Luisa Stefani avança às semifinais de duplas em Wimbledon, buscando a final inédita
O sonho de uma vaga na cobiçada final do Torneio de Wimbledon está mais vivo do que nunca para a brasileira Luisa Stefani. Nesta sexta-feira (10), a partir das 9h (horário de Brasília), a paulista, atual número 7 do ranking da Associação de Tênis Feminino (WTA), ao lado de sua parceira canadense Gabriela Dabrowski (3ª), entra em quadra para um confronto decisivo nas semifinais de duplas femininas. A jornada da dupla, marcada por um desempenho impecável, as coloca frente a frente com a parceria da japonesa Shuko Aoyama (29ª) e da taiwanesa En-Shuo Liang (31ª), em um duelo que promete intensidade e técnica.
A expectativa é grande, não apenas pela chance de alcançar a final de um dos quatro maiores torneios do tênis mundial, os Grand Slams, mas também pelo momento de excelente forma que Stefani e Dabrowski atravessam. A dupla tem demonstrado um entrosamento notável e uma estratégia agressiva que as credencia como fortes candidatas ao título, reacendendo a paixão do público brasileiro pelo tênis de alto nível.
Trajetória invicta rumo à semifinal
A classificação para as semifinais do Grand Slam de Londres, no Reino Unido, veio após uma vitória contundente na última quarta-feira (8). Luisa e Dabrowski superaram a parceria formada pela tcheca Ana Siskova (74ª) e a polonesa Katarzyna Piter (61ª) por 2 sets a 0, com parciais de 6/1 e 6/2. O domínio foi evidente, com o jogo sendo concluído em apenas 59 minutos, um testemunho da eficácia e da precisão da dupla.
Este triunfo marcou o oitavo consecutivo da parceria na atual temporada, consolidando uma sequência impressionante. Em Wimbledon, a campanha é ainda mais notável: Stefani e Dabrowski não perderam nenhum set e cederam apenas 17 games nas quatro partidas disputadas até o momento. Essa média, pouco superior a quatro games por confronto, sublinha a solidez e a superioridade que a dupla impôs sobre suas adversárias, mostrando um tênis de alto nível e consistência rara. <a href="#" target="_blank" rel="noopener">Saiba mais sobre a WTA.</a>
A satisfação com o desempenho é compartilhada pela própria atleta. “Super feliz de estar na semifinal pela primeira vez aqui de dupla feminina. Foi um jogo super bom da nossa parte, bem controlado. Impusemos bem nosso jogo, [fomos] super agressivas contra as adversárias que não conseguiram seguir nosso ritmo e entrar na partida”, declarou Luisa, por meio de sua assessoria de imprensa, revelando a confiança e a coesão que permeiam a parceria.
Marcos na carreira e o impacto no ranking
Esta não é a primeira vez que Luisa Stefani e Gabriela Dabrowski alcançam uma fase tão avançada em um Grand Slam. A atual semifinal de Wimbledon representa a terceira consecutiva para a dupla em torneios deste porte. Em 2026, elas também chegaram entre as quatro melhores no Aberto da Austrália e em Roland Garros, embora não tenham conseguido avançar para a final nessas ocasiões, acumulando experiência valiosa em momentos de alta pressão.
Individualmente, Luisa Stefani já experimentou a emoção de uma final em Wimbledon. Em 2025, a paulista de 28 anos – que completará 29 em agosto – esteve na decisão de duplas mistas, ao lado do britânico Joe Salisbury. Naquela ocasião, a parceria perdeu para o holandês Sem Verbeek e a tcheca Katerina Siniakova. Este feito foi histórico, marcando a primeira vez que uma brasileira alcançava a decisão do tradicional torneio desde a lendária Maria Esther Bueno, em 1967, reforçando o legado de Stefani no tênis nacional.
Um salto no ranking da WTA
A presença na semifinal de Wimbledon já garante a Luisa Stefani um lugar no top-5 do ranking da WTA na próxima atualização. Se a dupla não conseguir a vitória nesta sexta-feira, Stefani assegura a quinta posição. Contudo, em caso de avanço para a final, a brasileira ascenderá à quarta colocação mundial, um marco importante em sua carreira e um reflexo direto de sua performance consistente e vitoriosa. <a href="/noticias-relacionadas/luisa-stefani-estreia-bem-em-wimbledon-mas-joao-fonseca-da-adeus" target="_self">Leia também: Luisa Stefani estreia bem em Wimbledon, mas João Fonseca dá adeus.</a>
Apesar da relevância das posições no ranking, a tenista mantém o foco no presente e no desempenho em quadra. “Obviamente [o top-5] é mais um bom passo no caminho certo, mas o ranking agora não importa, o que importa é o nível e jogando jogo a jogo. Indo longe nos torneios, o ranking vai subir de acordo com a performance”, avaliou a brasileira. Essa mentalidade demonstra a maturidade e a ambição de Stefani, que já tem em seu currículo uma medalha de bronze olímpica, conquistada em 2021 nos Jogos de Tóquio, no Japão, ao lado da também paulista Laura Pigossi.
O desafio final pela vaga
O confronto contra Shuko Aoyama e En-Shuo Liang representa o último obstáculo para Stefani e Dabrowski rumo à final. As adversárias, embora com rankings inferiores, são experientes e buscarão surpreender. A partida, que será transmitida para o Brasil, promete ser um espetáculo de tênis e um teste de nervos para ambas as duplas.
Para o tênis brasileiro, a trajetória de Luisa Stefani em Wimbledon é motivo de orgulho e inspiração. Sua determinação e talento a colocam entre as melhores do mundo, e a busca por um título de Grand Slam nas duplas femininas seria um feito inesquecível, ecoando o brilho de grandes nomes do esporte nacional. A sexta-feira será um dia crucial para a paulista, que tem a chance de escrever mais um capítulo dourado em sua brilhante carreira. <a href="/noticias-relacionadas/copa-mundo-protagonistas" target="_self">Confira outras notícias do mundo do esporte.</a>
Tags:
Mais Recentes
Leia Também
Utilizamos cookies próprios e de terceiros para o correto funcionamento e visualização do site pelo utilizador, bem como para a recolha de estatísticas sobre a sua utilização.









