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10 de May de 2026

Com dois ouros de Gabrielzinho, Brasil fecha World Series de natação paralímpica em Berlim com 19 medalhas

Esportes
10/05/2026 15:31
Redacao
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A Seleção Brasileira de natação paralímpica concluiu sua participação na etapa de Berlim, na Alemanha, do World Series com um desempenho notável, totalizando 19 medalhas. O encerramento do evento, neste sábado (9), foi marcado pela performance excepcional do nadador mineiro Gabriel Araújo, carinhosamente conhecido como Gabrielzinho, que conquistou mais dois ouros, solidificando a força do Brasil no cenário internacional do esporte adaptado. A delegação brasileira demonstrou vigor e técnica, com atletas alcançando o pódio em diversas categorias, culminando em um resultado expressivo que ressalta o talento e a dedicação dos paratletas nacionais.

O brilho de Gabrielzinho foi o ponto alto do último dia de competições. Pela classe S2, que engloba atletas com comprometimento físico-motor severo, ele dominou os 50m livre com o tempo de 52s92, acumulando impressionantes 1042 pontos. Sua performance superou o tcheco David Kratochvil, da classe S11 (deficiência visual), e o espanhol Dambelleh Jarra, que levou o bronze, evidenciando a superioridade do brasileiro na prova. O atleta, que já vinha se destacando no circuito, reforçou sua posição como uma das grandes promessas da natação paralímpica. <a href='#' target='_blank' rel='noopener'>Leia também: Gabrielzinho concorre ao Laureus de Melhor Atleta com Deficiência.</a>

Não satisfeito com um ouro, Gabrielzinho garantiu seu segundo triunfo do dia nos 150m medley, registrando 3min26s70 e 1017 pontos. Nesta disputa, ele superou o israelense Ami Omer, da classe SM4 (também com comprometimento físico-motor), que ficou com a prata, e o alemão Josia Tim Alexander, bronze. Esses resultados elevaram para quatro o total de medalhas de Gabrielzinho na competição, incluindo um ouro nos 100m livre e uma prata nos 50m borboleta, consolidando-o como um dos maiores medalhistas da delegação brasileira no evento.

Outros destaques brasileiros no pódio

Além do sucesso de Gabrielzinho, outros talentos brasileiros também brilharam no pódio em Berlim. O catarinense Talisson Glock, campeão paralímpico da classe S6 (comprometimento físico-motor), conquistou a prata nos 400m livre, registrando 5min01s92 e 970 pontos. Ele foi superado pelo tcheco David Kratochvil, da classe S11 (cegos), com o chinês Chuanzhen Sun (S11) levando o bronze, reforçando a competitividade da prova multiclasses.

O mineiro Arthur Xavier, da classe S14 (deficiência intelectual), também contribuiu para o quadro de medalhas do Brasil, garantindo a prata nos 100m costas. Sua marca de 58s78 e 1018 pontos o colocou logo atrás do britânico Mark Tompsett, também da S14, e à frente do bielorrusso Yahor Shchalkanau, da classe S9 (comprometimento físico-motor), que ficou com o bronze. Esta foi a terceira medalha de Arthur no evento, demonstrando sua consistente performance e a força da nova geração de paratletas. <a href='#' target='_blank' rel='noopener'>Aprofunde-se no tema: Gabrielzinho lidera natação paralímpica do Brasil no circuito mundial.</a>

Completando o pódio para o Brasil no último dia, a carioca Lídia Cruz, atleta da classe SM4 (comprometimento físico-motor), alcançou a medalha de bronze nos 150m medley. Com o tempo de 3min01s73 e 843 pontos, Lídia demonstrou garra em uma prova vencida pela italiana Angela, da classe SM2, com a norte-americana Leanne Smith, da classe SM3, assegurando a prata. A diversidade de classes e a representatividade regional dos atletas brasileiros sublinham a abrangência do esporte paralímpico no país.

Formato multiclasses e o índice técnico

As provas do World Series de natação paralímpica são disputadas sob o inovador formato multiclasses, que permite a participação de atletas de diferentes classificações funcionais em uma mesma série. Esse sistema visa promover a inclusão e a competitividade, utilizando o Índice Técnico da Competição (ITC) para padronizar as performances. O ITC é um mecanismo crucial que ajusta os tempos dos nadadores com base no grau de deficiência de cada classe, garantindo que as classificações para as finais e a distribuição das medalhas sejam justas e reflitam o mérito esportivo individual, independentemente da classe.

Esse modelo de competição é um diferencial da natação paralímpica, permitindo que atletas com variados tipos de deficiência compitam lado a lado e tenham suas conquistas valorizadas de forma equitativa. A aplicação do ITC garante que o nível de comprometimento físico ou visual de um atleta não seja um impeditivo para sua participação e reconhecimento no cenário competitivo, fomentando um ambiente de igualdade e superação. <a href='https://www.cpb.org.br/' target='_blank' rel='noopener'>Confira outras notícias sobre o esporte paralímpico no site do Comitê Paralímpico Brasileiro.</a>

Balanço final e próximos desafios

Ao final da etapa de Berlim, a Seleção Brasileira encerrou sua participação com um saldo impressionante de 19 medalhas. O total inclui seis ouros, nove pratas e três bronzes na categoria adulta, além de um ouro nas disputas para jovens atletas, demonstrando a profundidade e o potencial da natação paralímpica brasileira em diversas faixas etárias. Esse resultado reafirma o Brasil como uma potência no esporte paralímpico mundial, com atletas constantemente buscando a excelência e elevando o nome do país em competições de alto nível.

Apesar do encerramento do World Series, a jornada da Seleção Brasileira em Berlim ainda não chegou ao fim. Os nadadores permanecerão na capital alemã nos próximos dias para a disputa do IDM (Campeonato Alemão Internacional de natação), que ocorrerá de domingo, 10, a terça-feira, 12. Este novo desafio oferece uma oportunidade adicional para os atletas testarem seus limites, aprimorarem suas técnicas e competirem em um alto nível, mantendo o foco nas próximas grandes competições do calendário paralímpico internacional e na busca por novos recordes.



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