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23 de October de 2026

Libertadores feminina: A busca pela terceira final brasileira na história

Esportes
23/10/2026 15:32
Redacao

A fase de grupos da edição deste ano da Copa Libertadores feminina, disputada em Quito, no Equador, chegou ao fim, abrindo caminho para as tão aguardadas quartas de final. Com três representantes do Brasil — Corinthians, Palmeiras e Cruzeiro — a competição ganha contornos ainda mais emocionantes para o público nacional. A performance dominante das equipes brasileiras reacende a possibilidade de uma final totalmente nacional, um cenário que já se concretizou em duas edições anteriores do torneio, em 2019 e 2023. A expectativa agora se volta para os confrontos eliminatórios, que definirão quem avançará na disputa pelo título sul-americano.

O caminho das brasileiras

Corinthians e Palmeiras entram em campo neste sábado (24), enquanto o Cruzeiro disputa sua vaga nas semifinais no domingo (25). Todos os jogos da fase eliminatória ocorrerão no estádio Banco Guayaquil, casa do Independiente del Valle, em Quito. Os horários exatos dos confrontos ainda serão divulgados pela Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol), adicionando uma camada de expectativa aos torcedores.

Para que a sonhada final brasileira se materialize pela terceira vez, os caminhos das equipes estão intrinsecamente ligados. O Corinthians enfrentará o Dragonas, time feminino do Independiente del Valle, um adversário que conhece bem o palco da competição. Simultaneamente, o Palmeiras terá pela frente o Santa Fe, da Colômbia, em um duelo que promete intensidade e técnica. Caso ambos os times paulistas superem seus respectivos oponentes nas quartas de final, um clássico derby paulistano está programado para as semifinais, na próxima quarta-feira (28), no estádio Casa Blanca, da LDU, valendo uma cobiçada vaga na decisão.

Do outro lado da chave, o Cruzeiro, estreante na Libertadores, tem a missão de eliminar o Libertad, do Paraguai, nas quartas de final. A equipe mineira, que demonstrou grande solidez na fase de grupos, buscará manter o ritmo. Se as Cabulosas, como são conhecidas as jogadoras do Cruzeiro, avançarem, elas enfrentarão o vencedor do confronto entre Deportivo Cali, da Colômbia, e Olimpia, também do Paraguai, que se encontrarão no domingo. A combinação desses resultados determinará se teremos a chance de uma final com sabor totalmente brasileiro.

O histórico nacional

A possibilidade de uma final com dois clubes brasileiros não é inédita e evoca memórias recentes de grandes embates. Em 2019, a decisão da Libertadores feminina foi disputada em Quito, no Equador, entre Corinthians e Ferroviária. Naquela ocasião, as Brabas do Timão levaram a melhor, vencendo por 2 a 0, com gols da atacante Giovanna Crivelari, hoje no São Paulo, e da lateral Juliete, que permanece na equipe alvinegra. O título marcou a hegemonia corintiana na competição.

Quatro anos depois, em 2023, o cenário se repetiu, mas com um clássico ainda mais acirrado. A final, realizada em Cali, na Colômbia, colocou frente a frente Corinthians e Palmeiras. Em um derby paulistano memorável, a atacante Millene, atualmente no Cruzeiro e lesionada, foi a responsável por marcar o gol decisivo que garantiu mais um título para o time corintiano, solidificando sua posição como uma das maiores forças do futebol feminino sul-americano. Estes confrontos históricos ressaltam a qualidade e a rivalidade do futebol brasileiro na esfera continental.

Desempenho impecável na fase de grupos

As três equipes brasileiras não apenas se classificaram para as quartas de final, mas o fizeram com performances exemplares, demonstrando a força do futebol nacional. O Cruzeiro, em sua primeira participação na Libertadores, teve um desempenho impecável, encerrando a fase de grupos com 100% de aproveitamento. A Raposa liderou o Grupo C com três vitórias em três jogos, incluindo uma convincente vitória por 3 a 0 sobre o Olimpia na última quinta-feira. Este resultado garantiu a primeira colocação, mesmo com as paraguaias passando em segundo lugar, beneficiadas pela derrota do Bolívar.

A partida contra o Olimpia foi um retrato da solidez cruzeirense. Aos 19 minutos do primeiro tempo, Gisseli abriu o placar após um lançamento preciso de Gaby Rodríguez, com o gol sendo validado pelo VAR após anulação inicial. Na segunda etapa, o Cruzeiro ampliou com Marília, artilheira do último Campeonato Brasileiro, que aproveitou uma sobra de bola após um chute no travessão de Pri Back. Para coroar a atuação, Rafa Levis, de primeira, completou um cruzamento de Mari Andrade aos 25 minutos, fechando o placar em Quito e confirmando a superioridade das Cabulosas.

O Corinthians seguiu o mesmo caminho de excelência, garantindo a liderança do Grupo A com 100% de aproveitamento. As Brabas golearam o Santa Fe por 5 a 1 na última quarta-feira (21), no estádio Banco Guayaquil. Os gols alvinegros foram marcados por Belén Aquino (duas vezes), Gisela Robledo, Vic Albuquerque e Duda Sampaio, demonstrando o poderio ofensivo da equipe. As colombianas do Santa Fe também avançaram, em segundo lugar, enquanto Colo-Colo e Caracas se despediram da competição.

O Palmeiras, por sua vez, garantiu a primeira posição do Grupo B ao empatar por 1 a 1 com o Dragonas, também no Banco Guayaquil. Apesar da expulsão de Gláucia nos acréscimos da etapa inicial, as Palestrinas abriram o placar com a atacante Bia Zaneratto. A volante Evelyn Burgos, no entanto, igualou para o time equatoriano. O empate foi suficiente para o Verdão somar sete pontos, dois a mais que o Dragonas, que também se classificou. Belgrano e Universitario não conseguiram avançar, retornando para casa. O Grupo D, o único sem times brasileiros, teve o Deportivo Cali na liderança e o Libertad em segundo, completando os classificados para as quartas de final.

Expectativas e o futuro da disputa

Com a definição dos confrontos eliminatórios, a Libertadores feminina entra em sua fase mais tensa e decisiva. A possibilidade de uma terceira final brasileira não apenas eleva a moral das equipes, mas também destaca a evolução e o investimento no futebol feminino do país. Cada partida será um teste de resiliência, estratégia e talento, com as jogadoras buscando deixar sua marca na história da competição. A força do futebol feminino brasileiro se manifesta não apenas nos resultados, mas na capacidade de adaptação e na intensidade apresentada em campo.

Os desafios são imensos, e cada adversário traz suas particularidades e pontos fortes. O Corinthians, com sua vasta experiência e títulos, busca manter a hegemonia. O Palmeiras, em ascensão, almeja consolidar-se no topo. E o Cruzeiro, como a grande surpresa, quer provar que sua estreia vitoriosa não foi por acaso. A jornada até a final será árdua, repleta de emoções e, certamente, proporcionará momentos inesquecíveis para os fãs do esporte.

Para além da disputa pelo título, a Libertadores feminina é um palco crucial para a visibilidade e o desenvolvimento da modalidade na América do Sul. A cada edição, o torneio ganha mais destaque, atraindo novos olhares e inspirando futuras gerações de atletas. Uma final brasileira não seria apenas um feito esportivo, mas um testemunho da paixão e do talento que movem o futebol feminino no Brasil.

A Copa Libertadores feminina de 2024 promete ser uma das edições mais memoráveis, especialmente para o público brasileiro. Com três de seus principais clubes avançando para as quartas de final, a chance de uma final nacional pela terceira vez na história da competição é real e palpável. As performances dominantes na fase de grupos, aliadas à história vitoriosa em edições anteriores, posicionam Corinthians, Palmeiras e Cruzeiro como fortes candidatos ao título. Os próximos dias definirão os rumos da taça e o possível reencontro de gigantes do futebol brasileiro em mais uma decisão continental.

Para mais informações sobre o desempenho das equipes brasileiras e a cobertura completa da Libertadores feminina, <a href="#">leia também</a> nossas outras matérias. Acompanhe os próximos capítulos desta emocionante disputa e <a href="https://www.conmebol.com/noticias/" target="_blank" rel="noopener">confira os resultados e tabelas atualizadas</a>.



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