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08 de May de 2026

Endometriose no brasil: casos aumentam 76% e cirurgias disparam

Araçatuba
08/05/2026 09:47
Redacao
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O Dia Internacional da Luta Contra a Endometriose, celebrado nesta quinta-feira, serve como um lembrete contundente da urgência em promover o diagnóstico precoce e o tratamento adequado de uma doença que afeta milhões de mulheres no Brasil. Dados alarmantes do Ministério da Saúde e de centros especializados, como o Austa Hospital e o Instituto de Moléstias Cardiovasculares (IMC) em Rio Preto, revelam um cenário de crescimento expressivo, com reflexos diretos na saúde pública e na vida de pacientes.

Nos últimos três anos, os atendimentos relacionados à endometriose na rede pública de saúde, via Sistema Único de Saúde (SUS), dispararam 76%, passando de 82.693 registros em 2022 para 145.744 em 2024. Esse aumento, conforme observa o ginecologista e obstetra Paulo Fasanelli, do Austa Hospital e IMC, sinaliza não apenas uma maior conscientização, mas também a magnitude de uma condição frequentemente subdiagnosticada que pode atingir até 8 milhões de brasileiras.

Crescimento da doença

A realidade nacional tem um espelho nos centros cirúrgicos. O Austa Hospital e o IMC registraram um aumento impressionante de 518% nas cirurgias de endometriose em apenas quatro anos. Em 2022, ano marcado pela pandemia e suas reverberações na saúde, foram 16 procedimentos. Esse número saltou para 99 em 2025, totalizando 259 intervenções nos últimos cinco anos, incluindo as projeções para 2026. Estes números sublinham a crescente demanda por tratamento especializado e a evolução na abordagem da doença, refletindo um esforço contínuo para enfrentar a complexidade da enfermidade.

A endometriose é uma doença inflamatória crônica caracterizada pelo desenvolvimento de um tecido similar ao endométrio — que reveste o útero — em locais externos a ele. Este tecido ectópico pode se alojar em órgãos como ovários, intestino e bexiga, desencadeando um processo inflamatório que se manifesta em uma série de sintomas debilitantes. A progressão da doença, se não tratada adequadamente, pode comprometer seriamente a qualidade de vida e a capacidade reprodutiva da mulher, exigindo atenção médica especializada.

Sintomas e desafios

Os sintomas da endometriose variam em intensidade, mas frequentemente incluem cólicas menstruais intensas e incapacitantes, dor pélvica persistente que se estende além do período menstrual, dor durante as relações sexuais (dispareunia), alterações significativas nos hábitos intestinais e urinários, além de, em muitos casos, infertilidade. Estima-se que até 50% das mulheres com a condição enfrentem dificuldades para engravidar, evidenciando o profundo impacto físico e emocional da enfermidade.

Apesar de sua alta prevalência, o diagnóstico da endometriose permanece um desafio complexo. Muitas mulheres passam anos convivendo com os sintomas antes de receberem um diagnóstico preciso. Essa demora é, em grande parte, atribuída à normalização da dor menstrual intensa e à dificuldade de acesso a avaliações médicas especializadas. Conforme alerta o doutor Fasanelli, “é comum atendermos pacientes que convivem com sintomas há muito tempo. A dor intensa não é normal e precisa ser investigada.”

A postergação do diagnóstico pode agravar o quadro clínico, tornando o tratamento mais complexo e impactando negativamente a saúde geral da paciente. “Quanto mais cedo conseguimos diagnosticar, maiores são as chances de controlar a doença e preservar a qualidade de vida e a fertilidade”, enfatiza o especialista. O caminho para um diagnóstico preciso no Austa Hospital envolve uma avaliação clínica minuciosa, complementada por exames de imagem avançados, como a ultrassonografia especializada e a ressonância magnética, ferramentas essenciais para mapear a extensão da doença. <a href='https://www.austa.com.br/noticias/avancos-diagnostico-ginecologico' target='_blank' rel='noopener'>Leia também: Avanços no diagnóstico de doenças ginecológicas.</a>

O tratamento cirúrgico

Com o aumento da incidência de casos e a complexidade diagnóstica, o tratamento cirúrgico tem assumido um papel cada vez mais central, especialmente nos estágios mais avançados da doença ou quando as abordagens clínicas não surtem o efeito desejado. A videolaparoscopia, uma técnica minimamente invasiva, é amplamente reconhecida como o padrão-ouro para o tratamento cirúrgico da endometriose. Este método permite a remoção precisa dos focos da doença, resultando em menor trauma cirúrgico e uma recuperação pós-operatória mais rápida e confortável para a paciente, minimizando o impacto em sua rotina.

Os avanços na metodologia cirúrgica representam uma verdadeira revolução no manejo da endometriose. O doutor Fasanelli explica: “A cirurgia minimamente invasiva permite tratar a endometriose de forma mais eficaz e com menor impacto para a paciente. Em muitos casos, conseguimos não apenas aliviar a dor, mas também melhorar significativamente as chances de gravidez.” A precisão da videolaparoscopia, aliada à experiência da equipe médica, é crucial para a obtenção de resultados positivos, especialmente quando a fertilidade é uma preocupação primária, oferecendo esperança e perspectivas renovadas.

Em situações mais intrincadas, onde a endometriose compromete órgãos vitais como o intestino ou a bexiga, a intervenção pode requerer a atuação de uma equipe multidisciplinar. A colaboração entre ginecologistas, cirurgiões gerais e urologistas, por exemplo, eleva a segurança do procedimento e otimiza os resultados terapêuticos, oferecendo um cuidado integral e personalizado à paciente. Este modelo de tratamento colaborativo é um diferencial importante para casos complexos, assegurando a melhor abordagem possível. <a href='https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/endometriosis' target='_blank' rel='noopener'>Saiba mais sobre endometriose na Organização Mundial da Saúde (OMS).</a>

Conscientização essencial

Apesar dos avanços no diagnóstico e tratamento, a prevenção e a conscientização continuam sendo os pilares fundamentais na luta contra a endometriose. “A conscientização é fundamental. Precisamos quebrar o tabu em torno da dor menstrual e garantir que mais mulheres tenham acesso ao diagnóstico e às opções de tratamento disponíveis, incluindo a cirurgia quando indicada”, conclui o doutor Fasanelli. A educação sobre a doença e a busca por assistência médica ao primeiro sinal de dor incomum são passos cruciais para mudar esse cenário de subnotificação e sofrimento silencioso.

É imperativo que mulheres e profissionais de saúde estejam atentos aos sinais da endometriose, promovendo uma cultura de cuidado e informação. Somente com o esforço conjunto será possível reduzir o impacto dessa condição crônica, oferecendo às pacientes uma vida com mais qualidade e menos dor. A jornada de cada mulher com endometriose é única, e o acesso a um tratamento eficaz e humanizado faz toda a diferença para seu bem-estar físico e emocional. <a href='https://www.austa.com.br/servicos' target='_blank' rel='noopener'>Conheça os serviços especializados do Austa Hospital.</a>



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