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07 de July de 2026

Geração belga avança com goleada e provoca EUA em Copa marcada por polêmica

Esportes
07/07/2026 15:32
Redacao
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A nova geração da seleção belga, conhecida como os Diabos Vermelhos, garantiu sua vaga nas quartas de final da Copa do Mundo com uma vitória convincente por 4 a 1 sobre os anfitriões Estados Unidos. O confronto, realizado em Seattle nesta segunda-feira (6), foi além das quatro linhas, sendo intensificado por uma controvérsia que atiçou a equipe europeia e adicionou um sabor especial à classificação. Para mais informações sobre o torneio, <a href='URL_INTERNA_JOGOS_OITAVAS'>confira também os jogos das oitavas de final</a>.

A polêmica central girou em torno do atacante norte-americano Folarin Balogun. Após ser expulso na vitória dos EUA sobre a Bósnia e Herzegovina nos dezesseis avos de final, o Comitê Disciplinar da Federação Internacional de Futebol (Fifa) anulou o efeito do cartão vermelho, permitindo que o jogador atuasse contra a Bélgica. Essa decisão gerou indignação entre os belgas, que viram a medida como uma intervenção indevida e potencialmente prejudicial para a competição.

A indignação belga foi amplificada pelo envolvimento do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que teria contatado o mandatário da Fifa, Gianni Infantino, para solicitar a revisão da expulsão. Trump, sem apresentar provas, chegou a questionar a integridade do árbitro brasileiro Raphael Claus, que havia mostrado o cartão vermelho. A Real Associação Belga de Futebol não hesitou em reagir, utilizando suas redes sociais para ironizar a decisão da Fifa com mensagens como “O nome é futebol” – riscando o termo “soccer” – e “Revertam isso”, em clara alusão à liberação de Balogun. A Bélgica, inclusive, havia entrado com recurso, que não foi acatado.

Confronto direto

Apesar de toda a controvérsia e da presença de Balogun como titular, o jogador norte-americano teve uma atuação discreta ao longo da partida. Em contraste, a seleção belga, visivelmente inflamada pelo clima extracampo, dominou o confronto desde o apito inicial. A equipe europeia demonstrou superioridade tática e técnica, criando as melhores oportunidades e controlando o ritmo do jogo contra os anfitriões.

O primeiro tempo refletiu o domínio belga, com a equipe indo para o intervalo com uma vantagem de dois gols. O jovem atacante Charles de Ketelaere, de 25 anos, um dos expoentes dessa nova safra de talentos que está assumindo o protagonismo, foi o responsável por balançar as redes duas vezes. Os Estados Unidos conseguiram descontar com um gol do meia Malik Tillman, em uma cobrança de falta que surpreendeu a defesa adversária e manteve um resquício de esperança para os torcedores locais.

Talentos em campo

Na etapa final, a Bélgica consolidou sua vitória com mais dois gols. Um erro do goleiro Matt Freese, que saiu da área para afastar a bola e acabou chutando o chão, abriu caminho para o terceiro gol belga, marcado pelo meia Hans Vanaken. Já nos minutos finais, o experiente atacante Romelu Lukaku, que entrou no segundo tempo, selou a goleada e deu números finais ao placar de 4 a 1, confirmando a superioridade dos Diabos Vermelhos e a força de seu elenco.

A comemoração do gol de Lukaku não passou despercebida. O atacante imitou a famosa 'dancinha' de Donald Trump, junto com seus companheiros de seleção, um claro gesto de ironia e resposta à interferência política na decisão da Fifa. Após a partida, o meia Nicolas Raskin, em entrevista à <a href='URL_EXTERNA_REUTERS'>agência Reuters</a>, sintetizou o sentimento do grupo: 'Acho que sempre há justiça em algum lugar na vida. Você pode argumentar o quanto quiser, mas não achamos que tenha sido justo. E hoje [segunda], acho que isso nos trouxe um pouco de sorte'.

Perspectivas futuras

Nomes como Thibaut Courtois, Kevin de Bruyne e o próprio Romelu Lukaku representam o elo entre a aclamada 'geração de ouro' do futebol belga – que, apesar do sucesso individual em grandes clubes europeus e da marcante vitória por 2 a 1 sobre o Brasil nas quartas de final da Copa de 2018, na Rússia, não conquistou títulos pelo país – e essa nova safra de talentos. O desempenho em campo sugere que o bastão está sendo passado com sucesso, com a Bélgica se reafirmando como uma força no cenário mundial.

Apesar da euforia e da sensação de 'justiça' manifestada pelos jogadores, o técnico dos Diabos Vermelhos, o francês Rudi Garcia, optou por minimizar o episódio. Em coletiva de imprensa, Garcia revelou que Folarin Balogun o procurou e reforçou que a culpa pela confusão não era do jogador. 'Não, não foi necessário nem essencial [usar a polêmica para motivar o elenco]. O que realmente importava era nosso plano de jogo', resumiu o treinador, focando na estratégia e no desempenho técnico da equipe, mostrando pragmatismo.

Com a vaga nas quartas de final assegurada, a Bélgica agora se prepara para um difícil confronto contra a Espanha, que será disputado na sexta-feira (10), às 16h (horário de Brasília), em Los Angeles. A vitória sobre os Estados Unidos, embalada pela controvérsia e pela demonstração de força em campo, solidifica a confiança da nova geração belga. Ela busca não apenas superar as expectativas, mas também gravar seu próprio nome na história do futebol do país, talvez indo além do que a 'geração de ouro' conseguiu em termos de títulos e glórias internacionais. Para mais conteúdos e análises aprofundadas, <a href='URL_INTERNA_OUTRAS_NOTICIAS'>confira outras notícias em nosso portal</a>.



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