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25 de June de 2026

A busca pela marca perfeita: artilheiros que fazem gols em todos os jogos da Copa

Esportes
25/06/2026 15:33
Redacao
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Marcar um gol em uma Copa do Mundo é o ápice da carreira para muitos atletas, um feito que ecoa na história e enche de orgulho uma nação. A sensação de balançar as redes no palco mais grandioso do futebol, para milhões de olhares, é indescritível. Agora, imagine ir além: deixar sua marca em <a href="#" target="_blank" rel="noopener">todas as partidas disputadas em um Mundial</a>, da estreia à grande final. Essa é uma proeza reservada a um grupo extremamente seleto de artilheiros, uma prova de consistência e faro de gol que desafia a própria natureza imprevisível do esporte.

A artilharia ininterrupta em Copas do Mundo representa não apenas a excelência técnica, mas uma resiliência mental impressionante. É a capacidade de superar defesas aguerridas, a pressão dos jogos eliminatórios e o cansaço acumulado, mantendo o nível de desempenho do início ao fim do torneio. Esse privilégio, alcançado por pouquíssimos atletas em mais de 90 anos de história dos Mundiais, continua a ser um dos objetivos mais cobiçados pelos grandes goleadores da atualidade.

O desafio dos goleadores atuais

Na edição de 2026, alguns nomes já se destacam na difícil tarefa de marcar em cada embate. O brasileiro Vinícius Júnior, por exemplo, já balançou as redes em todos os três jogos da Seleção Brasileira, acumulando quatro tentos. O marroquino Ismael Saibari também não soube o que é passar em branco, com três gols em três partidas, incluindo um logo na estreia contra o goleiro Alisson, mostrando sua capacidade decisiva desde o primeiro minuto do torneio.

Outros quatro atacantes, que até o momento fizeram dois jogos, demonstram um apetite insaciável por gols. Lionel Messi, da Argentina, já anotou cinco vezes, mantendo uma média impressionante e se colocando como um forte candidato a integrar o <a href="#" target="_blank" rel="noopener">clube dos artilheiros que marcam em todos os jogos</a>. Na Copa de 2022, o camisa 10 argentino chegou perto, marcando em seis dos sete jogos, falhando em apenas uma ocasião, o que sublinha a complexidade desse feito.

A nova geração de talentos também está em ascensão. O norueguês Erling Haaland, de apenas 25 anos, em sua primeira participação em Copas, exibe uma regularidade espantosa, com dois gols em cada um dos dois jogos disputados, contra Iraque e Senegal. O mesmo feito foi alcançado pelo francês Kylian Mbappé, que, enfrentando os mesmos adversários, também marcou dois gols em cada partida. Esses dois gigantes se enfrentarão na terceira rodada do Grupo I em um confronto direto que não valerá apenas a liderança da chave, mas também a continuidade de suas respectivas artilharias ininterruptas.

Novos nomes na busca pelo recorde

A lista de jogadores que sonham em fazer gols em todos os jogos inclui também o alemão Deniz Undav, que marcou um gol contra Curaçao e outros dois contra a Costa do Marfim. O holandês Crysencio Summerville segue o mesmo caminho, com um gol diante do Japão e outro contra a Suécia. Daichi Kamada, o homem gol japonês, também deixou sua marca contra a Holanda e a Tunísia. Esses oito jogadores atuais têm a oportunidade de igualar uma façanha que a história da Copa do Mundo mostra ser extremamente rara e exigente.

Os grandes nomes da história

Ao longo de mais de duas dezenas de edições da Copa do Mundo, apenas quatro artilheiros conseguiram o feito de marcar em todas as partidas disputadas em um único torneio, da estreia até o jogo final, o que requer uma constância raramente vista. Esses nomes se eternizaram como verdadeiras lendas do futebol mundial.

György Sárosi: o precursor húngaro

Na Copa do Mundo da França, em 1938, o húngaro György Sárosi foi um dos primeiros a brilhar de forma ininterrupta. Ele marcou dois gols nas oitavas de final contra as Índias Orientais Holandesas, um gol nas quartas de final contra a Suíça, outro nas semifinais contra a Suécia e, na decisão contra a Itália, voltou a deixar sua marca. Embora a Hungria tenha ficado com o vice-campeonato, o desempenho de Sárosi foi notável, registrando gols em todas as quatro partidas disputadas por sua seleção.

Alcides Ghiggia e o Maracanaço de 1950

Em 1950, na Copa do Mundo realizada no Brasil, o uruguaio Alcides Ghiggia imortalizou seu nome de maneira ainda mais dramática. Atacante de renome no Peñarol, Ghiggia fez o suficiente para entrar nesse clube restrito: um gol em cada um dos quatro jogos da Celeste naquele Mundial. Ele marcou diante da Bolívia, da Espanha, da Suécia e, no momento mais crucial, fez o gol decisivo contra o Brasil, aos 34 minutos do segundo tempo, no Maracanã, tirando o título da seleção anfitriã e sacramentando o famoso Maracanaço.

Just Fontaine: 13 gols na Suécia de 1958

O francês Just Fontaine, atuando com a camisa 17 na Copa da Suécia de 1958, estabeleceu um recorde que até hoje parece inatingível: 13 gols em apenas seis jogos. Sua regularidade era impressionante; bastava entrar em campo para balançar as redes. Na primeira fase, fez três gols no Paraguai, dois na Iugoslávia e um na Escócia. Nas quartas de final, marcou dois gols na Irlanda do Norte. Nas semifinais, contra o Brasil, fez um gol na derrota francesa por 5 a 2. Na disputa pelo terceiro lugar contra a Alemanha Ocidental, anotou mais quatro gols, garantindo sua marca em todas as partidas e o recorde de gols em uma única edição de Copa, sem nenhum de pênalti.

Jairzinho, o "Furacão da Copa" de 1970

No México, em 1970, o Brasil conquistou o tricampeonato mundial e teve um de seus maiores ídolos fazendo história. Jairzinho, apelidado de “Furacão da Copa”, brilhou por suas belas atuações e, especialmente, por ter marcado gols em todos os seis jogos da Seleção Brasileira. O goleador do Botafogo fez dois na Tchecoslováquia, um na Inglaterra e um na Romênia na primeira fase. Nas quartas de final, marcou contra o Peru. Nas semifinais, contra o Uruguai, e na finalíssima, contra a Itália, também deixou sua marca, consolidando uma regularidade espetacular e única para um campeão mundial.

Vale ressaltar que grandes nomes quase alcançaram essa marca, o que apenas reforça sua dificuldade. Ronaldo, o Fenômeno, na Copa de 2002, foi o artilheiro isolado e campeão mundial com o Brasil, mas faltou um gol na partida das quartas de final contra a Inglaterra para integrar o seleto "clube". Isso demonstra o quão desafiadora é a missão de “bater o ponto” em todos os jogos da maior competição de futebol do planeta.

Legado e futuras marcas

O feito de marcar gols em todas as partidas de uma Copa do Mundo transcende os números; ele simboliza a busca pela perfeição e a capacidade de superar limites em momentos de máxima pressão. Enquanto a história registra os nomes que já alcançaram essa glória, a cada novo Mundial, surgem novos talentos dispostos a encarar o desafio.

Acompanhar esses atletas e sua jornada rumo a esse feito notável é parte da magia da Copa do Mundo. A expectativa de ver quem se juntará a Sárosi, Ghiggia, Fontaine e Jairzinho é um tempero a mais para a paixão que envolve o futebol, mostrando que, mesmo em um esporte coletivo, as conquistas individuais podem ressoar por décadas. (Veja <a href="#" target="_blank" rel="noopener">a tabela de pontos por grupos</a> e fique por dentro das partidas).

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