Brasil conquista prata em Baku e reafirma evolução na ginástica rítmica
A ginástica rítmica brasileira segue em ascensão e celebrou mais um importante resultado no cenário internacional. Uma semana após faturar a medalha de prata na etapa da Copa do Mundo em Tashkent, capital do Uzbequistão, o conjunto amarelinho repetiu o feito no último domingo (19) em Baku, capital do Azerbaijão, conquistando a prata com uma nova e promissora série de cinco bolas.
O pódio em solo azerbaijano consolidou a boa fase da equipe, que demonstrou técnica e sincronia notáveis. A performance, embalada pela canção britânica “Feeling Good” na versão do cantor canadense Michael Bublé, encantou os juízes e garantiu a segunda posição para o Brasil.
O quinteto brasileiro, formado por Maria Eduarda Arakaki, Maria Paula Caminha, Mariana Gonçalves, Julia Kurunczi e Sofia Pereira, obteve a expressiva nota de 26.350 pontos. A medalha de ouro ficou com a forte equipe israelense, que alcançou 26.650 pontos, enquanto o conjunto anfitrião do Azerbaijão completou o pódio com o bronze, somando 24.450.
O brilho da série de cinco bolas
A conquista da prata na série de cinco bolas é um marco significativo para a ginástica rítmica do Brasil. Este aparelho é conhecido por sua complexidade e por exigir um altíssimo nível de coordenação e fluidez entre as atletas, tornando a performance brasileira ainda mais relevante no circuito mundial.
A técnica do conjunto, Camila Ferezin, ex-ginasta e figura central na Confederação Brasileira de Ginástica (CBG), expressou seu entusiasmo e a importância da medalha. “Com certeza esta é uma medalha de prata com significado diferente e muito relevante. Conseguimos na série simples, o que atesta evolução e significa que alcançamos maior consistência justamente num aparelho que tem sido desafiador para todos os países”, afirmou Ferezin. Ela também reforçou o foco nos próximos passos: “Agora é retornar à base, fazer os ajustes necessários e dar continuidade ao trabalho, sempre acreditando na vaga olímpica”.
O desempenho na série mista
Além da série de cinco bolas, o conjunto brasileiro também competiu na final mista em Baku. Com coreografia assinada pela auxiliar técnica Bruna Martins e ao som de “Abracadabra”, da cantora norte-americana Lady Gaga, a equipe buscou replicar o sucesso de Tashkent, onde havia conquistado a prata nessa modalidade.
No entanto, em Baku, o conjunto amarelinho finalizou sua participação em quinto lugar, com a nota final de 25.950. Houve uma mudança na equipe para esta série, com Nicole Pírcio competindo no lugar de Mariana Gonçalves. A campeã da série mista foi a Espanha (27.950), com a Rússia (26.750) conquistando a prata e a Bulgária (26.750) o bronze.
Talentos individuais em destaque
A competição individual também trouxe bons resultados para o Brasil. A ginasta Maria Eduarda Alexandre, de Santa Catarina, conseguiu chegar às finais na bola e na fita, terminando na sétima posição em ambas. No individual geral, Maria Eduarda concluiu sua participação na 12ª posição, com 106.750 pontos, estabelecendo sua melhor marca pessoal até o momento.
A curitibana Bárbara Domingues também representou o Brasil na competição individual, encerrando sua participação em 17º lugar, com 104.350 pontos, demonstrando o crescimento e a profundidade do talento na ginástica rítmica nacional. <a href="/noticias-relacionadas/brasil-garante-duas-medalhas-na-copa-do-mundo-de-ginastica-ritmica" target="_blank" rel="noopener">Leia também: Brasil garante duas medalhas na Copa do Mundo de Ginástica Rítmica.</a>
Os próximos compromissos do conjunto brasileiro
O calendário da ginástica rítmica brasileira segue intenso. A equipe voltará a competir em conjunto no Pan-Americano de ginástica rítmica, que será realizado no Rio de Janeiro. Esta disputa será fundamental não apenas como um palco de destaque continental, mas também como preparação estratégica para o grande desafio que se aproxima.
Em agosto, a atenção se voltará para o Mundial em Frankfurt, na Alemanha. Este evento é de suma importância, pois distribuirá três vagas para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028, um objetivo primordial para o conjunto brasileiro. O caminho até lá exige dedicação contínua, ajustes técnicos e a manutenção da consistência que o time tem demonstrado. <a href="https://www.cbginastica.com.br/" target="_blank" rel="noopener">Confira mais informações no site da Confederação Brasileira de Ginástica.</a>
Com a recente série de medalhas e o compromisso da equipe técnica e das atletas, a ginástica rítmica do Brasil solidifica sua posição de destaque e alimenta o sonho de alcançar voos ainda mais altos nas competições internacionais, incluindo a tão almejada vaga olímpica. O empenho e a evolução são inegáveis, e o futuro da modalidade parece promissor.
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