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06 de March de 2026

Polícia Ambiental apreende 4 km de redes de pesca irregulares em Presidente Epitácio

Presidente Prudente
22/01/2026 15:01
Redacao
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A Polícia Militar Ambiental do Estado de São Paulo realizou uma significativa apreensão de cerca de 4 quilômetros de redes de pesca ilegais no lago da Usina Hidrelétrica Sérgio Motta, localizado em Presidente Epitácio (SP). A ação, ocorrida na última quarta-feira (21/1), faz parte dos esforços contínuos de fiscalização aquática, intensificados durante a Operação Piracema, período crucial para a reprodução da fauna ictiológica na região.

A operação, conduzida por patrulheiros ambientais, resultou na remoção de 16 redes de nylon, que não possuíam identificação e estavam armadas de forma irregular. O material apreendido, totalizando aproximadamente 4 mil metros, representa um risco iminente para a biodiversidade aquática do Rio Paraná e adjacências, destacando a persistência da pesca predatória e a importância da vigilância ambiental na bacia hidrográfica.

A apreensão em Presidente Epitácio é um exemplo concreto da atuação da Polícia Militar Ambiental no enfrentamento das práticas que infringem a legislação pesqueira e ambiental. Durante o patrulhamento aquático, os agentes localizaram o vasto volume de redes submersas, estrategicamente posicionadas em uma área sensível do ecossistema local. A falta de identificação do material é uma prática comum entre infratores, visando dificultar a responsabilização penal e administrativa.

Após a localização e recolhimento, todo o material foi encaminhado à sede da Polícia Militar Ambiental para as devidas providências. Paralelamente, a ocorrência será apresentada à Delegacia de Polícia Civil de Presidente Epitácio, onde será instaurado inquérito para investigar os responsáveis pela infração. A legislação ambiental brasileira prevê sanções severas para a pesca irregular, que incluem multas elevadas, apreensão de equipamentos e até detenção.

Detalhes da operação

A Operação Piracema é uma iniciativa sazonal e estratégica, implementada anualmente por órgãos ambientais para proteger os peixes durante o seu período reprodutivo. O termo ‘piracema’ é de origem tupi e significa ‘subida do peixe’, referindo-se ao movimento migratório que muitas espécies realizam para reprodução em rios e córregos de águas mais limpas e oxigenadas.

Nesse contexto, a utilização de redes de pesca, especialmente as de nylon e em grandes extensões como as apreendidas, é particularmente danosa. Elas capturam indiscriminadamente peixes de todas as idades e tamanhos, incluindo juvenis e reprodutores, comprometendo seriamente o ciclo de vida das espécies e o repovoamento natural dos corpos d’água. A fiscalização em Presidente Epitácio visa, portanto, assegurar a continuidade da vida aquática no lago da Usina Sérgio Motta e em trechos do Rio Paraná.

A pesca predatória, exemplificada pelo uso de redes ilegais de grande porte, acarreta consequências devastadoras para o ecossistema aquático. A remoção de 4 mil metros de redes de nylon sem identificação representa um alívio imediato para o meio ambiente, que constantemente sofre com a pressão humana. Espécies nativas do Rio Paraná, como o pacu, pintado e dourado, que já enfrentam desafios devido à alteração de seus habitats, são as mais vulneráveis a essa prática.

A captura em massa de peixes fora do período ou com métodos proibidos desequilibra a cadeia alimentar, reduz a população de certas espécies a níveis críticos e pode levar à extinção local. Além disso, as redes abandonadas, conhecidas como ‘redes fantasmas’, continuam a capturar e matar organismos aquáticos por um longo período, mesmo após serem esquecidas ou perdidas pelos pescadores. Este incidente em Presidente Epitácio ressalta a urgência de uma abordagem multifacetada para a conservação.

Legislação vigente

No Brasil, a pesca é regulamentada por uma série de leis e decretos federais e estaduais, com destaque para a Lei nº 9.605/98, conhecida como Lei de Crimes Ambientais. Esta legislação estabelece as infrações e as respectivas sanções penais e administrativas para quem pesca em período proibido, utiliza métodos não permitidos ou captura espécies protegidas, em quantidades acima do permitido ou com tamanhos inferiores aos mínimos estabelecidos.

As penalidades para a pesca irregular podem variar desde multas que chegam a milhares de reais, apreensão do pescado e de todo o material de pesca (embarcações, motores, redes), até a detenção. A fiscalização da Polícia Ambiental, como a ocorrida em Presidente Epitácio, é crucial para a aplicação dessas leis e para garantir que o patrimônio natural seja preservado para as futuras gerações.

A fiscalização ambiental constante, como a realizada pela Polícia Militar Ambiental, é um pilar fundamental para coibir a prática da pesca predatória e de outras atividades que degradam o meio ambiente. No entanto, o sucesso dessas operações depende também da conscientização e do apoio da comunidade. A denúncia de atividades suspeitas por parte dos cidadãos é uma ferramenta poderosa na luta contra crimes ambientais, fornecendo informações valiosas que podem levar a novas apreensões e à identificação de infratores.

Iniciativas de educação ambiental desempenham um papel vital na mudança de comportamento e na promoção de uma cultura de respeito à natureza. Em Presidente Epitácio e outras cidades ribeirinhas, a conscientização sobre a importância da Piracema e os impactos da pesca irregular é essencial para envolver a população na proteção dos recursos hídricos. A colaboração entre órgãos governamentais, sociedade civil e comunidades locais fortalece as ações de preservação.

Desafios na preservação

O Rio Paraná, uma das maiores bacias hidrográficas da América do Sul, enfrenta diversos desafios ambientais, que vão desde a poluição por resíduos urbanos e industriais até o desmatamento de matas ciliares e a pesca ilegal. A construção de usinas hidrelétricas, como a Sérgio Motta, altera os regimes hídricos e as rotas migratórias dos peixes, tornando ainda mais crucial a proteção dos trechos remanescentes para a reprodução da fauna aquática.

Diversos projetos e iniciativas, tanto governamentais quanto de ONGs, atuam na recuperação e preservação do ecossistema do Rio Paraná. Essas ações incluem o monitoramento da qualidade da água, o reflorestamento de margens, campanhas de limpeza e o manejo de espécies. A articulação entre esses esforços e a fiscalização ativa, como a realizada pela Polícia Ambiental, são indispensáveis para garantir a sustentabilidade e a saúde do rio.

A Polícia Militar Ambiental (PMA) desempenha um papel insubstituível na proteção do patrimônio natural paulista. Com unidades estrategicamente localizadas e equipes especializadas em policiamento ambiental, a corporação atua na prevenção e repressão de crimes ambientais em rios, lagos, matas e outras áreas protegidas. Suas atribuições incluem a fiscalização de pesca, caça, desmatamento, poluição e transporte ilegal de fauna e flora.

Os policiais ambientais recebem treinamento específico para lidar com as peculiaridades das ocorrências ambientais, utilizando equipamentos especializados para patrulhamento aquático e terrestre. A apreensão de redes de pesca ilegais em Presidente Epitácio é um dos muitos resultados do comprometimento da PMA em salvaguardar a biodiversidade e assegurar o cumprimento da legislação ambiental, contribuindo diretamente para a qualidade de vida da população e a saúde do planeta.

A apreensão de 4 km de redes de pesca ilegais em Presidente Epitácio destaca, portanto, a persistência do problema da pesca predatória e a necessidade imperativa de fiscalização contínua. A ação da Polícia Militar Ambiental durante a Operação Piracema reforça o compromisso com a proteção da vida aquática e a preservação do ecossistema do Rio Paraná. É um lembrete da responsabilidade coletiva na manutenção da riqueza natural do estado de São Paulo.

Com informações de G1 Prudente

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