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12 de October de 2026

Palmeiras inicia Libertadores feminina sem Kate Tapia em meio a polêmica

Esportes
12/10/2026 15:33
Redacao

O cenário do futebol sul-americano feminino volta seus olhos para Quito, no Equador, onde a Copa Libertadores Feminina de 2026 terá seu pontapé inicial. Com a participação de três equipes brasileiras – Palmeiras, Corinthians e Cruzeiro –, a expectativa é de uma disputa acirrada pela taça. Contudo, a preparação do Palmeiras foi marcada por um episódio que trouxe surpresa e debate: a ausência da goleira colombiana Kate Tapia, titular e peça fundamental da equipe alviverde, da lista de atletas inscritas para o torneio. A decisão, comunicada pela Conmebol, foi justificada pelo clube como resultado de “questões disciplinares”, gerando um desdobramento que repercute no ambiente do futebol feminino nacional e internacional.

A Confederação Sul-Ameramericana de Futebol recebeu as relações das jogadoras aptas a competir, e o nome de Tapia não constava entre as Palestrinas. Este fato, dado o histórico e a importância da atleta para o clube, abriu espaço para questionamentos sobre os bastidores da decisão. A goleira, conhecida por suas atuações decisivas em momentos cruciais, representa uma baixa significativa para o time que busca seu segundo título na competição continental. A controvérsia sobre os motivos de seu afastamento adiciona uma camada de complexidade à jornada do Palmeiras na Libertadores feminina deste ano.

O afastamento da goleira e as versões apresentadas

O Sport Club Palmeiras emitiu um comunicado detalhando a motivação para a exclusão da goleira. Segundo a nota oficial do Verdão, Kate Tapia havia solicitado permissão para viajar à Colômbia com o intuito de resolver problemas particulares de seu pai. A diretoria e a comissão técnica, incluindo o preparador de goleiras, teriam concedido a autorização para a viagem. No entanto, o clube alegou que a atleta embarcou antes da data previamente acordada, sem o consentimento formal da instituição. Essa conduta foi o cerne da justificativa para a medida disciplinar adotada pela equipe paulista.

Em resposta às alegações do clube, Kate Tapia utilizou suas redes sociais para apresentar seu ponto de vista. A goleira de 33 anos confirmou ter solicitado a viagem à Colômbia. Em seu pronunciamento, ela afirmou ter comunicado “a situação que estava vivendo” e manifestado o desejo de “antecipar em um dia” a ida ao seu país natal para se reunir com a família, antes de se apresentar à seleção colombiana, para a qual havia sido convocada para dois amistosos contra a Venezuela. A atleta lamentou a forma como foi informada de sua exclusão, mencionando que a notificação ocorreu por meio de uma comunicação no grupo da equipe, e não em uma conversa pessoal.

“O que mais me entristeceu foi ter sido informada, após quatro anos de entrega, trabalho e compromisso, de que não faria parte da Libertadores por meio de uma comunicação no grupo da equipe, sem ter tido previamente uma conversa pessoal”, declarou Tapia. A jogadora, apesar do desapontamento, ressaltou seu respeito pelas decisões esportivas e pelas responsabilidades profissionais, mas fez questão de destacar a importância de se considerar o lado humano de cada atleta, com suas famílias e momentos difíceis que “merecem ser ouvidos e compreendidos”. Ela finalizou sua manifestação desejando sucesso às companheiras na competição.

A situação é particularmente delicada, pois o contrato de Kate Tapia com o Palmeiras está previsto para terminar em dezembro. O episódio levanta a possibilidade de que essa seja a despedida da goleira do clube, onde acumulou cinco títulos. Em duas dessas conquistas – o Campeonato Paulista de 2024 e a Supercopa do Brasil deste ano –, Tapia foi fundamental, defendendo três pênaltis em cada final, ambas disputadas contra o Corinthians. Sua trajetória é marcada por feitos que a consolidaram como uma referência na meta palmeirense, e sua ausência na Libertadores feminina é sentida tanto pela torcida quanto pela história recente do time. Para mais detalhes sobre o desempenho das equipes brasileiras, leia também: <a href="https://seusite.com/noticias-futebol-feminino-brasileirao">Flamengo mantém a liderança do Brasileirão após rodada de clássicos</a>.

O Palmeiras em campo sem sua titular

Com a confirmação da ausência de Kate Tapia, a meta alviverde na Libertadores Feminina deve ser defendida por Natascha como titular. As demais goleiras na lista de 23 inscritas são Ravena e Tainá, esta última como suplente. A responsabilidade de proteger o gol em um torneio de tamanha importância recai agora sobre essas atletas, que terão o desafio de manter a segurança defensiva da equipe em busca do título continental. A equipe técnica, sob o comando de Rosana Augusto, precisará ajustar a estratégia para compensar a experiência e a liderança de Tapia.

O Palmeiras está no Grupo B da competição, ao lado de Belgrano (Argentina), Universitario (Peru) e Dragonas (Equador), este último o time feminino do Independiente del Valle. A estreia das Palestrinas está marcada para esta quinta-feira, 15 de outubro, às 21h (horário de Brasília), contra as peruanas do Universitario, no Estádio Banco Guayaquil. Campeão em 2022, o Verdão busca a conquista de seu segundo título na história da <a href="https://www.conmebol.com/libertadores-feminina/">Copa Libertadores Feminina</a>, consolidando sua posição entre as potências do futebol sul-americano. A competição promete emoções e desafios em cada partida.

A hegemonia brasileira na Libertadores feminina

Além do Palmeiras, o Brasil será representado por outras duas potências do futebol feminino. No mesmo dia da estreia alviverde, mas mais cedo, às 17h, o Corinthians dará início à sua participação no torneio. As Brabas, donas de seis títulos e campeãs das últimas três edições, enfrentarão o Colo-Colo (Chile) no Estádio Casa Blanca. O Timão figura no Grupo A, que também conta com Caracas (Venezuela) e Santa Fe (Colômbia), e é visto como um dos grandes favoritos à taça, dada sua histórica dominância na competição.

O Cruzeiro, por sua vez, fará sua primeira aparição na Libertadores Feminina, marcando um novo capítulo para as Cabulosas na esfera continental. A equipe mineira estreará na sexta-feira, 16 de outubro, às 21h, no Casa Blanca, contra a LDU, outro time anfitrião. O Cruzeiro foi sorteado para o Grupo C, que inclui ainda Bolívar (Bolívia) e Olimpia (Paraguai). A participação do time azul-estrelado simboliza a crescente força e o investimento no futebol feminino em diferentes regiões do Brasil.

O único grupo sem a presença de clubes brasileiros é o Grupo D, composto por Libertad (Paraguai), Nacional (Uruguai), Universidad de Chile e Deportivo Cali (Colômbia). A fase de grupos definirá os dois primeiros colocados de cada chave, que avançarão para as quartas de final. A partir dessa etapa, os confrontos serão definidos em jogo único, intensificando a emoção e a competitividade do torneio. A grande decisão da Libertadores Feminina de 2026 está agendada para 31 de outubro, no Estádio Casa Blanca, coroando o melhor time do continente.

O Brasil tem um histórico impressionante na Libertadores Feminina, detendo 14 títulos nas 17 edições anteriores da competição. Além de Corinthians e Palmeiras, outros clubes brasileiros que já ergueram a taça incluem São José (com três títulos), Ferroviária e Santos (ambos com duas conquistas). O último vencedor que não era brasileiro foi o Atlético Huila (Colômbia), em 2018. Antes disso, o Colo-Colo (Chile), em 2012, e o Sportivo Limpeño (Paraguai), em 2016, também quebraram a hegemonia brasileira. Este domínio reforça o papel do país como uma potência no futebol feminino sul-americano. <a href="https://seusite.com/historico-times-brasileiros-libertadores-feminina">Confira o histórico completo dos times brasileiros na competição</a>.

As listas de inscritas dos clubes brasileiros

A seguir, as relações de atletas inscritas pelos clubes brasileiros para a disputa da Copa Libertadores Feminina 2026, conforme divulgado pela Conmebol:

<b>PALMEIRAS</b><br>Goleiras: Natascha, Ravena e Tainá<br>Defensoras: Ana Guzmán, Poliana, Giovana Campiolo, Fe Palermo, Pati Maldaner, Emily Assis, Antonia, Carla Thay e Raíssa Bahia<br>Meio-campistas: Brena, Diany, Andressinha, Duda Santos, Lorena Benitez, Melanie Chirinios e Joselyn Espinales<br>Atacantes: Glaucia, Bia Zaneratto, Taina Maranhão e Rhay Coutinho<br>Técnica: Rosana Augusto

<b>CORINTHIANS</b><br>Goleiras: Nicole e Lelê<br>Defensoras: Thaís Ferreira, Thaís Regina, Juliete, Gi Fernandes, Duda<br><i>(A lista completa do Corinthians não foi fornecida no conteúdo original, portanto, esta seção é parcial.)</i>

A ausência de Kate Tapia representa um desafio inesperado para o Palmeiras, que terá que se adaptar rapidamente para manter seu alto nível de competitividade em busca do bicampeonato. Enquanto isso, Corinthians e Cruzeiro chegam com suas próprias ambições, prometendo uma representação brasileira forte em Quito. A Libertadores Feminina não é apenas uma vitrine para o talento sul-americano, mas também um palco onde dramas pessoais e coletivos se entrelaçam com a busca pela glória esportiva, oferecendo ao público uma narrativa rica em emoção e superação. Acompanhe as próximas notícias e aprofunde-se no tema para não perder nenhum lance da competição.



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