Carregando...
06 de March de 2026

Desempenho do Brasil no Esqui Cross-Country em Milão-Cortina 2026

Esportes
11/02/2026 15:31
Redacao
Continua após a publicidade...

A delegação brasileira marcou sua presença nos primeiros dias dos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina 2026. A terça-feira, 10 de fevereiro, foi palco da estreia dos atletas Manex Silva, Eduarda Ribera e Bruna Moura na desafiadora modalidade do esqui cross-country. Embora o trio não tenha avançado para as finais da prova de qualificação (sprint livre), o desempenho individual de cada competidor estabeleceu novos parâmetros para o Brasil nos esportes de inverno, destacando a evolução e a dedicação da equipe nacional.

A participação no esqui cross-country, uma das mais tradicionais e exigentes disciplinas dos Jogos de Inverno, é um reflexo do investimento e do crescente interesse do país em modalidades que fogem ao cenário esportivo convencional. Os resultados obtidos, embora não garantindo medalhas, representam conquistas significativas em termos de recordes pessoais e superação para o contingente brasileiro.

Estreia Olímpica

A prova de qualificação do sprint livre no esqui cross-country é uma competição intensa, onde apenas os 30 melhores colocados de cada disputa (masculina e feminina) asseguram uma vaga na fase decisiva. Para os atletas brasileiros, a experiência em Milão-Cortina 2026 não apenas proporcionou a vivência olímpica, mas também a oportunidade de medir forças com a elite mundial do esporte.

O esqui cross-country exige dos atletas uma combinação de força, resistência e técnica apurada. A modalidade é caracterizada por percursos variados, que incluem subidas íngremes, descidas e trechos planos, testando a capacidade física e estratégica dos competidores. O norueguês Johannes Klaebo, hexacampeão olímpico, liderou a qualificação masculina, evidenciando o alto nível da competição.

Marcas Individuais

Manex Silva, natural de Rio Branco (AC), alcançou o melhor resultado individual do Brasil na história da modalidade. Ele concluiu a prova na 48ª posição entre 90 competidores, registrando o tempo de 3min25s48. Este desempenho superou a marca anterior de 66º lugar obtida pela mineira Jaqueline Mourão nos Jogos de Vancouver 2010, estabelecendo um novo recorde para o esqui cross-country brasileiro masculino.

Após a disputa, Silva expressou satisfação com sua performance: “Eu estava sonhando com um resultado assim. É verdade que eu sou muito estrito, tenho expectativas altas, mas estou feliz porque eu acho que eu fiz uma boa corrida, dei o meu melhor e acho que não poderia ter ido melhor do que isso”. A declaração do acreano reflete o empenho e a consciência de um resultado expressivo dentro do contexto da competição olímpica de inverno.

Na categoria feminina, a paulista Eduarda Ribera (Duda) também se destacou, registrando a melhor pontuação entre as atletas brasileiras. Ela finalizou em 72º lugar, com o tempo de 4min17s05, acumulando 226,67 pontos FIS (sistema de pontuação da Federação Internacional de Esqui e Snowboard) na prova de 1,5 quilômetro. Duda, irmã do esquiador paralímpico Cristian Ribera, atribuiu parte de seu sucesso à evolução mental, alcançando maior confiança e equilíbrio psicológico.

A estreia de Bruna Moura foi um dos momentos mais aguardados pela delegação. A paulistana, que sofreu um grave acidente de carro há quatro anos, quando se preparava para os Jogos de Pequim, teve uma longa jornada de recuperação, incluindo meses sem andar e um ano e meio de fisioterapia. Seu retorno às pistas olímpicas em Milão-Cortina 2026 é um testemunho de superação e resiliência.

Bruna encerrou a prova na 74ª posição, com o tempo de 4min22s07 e 254,53 pontos FIS. Sua emoção era palpável: “Eu estou muito, muito feliz. E a hora que eu vi a linha de chegada depois da última descida, ali para mim já significou tudo. Eu sei que ainda tem mais duas provas pela frente, mas esta aqui para mim já foi a prova da minha vida. Agora eu posso oficialmente dizer: atleta olímpica”. Sua participação transcende o resultado numérico, representando uma vitória pessoal monumental.

O Esqui Cross-Country

O esqui cross-country, também conhecido como esqui nórdico ou esqui de fundo, é uma das mais antigas formas de esqui, com raízes históricas em transportes e atividades militares. Hoje, nos Jogos Olímpicos, é uma prova de resistência e velocidade que exige um preparo físico excepcional. A disciplina sprint livre, em particular, foca na capacidade explosiva e técnica dos atletas em um percurso mais curto.

A presença de países como o Brasil, com pouca tradição em esportes de neve, demonstra a universalização dos Jogos Olímpicos e a busca por representatividade global. O desenvolvimento de atletas em modalidades de inverno em climas tropicais é um desafio que envolve planejamento, infraestrutura e apoio contínuo, muitas vezes com treinamento em centros especializados no exterior. Para informações detalhadas sobre as regras e o sistema de pontuação, <a href="https://www.fis-ski.com/" target="_blank" rel="noopener">consulte a Federação Internacional de Esqui e Snowboard (FIS)</a>.

Crescimento Nacional

A participação brasileira nos Jogos Olímpicos de Inverno tem sido marcada por um processo gradual de crescimento e aprendizado. Desde as primeiras aparições, o foco tem sido na aquisição de experiência e na melhoria contínua dos resultados. A cada edição, os atletas do Brasil buscam diminuir a diferença para as nações líderes, solidificando a presença do país no cenário internacional dos esportes de neve. O fato de superar marcas anteriores, como o fez Manex Silva, é um indicativo claro dessa evolução no esqui cross-country.

O apoio de entidades como o Comitê Olímpico do Brasil (COB) e confederações específicas é fundamental para a formação e o desenvolvimento desses atletas. Projetos de base e intercâmbios internacionais são cruciais para que o talento local possa ser lapidado e competir em alto nível. A visibilidade gerada pelos Jogos também inspira novas gerações a explorarem modalidades alternativas. <a href="https://www.agenciabrasil.ebc.com.br/esportes/noticia/2023/11/esportes-de-inverno-brasileiros-buscam-sucesso-global" target="_blank" rel="noopener">Confira mais sobre o crescimento dos esportes de inverno no Brasil.</a>

Próximos Desafios

Manex Silva, Eduarda Ribera e Bruna Moura não encerram suas participações nos Jogos de Milão-Cortina. Os três atletas têm novas oportunidades de competir e representar o Brasil em outras provas, demonstrando a versatilidade e a resiliência da delegação. A agenda de competições dos brasileiros segue intensa nos próximos dias, abrangendo diversas modalidades além do esqui cross-country.

Agenda Completa

A programação dos atletas brasileiros nos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina 2026 é a seguinte:

Na QUARTA-FEIRA (11), Pat Burgener e Augustinho Teixeira participam da Classificação masculina de Snowboard Halfpipe (descidas 1 e 2), às 15h30 e 16h27.

A QUINTA-FEIRA (12) reserva mais esqui cross-country, com a prova de 10 km feminino (técnica livre), com a participação de Bruna Moura e Eduarda Ribera, às 9h.

Na SEXTA-FEIRA (13), Manex Silva retorna para a prova de 10 km masculino (técnica livre) do esqui cross-country, às 7h45. Nicole Silveira estreia no Skeleton com as descidas 1 e 2 (feminino), às 12h e 13h48. A final masculina de Snowboard Halfpipe (3 descidas) ocorre às 15h30.

O SÁBADO (14) inclui o Esqui Alpino Slalom gigante masculino (descidas 1 e 2) com Lucas Pinheiro Braathen, às 6h e 9h30, e as descidas 3 e 4 do Skeleton (feminino) com Nicole Silveira, às 14h e 15h44.

A SEGUNDA-FEIRA (16) apresenta o Bobsled 2-man (descidas 1 e 2), com a equipe (Edson Bindilatti, Davidson de Souza, Rafael Souza, Luís Bacca e Gustavo Ferreira*) às 6h e 7h57. Lucas Braathen também compete no Esqui Alpino Slalom masculino (descidas 1 e 2), às 6h e 9h30.

Na TERÇA-FEIRA (17), o Bobsled 2-man continua com as descidas 3 e 4 da equipe (Edson Bindilatti, Davidson de Souza, Rafael Souza, Luís Bacca e Gustavo Ferreira*), às 15h e 17h05.

A QUARTA-FEIRA (18) traz o Sprint por equipes femininas (classificatória) do Esqui Cross-Country, com Eduarda Ribera e Bruna Moura, às 5h45. Alice Padilha participa do Esqui Alpino Slalom feminino (descidas 1 e 2), às 6h e 9h30.

No SÁBADO (21), a equipe de Bobsled 4-man (Edson Bindilatti, Davidson de Souza, Rafael Souza, Luís Bacca e Gustavo Ferreira*) compete nas descidas 1 e 2, às 6h e 7h57.

Finalmente, o DOMINGO (22) encerra a participação do Bobsled 4-man com as descidas 3 e 4 da equipe (Edson Bindilatti, Davidson de Souza, Rafael Souza, Luís Bacca e Gustavo Ferreira*), às 6h e 8h15. As duplas e quartetos oficiais no bobsled ainda serão definidos.

Acompanhe a cobertura completa e atualizações diárias sobre a participação do Brasil nos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina. <a href="https://www.agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2026-02/organizadores-dos-jogos-de-inverno-investigam-incidentes-com-medalhas" target="_blank" rel="noopener">Leia também: Organizadores dos Jogos de Inverno investigam incidentes com medalhas.</a>

Para mais informações em tempo real e conteúdos exclusivos, <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VaCgA9S3QxI0e2K12t2u" target="_blank" rel="noopener">siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp</a>.



Compartilhe esse post:

Tags:

Top

Utilizamos cookies próprios e de terceiros para o correto funcionamento e visualização do site pelo utilizador, bem como para a recolha de estatísticas sobre a sua utilização.