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02 de July de 2026

Wimbledon: duplas brasileiras encerram participação no torneio

Esportes
02/07/2026 15:31
Redacao
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O Torneio de Wimbledon, um dos quatro maiores eventos do tênis mundial, conhecidos como grand slams, não reservou um dia positivo para o Brasil nesta quinta-feira, 2 de julho. Os tenistas brasileiros que entraram em quadra no All England Club, em Londres, Reino Unido, viram suas jornadas na chave masculina de duplas serem encerradas. As eliminações marcam um revés para o país na competição, mas a esperança ainda reside em outras categorias e com outros representantes.

Eliminações iniciais

A primeira parceria totalmente brasileira a se despedir foi a formada pelo gaúcho Rafael Matos, 35º no ranking de duplas da Associação dos Tenistas Profissionais (ATP), e o catarinense Orlando Luz, que ocupa a 49ª posição. Eles foram superados logo na rodada de estreia pelos franceses Théo Arribagé (23º) e Albano Olivetti (21º). O confronto, que durou pouco mais de uma hora, terminou em dois sets a zero, com parciais de 6/3 e 6/2, demonstrando a intensidade da competição desde o início.

Outro revés para as cores nacionais veio com a queda do gaúcho Marcelo Demoliner, 65º do mundo, que fazia dupla com o indiano Sriram Balaji (59º). Eles enfrentaram o belga Sander Gillé (77º) e o holandês Sem Verbeek (73º) e, apesar de um bom começo, não conseguiram manter a vantagem. A partida se estendeu por duas horas, culminando em uma virada por dois sets a um, com parciais de 3/6, 7/6 (7-2) e 6/4 para a dupla europeia. A eliminação de duas parcerias na mesma rodada ressalta os desafios enfrentados pelos atletas na grama sagrada de Wimbledon, uma superfície que exige adaptação e técnica apurada.

O cenário das duplas masculinas em Wimbledon é historicamente competitivo, reunindo os melhores especialistas da modalidade. Para tenistas como Matos, Luz e Demoliner, que buscam consolidar suas posições no circuito profissional, cada Grand Slam representa uma oportunidade crucial de pontuar e ganhar experiência. As derrotas, apesar de frustrantes, fazem parte do processo de evolução em um esporte de alto rendimento. A análise desses resultados é fundamental para o planejamento futuro e a busca por melhores desempenhos nos próximos torneios da temporada.

A participação em grand slams como Wimbledon não se resume apenas aos resultados em quadra; é também uma vitrine para o talento brasileiro no cenário internacional. Mesmo com as eliminações, a presença de múltiplos atletas em chaves principais demonstra o nível de competitividade alcançado. O tênis brasileiro, embora ainda em desenvolvimento em algumas áreas, tem mostrado consistência em diversas categorias, impulsionado por uma nova geração de talentos e veteranos experientes.

A rodada desta quinta-feira reforçou a imprevisibilidade do tênis, onde cada ponto e cada game podem mudar o rumo de uma partida. As duplas europeias que superaram os brasileiros demonstraram consistência e aproveitaram as oportunidades decisivas, especialmente nos momentos de quebra de serviço, fator muitas vezes determinante em confrontos equilibrados. A busca por essa consistência será a principal meta dos tenistas brasileiros nas próximas etapas do circuito profissional da ATP.

Confrontos decisivos

A quarta-feira, 1º de julho, já havia sido um dia de altos e baixos para o tênis brasileiro nas duplas masculinas. O mineiro Marcelo Melo, campeão de Wimbledon em 2017 e atualmente 44º no ranking, ao lado do argentino Andrés Molteni (45º), não conseguiu avançar. A parceria foi superada pelo croata Nikola Mektic (20º) e o norte-americano Austin Krajicek (55º) em um jogo de uma hora e 48 minutos, com parciais de 6/1, 4/6 e 6/2, revelando um duelo de intensidade e reviravoltas.

Após a partida, Marcelo Melo compartilhou sua análise por meio de sua assessoria de imprensa: "Conseguimos entrar em jogo depois, mudar o momento. Mas, no terceiro set, quebraram bem no começo e acabou atrapalhando um pouco a maneira como vínhamos jogando. Acho que essa quebra definiu o final". A declaração do experiente tenista sublinha a importância dos pontos cruciais em confrontos de alto nível e como um detalhe pode selar o destino de uma partida em um grand slam.

Ainda assim, o Brasil mantém um representante vivo na chave masculina de duplas: o carioca Fernando Romboli. Atualmente na 83ª posição do ranking mundial de duplas, Romboli e seu parceiro, o australiano John-Patrick Smith (60º), garantiram vaga na segunda rodada com uma vitória emocionante. Eles derrotaram os poloneses Karol Drzewiecki (94º) e Kamil Majchrzak (893º em duplas, 45º em simples) em um confronto eletrizante de duas horas e 33 minutos.

A vitória de Romboli e Smith foi um verdadeiro teste de resiliência. As parciais de 5/7, 7/6 (11-9) e 7/6 (10-8) ilustram a disputa acirrada, com a dupla brasileira demonstrando força mental para reverter o placar e vencer dois tie-breaks decisivos. Esse tipo de desempenho é fundamental para avançar em torneios grand slam, onde cada ponto conta e a pressão é constante. A performance de Romboli é um ponto de luz em meio às eliminações.

Fernando Romboli e John-Patrick Smith agora aguardam os vencedores do confronto entre os espanhóis Pablo Carreno Busta (71º em simples, sem ranking de duplas) e Jaume Munar (44º em simples, 328º em duplas) contra o argentino Guido Andreozzi (16º) e o francês Manuel Guinard (17º). A partida que definirá seus próximos adversários estava prevista para a tarde desta quinta-feira, mantendo a expectativa sobre os desafios que virão na próxima fase.

Próximas disputas

A atenção do público brasileiro se volta agora para as próximas rodadas, com a expectativa pela estreia de Luisa Stefani no torneio feminino de duplas. A paulista, número sete do ranking de duplas da Associação de Tênis Feminino (WTA), forma uma parceria forte com a canadense Gabriela Dabrowski (3ª). Elas terão pela frente a polonesa Alicja Rosolska (1822ª, que já foi a 23ª em 2019) e a chilena Alexa Guarachi (844ª, que alcançou a 11ª posição em 2021). O jogo está agendado para esta sexta-feira, 3 de julho, e representa a esperança brasileira na chave feminina.

Luisa Stefani é uma das tenistas mais bem-sucedidas do Brasil na atualidade, com um histórico de vitórias e títulos importantes no circuito mundial. Sua parceria com Gabriela Dabrowski é consolidada, e ambas são consideradas fortes candidatas em qualquer torneio que disputam. A experiência e a habilidade da dupla serão cruciais para superar os desafios de Wimbledon, onde cada adversário apresenta um nível de jogo elevado. A expectativa é de que a dupla brasileira-canadense inicie sua campanha com uma performance sólida.

No torneio masculino individual, o jovem João Fonseca teve sua partida confirmada para esta sexta-feira. Número 27 do ranking de simples da ATP, o carioca enfrentará o russo Roman Safiullin (132º) às 7h (horário de Brasília). Este confronto é válido pela terceira rodada e representa um marco importante na trajetória de Fonseca, que vem se destacando no cenário internacional e é considerado uma das grandes promessas do tênis brasileiro.

Avançar às oitavas de final de Wimbledon seria um feito histórico para João Fonseca, isolando a campanha de 2026 como a melhor de sua carreira no prestigiado torneio. O jovem talento brasileiro tem demonstrado maturidade e um tênis agressivo, características essenciais para enfrentar adversários mais experientes. A torcida brasileira deposita grandes esperanças em Fonseca, que pode surpreender e ir ainda mais longe na competição de simples.

Apesar das eliminações nas duplas masculinas, a jornada do Brasil em Wimbledon continua com Fernando Romboli buscando o avanço e as estreias de Luisa Stefani e João Fonseca. O grand slam na grama britânica segue imprevisível, e os próximos dias prometem mais emoção e desafios para os representantes do tênis brasileiro. Os olhos do mundo estarão voltados para o All England Club, acompanhando cada saque e cada voleio que definirá os campeões desta edição. <a href="#" target="_blank" rel="noopener">Confira outras notícias sobre Wimbledon e o tênis mundial.</a>



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