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23 de June de 2026

Mulher de Rio Preto perde r$ 17 mil em golpe do falso advogado

Araçatuba
23/06/2026 13:32
Redacao
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Uma moradora de São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, foi vítima de um sofisticado golpe de estelionato, perdendo um total de R$ 17 mil. O incidente, registrado nesta segunda-feira (22), destaca a crescente complexidade das fraudes digitais, onde criminosos se utilizam de engenharia social e chamadas de vídeo para enganar suas vítimas. O caso serve como um alerta urgente para a população sobre a importância da vigilância ao interagir com supostos representantes de instituições.

Conforme o boletim de ocorrência da Polícia Civil de Rio Preto, o enredo da fraude teve início após a vítima levar sua mãe para uma perícia médica no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Após a consulta, a família foi orientada a aguardar um contato posterior do órgão. Foi nesse contexto que um golpista, apresentando-se como funcionário de um escritório de advocacia, iniciou uma série de comunicações que culminariam no prejuízo financeiro.

A engenharia social por trás do contato fraudulento

A credibilidade inicial do falso advogado foi cuidadosamente construída. O criminoso possuía dados pessoais da família, uma tática comum em golpes de engenharia social que visa a diminuir a desconfiança e criar uma falsa sensação de legitimidade. Ao demonstrar conhecimento sobre o atendimento no INSS, o estelionatário conseguiu convencer a vítima de que seu contato era genuíno, estabelecendo uma base para a manipulação subsequente.

A comunicação evoluiu de mensagens para ligações e, crucialmente, chamadas de vídeo. Diante da dificuldade de comunicação da mãe da vítima, a filha assumiu a intermediação das conversas com o suposto profissional. Essa posição de intermediadora, embora com a intenção de ajudar, expôs a filha diretamente às exigências do golpista, que habilmente a orientou a fornecer dados pessoais e bancários.

A fase mais crítica do golpe ocorreu quando a mulher foi instruída a encaminhar fotografias de seus cartões bancários. Esta ação, que aparentemente poderia parecer inofensiva ou necessária em um contexto de validação, é, na realidade, um portal direto para a fraude. As imagens dos cartões fornecem todos os dados essenciais para transações fraudulentas, incluindo número, nome do titular, validade e o crucial código de segurança (CVV).

A exploração da confiança e dados sensíveis

A solicitação de fotos de cartões ou de informações como senhas e códigos de segurança por qualquer canal que não seja um ambiente seguro e verificado da própria instituição é um forte indício de fraude. Bancos, órgãos governamentais ou escritórios de advocacia legítimos nunca pedirão tais dados por telefone, e-mail ou aplicativos de mensagem, justamente para proteger seus clientes e usuários contra golpes.

Este tipo de abordagem explora a confiança e a falta de conhecimento sobre protocolos de segurança. A vítima, agindo sob a pressão e a falsa autoridade do golpista, acaba por ceder informações que jamais deveriam ser compartilhadas, abrindo as portas para o acesso indevido às suas finanças.

O desfecho trágico e o registro policial

A desconfiança surgiu quando o marido da vítima alertou sobre a possibilidade de um golpe, levando-o a entrar em contato com a instituição bancária. Infelizmente, a ação dos criminosos foi rápida. Antes que as contas pudessem ser bloqueadas, diversas movimentações financeiras já haviam sido realizadas. O prejuízo total foi de R$ 17 mil, sendo aproximadamente R$ 4,2 mil retirados diretamente da conta bancária da mulher e cerca de R$ 13 mil efetuados por meio do cartão de crédito.

O caso foi prontamente registrado como estelionato na Central de Flagrantes de Rio Preto. A Polícia Civil local iniciou as investigações para rastrear os criminosos e tentar recuperar os valores perdidos. A recuperação de fundos em casos de fraude digital pode ser um processo demorado e complexo, que depende da agilidade da vítima em reportar o crime e da cooperação entre as autoridades policiais e as instituições financeiras.

Estratégias de golpistas e prevenção

O golpe do falso advogado, como este ocorrido em São José do Rio Preto, é um exemplo da sofisticação que os criminosos alcançaram. Eles se aproveitam de eventos cotidianos, como um atendimento no INSS, para criar cenários críveis e explorar vulnerabilidades emocionais ou a falta de informação das vítimas. A combinação de dados pessoais previamente obtidos, a urgência forçada e o uso de chamadas de vídeo aumentam a ilusão de veracidade.

Para se proteger contra tais fraudes, a palavra de ordem é desconfiança. É fundamental nunca fornecer dados pessoais sensíveis, bancários, senhas ou códigos de segurança (como o CVV) por telefone, e-mail, SMS ou aplicativos de mensagens, a menos que o contato tenha sido iniciado por você e a identidade do interlocutor seja 100% confirmada por meios oficiais e seguros. Bancos e órgãos públicos jamais solicitarão esse tipo de informação por esses canais.

Dicas para se proteger contra fraudes

Verifique sempre a autenticidade de contatos: Se alguém ligar ou enviar mensagem se identificando como representante de uma instituição, desligue e entre em contato diretamente com a empresa ou órgão pelos seus canais oficiais (site, telefone de atendimento ao cliente), nunca pelos números fornecidos pelo suposto golpista.

Proteja suas informações: Mantenha seus dados pessoais e bancários sob sigilo. Nunca envie fotos de cartões de crédito/débito ou compartilhe códigos de segurança (CVV), senhas ou números de tokens. Estes são a chave para o acesso às suas finanças.

Canais oficiais do INSS: Para informações sobre benefícios, perícias ou qualquer serviço do INSS, utilize o portal 'Meu INSS' ou a Central de Atendimento 135. Evite interagir com terceiros não autorizados ou que se apresentem de forma não convencional.

O caso da moradora de São José do Rio Preto ressalta a importância de uma postura ativa na segurança digital. A prevenção é a ferramenta mais poderosa contra o estelionato, exigindo que cada cidadão esteja atento e informado sobre as táticas dos golpistas. Enquanto a Polícia Civil avança nas investigações para identificar os responsáveis, a conscientização pública se mostra essencial para proteger outros potenciais alvos.

Para aprofundar-se no tema e conhecer outras formas de se proteger contra crimes digitais, <a href="#" target="_blank">leia também nossa análise sobre os golpes mais recentes no Brasil</a>. Acompanhe as últimas notícias e investigações sobre segurança na região de São José do Rio Preto e Araçatuba em nosso portal. (Links internos e externos são exemplos e devem ser substituídos por URLs reais para otimização SEO).



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