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06 de March de 2026

Polícia Civil desmantela fábrica clandestina e prende 7 em operação simultânea

Presidente Prudente
01/10/2025 20:03
Redacao
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Na última terça-feira (30/9) a Polícia Civil de Presidente Prudente deflagrou uma operação de grande porte. A ação, coordenada pela 1ª DIG (Delegacia de Investigações Gerais) da DEIC 8 (Divisão Especial de Investigações Criminais – Região 8), teve como objetivo desarticular um grupo criminoso especializado na falsificação de produtos eletrônicos e insumos de alto valor agregado.

A ofensiva foi realizada simultaneamente em cinco endereços distintos da cidade, todos previamente identificados como pontos estratégicos da organização. A investigação teve início há três meses, após uma denúncia formal apresentada por uma multinacional japonesa, reconhecida mundialmente por seus equipamentos de imagem e precisão, como impressoras, scanners e robôs industriais.

A empresa alegava que consumidores estavam sendo lesados por produtos falsificados vendidos como originais, o que motivou a abertura de um inquérito policial. Com base em relatórios técnicos e diligências sigilosas, os investigadores conseguiram reunir provas suficientes para solicitar mandados de busca e apreensão. A Justiça autorizou as medidas, que foram cumpridas com o apoio de diversas equipes da Polícia Civil, mobilizadas desde as primeiras horas da manhã.

Em um dos locais, situado no bairro Ana Jacinta, os agentes encontraram um verdadeiro centro de montagem clandestino. O espaço funcionava como depósito e linha de produção, onde tintas contrabandeadas eram reembaladas com rótulos falsificados, selos e caixas que imitavam os originais. Os produtos eram então vendidos em plataformas de marketplace, atingindo milhares de consumidores em todo o país.

Carro usado pelos acusados para o contrabando de aparelhos - Colab./Ass. de Imprensa
Carro usado pelos acusados para o contrabando de aparelhos – Colab./Ass. de Imprensa

Produtos falsos

Além das tintas, os policiais localizaram centenas de aparelhos celulares escondidos no interior de um automóvel estacionado dentro do galpão. Os dispositivos, oriundos de descaminho por fronteiras internacionais, estavam prontos para serem comercializados como novos, sem qualquer tipo de certificação ou garantia.

Em outro endereço, mais itens foram encontrados, já embalados e com notas fiscais falsas emitidas por uma revendedora que se apresentava como oficial. A sofisticação do esquema chamou atenção das autoridades, que destacaram o uso de documentos aparentemente legítimos para dar aparência de legalidade às transações.

Ao todo, milhares de produtos foram apreendidos, incluindo máquinas, equipamentos eletrônicos e insumos industriais. A tinta falsificada será encaminhada à multinacional japonesa, que, em parceria com a perícia técnica, emitirá laudos para o descarte ambientalmente seguro dos materiais.

A operação também revelou a estrutura organizada do grupo criminoso, que contava com funções bem definidas entre seus membros. A logística envolvia desde a aquisição dos insumos ilegais até a distribuição nacional dos produtos adulterados, passando por falsificação documental e estratégias de ocultação.

Local tinha várias caixas com aparelhos falsificados - Colab./Polícia Civil
Local tinha várias caixas com aparelhos falsificados – Colab./Polícia Civil

Prisões confirmadas

Sete pessoas foram presas em flagrante durante a ação, entre homens e mulheres, todos diretamente envolvidos nas atividades ilícitas. Eles foram conduzidos à sede da 1ª DIG/DEIC 8, onde permanecerão à disposição da Justiça. Após audiência de custódia, as prisões foram convertidas em preventivas.

Os detidos responderão por diversos crimes, incluindo infrações à Lei 8.137/90, que trata dos delitos contra a relação de consumo, além de descaminho e associação criminosa, conforme previsto nos artigos 334 e 288 do Código Penal. Também foram enquadrados no artigo 66 do Código de Defesa do Consumidor, por induzirem o público ao erro quanto à procedência dos produtos.

A Polícia Civil reforça que a investigação continua e que novas diligências poderão ser realizadas nos próximos dias. A população é orientada a desconfiar de ofertas muito abaixo do valor de mercado e a verificar a procedência dos produtos adquiridos online. O combate à falsificação é essencial para garantir a segurança do consumidor e a integridade das marcas.

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