de restrição.

O incidente destaca os esforços contínuos das autoridades para combater a pesca ilegal, que representa uma séria ameaça à biodiversidade aquática e ao equilíbrio dos ecossistemas fluviais. O Rio do Peixe, conhecido por sua riqueza biológica, mas também pela recorrência de infrações ambientais, é uma das áreas prioritárias de fiscalização na região, demandando vigilância constante para a preservação de sua fauna.

A pesca com tarrafa, uma rede de arremesso circular, é amplamente considerada uma prática predatória devido à sua capacidade de capturar indiscriminadamente grandes quantidades de peixes de diferentes espécies e tamanhos, incluindo juvenis. Tal método prejudica a reprodução e a sustentabilidade das populações de peixes. Em diversas localidades do Brasil, seu uso é expressamente proibido para pescadores amadores e profissionais em certas condições, visando à proteção ambiental e à manutenção dos estoques pesqueiros.

Ação da polícia ambiental

A equipe da Polícia Militar Ambiental realizava patrulhamento ostensivo às margens do Rio do Peixe. A área já se encontrava sob monitoramento devido ao histórico de pesca predatória, o que justifica a intensificação das rondas. Durante a fiscalização, os policiais avistaram a mulher em plena atividade de pesca. Ao notar a aproximação da viatura, a pescadora tentou, de forma inusitada, lançar um objeto ao solo em direção à água, em uma clara tentativa de ocultar o material que estava utilizando.

A pronta intervenção dos agentes permitiu a recuperação do objeto, que foi identificado como uma tarrafa. Este petrecho de pesca, como mencionado, é proibido para a modalidade de pesca que estava sendo praticada no local, infringindo as normas ambientais vigentes. A posse e o uso da tarrafa, por si só, já configuram uma infração grave, independentemente da quantidade de pescado capturado, dada sua natureza altamente destrutiva.

Ainda durante a fiscalização, constatou-se que a mulher havia capturado um total de 12,1 quilos de peixes. A quantidade expressiva de pescado, somada ao uso do equipamento proibido e à pesca em local restrito, reforça a gravidade da infração e a necessidade de medidas punitivas eficazes para coibir tais práticas. A operação demonstra a importância da vigilância constante e do trabalho preventivo das forças policiais ambientais na defesa dos recursos hídricos.

Consequências legais e sociais

Em decorrência da pesca irregular, a mulher recebeu uma multa administrativa no valor de R$ 1.242,00. Além da sanção financeira, a tarrafa utilizada na atividade ilícita foi apreendida pelos policiais e encaminhada para a sede da Polícia Militar Ambiental, localizada em Presidente Prudente (SP). A apreensão de equipamentos é uma medida padrão em casos de crimes ambientais, visando impedir a reincidência e retirar do meio ambiente os instrumentos de degradação, protegendo a fauna aquática.

O pescado, que se encontrava em boas condições de conservação, não foi descartado. Seguindo os protocolos de aproveitamento e combate ao desperdício, os mais de 12 quilos de peixes foram doados ao Abrigo Vila Vicentina Frederico Ozanam, uma instituição filantrópica situada em Martinópolis (SP). Essa prática não apenas evita o descarte de alimentos, mas também beneficia comunidades carentes, transformando uma infração ambiental em um gesto de solidariedade social e responsabilidade com o aproveitamento de recursos.

O caso não se encerra apenas na esfera administrativa. A Polícia Ambiental informou que as informações colhidas durante a fiscalização serão encaminhadas à Polícia Judiciária local. Isso significa que a mulher deverá responder criminalmente pelo crime ambiental cometido, conforme previsto na Lei nº 9.605/98, conhecida como a Lei de Crimes Ambientais. As penas para esse tipo de delito podem incluir detenção e multas adicionais, dependendo da gravidade e do impacto ambiental causado, reforçando o caráter punitivo da legislação.

Preservação e conscientização

A pesca irregular, especialmente quando praticada com petrechos proibidos como a tarrafa, causa danos muitas vezes irreparáveis aos ecossistemas aquáticos. Além da redução das populações de peixes, a prática afeta a cadeia alimentar, compromete a qualidade da água e ameaça a sobrevivência de outras espécies que dependem desses ambientes. A fiscalização constante é, portanto, essencial para a manutenção da saúde dos rios e reservatórios, garantindo a vitalidade dos ecossistemas.

O episódio em Rancharia serve como um alerta para a população sobre as severas consequências da desobediência às leis ambientais. A conscientização sobre a importância da pesca sustentável e do respeito aos períodos de defeso, aos tamanhos mínimos de captura e às proibições de petrechos é fundamental para garantir a preservação dos recursos naturais para as futuras gerações. Órgãos como a Polícia Militar Ambiental desempenham um papel crucial não apenas na repressão, mas também na educação ambiental da sociedade.

Para evitar autuações e contribuir com a preservação, pescadores amadores e profissionais devem sempre se informar sobre a legislação específica de cada local, incluindo os tipos de petrechos permitidos, os tamanhos mínimos de captura e os períodos de proibição de pesca. O respeito a essas regras é um dever cívico e uma contribuição direta e fundamental para a conservação do meio ambiente. <a href="https://www.gov.br/icmbio/pt-br/assuntos/pesca/legislacao-e-normas" target="_blank">Aprofunde-se no tema da legislação pesqueira no Brasil e suas atualizações.</a>



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