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22 de August de 2026

Dólar em queda: alívio no mercado impulsiona bolsa e petróleo

Marília
22/08/2026 11:16
Redacao
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O mercado financeiro brasileiro e global registrou um dia de alívio, com o dólar fechando no menor patamar em pouco mais de dez dias. A bolsa de valores, por sua vez, apresentou uma valorização de quase 2%, encerrando a semana no campo positivo e sinalizando um renovado apetite por ativos de risco.

Essa movimentação otimista ocorreu em meio ao enfraquecimento da moeda estadunidense no exterior, a expectativas relacionadas ao cenário eleitoral brasileiro e a um contexto de tensões geopolíticas que continuam a influenciar a cotação do petróleo.

Nesta sexta-feira, o dólar comercial à vista registrou uma queda de 1%, fechando a R$ 5,142, após ter atingido R$ 5,13 por volta das 15h30. Este foi o menor nível de fechamento para a moeda estadunidense desde 10 de agosto, marcando um recuo significativo.

A semana também foi positiva para o real, com a moeda brasileira acumulando uma desvalorização de 1,53% frente ao dólar, o que reforça a tendência de um período de ajustes e maior liquidez nos mercados.

Câmbio recua

A dinâmica de recuo do câmbio foi fortemente influenciada pelo comportamento do dólar no exterior. A moeda estadunidense atingiu seu menor nível em três meses, um cenário motivado pelas expectativas em torno das operações de recompra de títulos de longo prazo pelo Tesouro dos Estados Unidos.

O índice DXY, que acompanha o desempenho do dólar diante de uma cesta de seis moedas fortes globais, fechou a tarde próximo dos 98,856 pontos. Na semana, o indicador acumulou uma queda de cerca de 0,80%, refletindo a desvalorização generalizada da divisa.

A expectativa de uma maior liquidez no mercado de títulos públicos dos Estados Unidos contribuiu de forma decisiva para diminuir a pressão sobre o dólar. Esse ambiente favoreceu as divisas de países emergentes, que se tornaram mais atraentes para os investidores.

O real brasileiro esteve entre as moedas com melhor desempenho no dia, lado a lado com o peso chileno. O euro, por sua vez, atingiu o maior valor desde maio, enquanto a libra esterlina alcançou o maior nível desde fevereiro, consolidando um quadro de valorização frente ao dólar.

Bolsa em alta

No cenário doméstico, o Ibovespa, principal índice da B3, fechou em alta expressiva de 1,85%, atingindo 171.031,73 pontos. Essa foi a terceira alta consecutiva do índice, que alcançou o maior nível desde 10 de agosto, contribuindo para a recuperação do mercado de ações.

Com o resultado positivo do dia, a bolsa brasileira acumulou uma valorização de 2,45% na semana, demonstrando resiliência. Apesar disso, no mês de agosto, o índice ainda registra uma queda de 3,91%, após um período de fortes perdas no início do mês.

As ações de bancos desempenharam um papel fundamental para sustentar o Ibovespa durante o pregão, com o fluxo de recursos estrangeiros permanecendo no radar dos investidores. A atenção se volta para a retomada do capital externo, crucial para a continuidade do otimismo.

Dados da B3 indicavam uma saída líquida de R$ 22 bilhões em capital estrangeiro da bolsa brasileira em agosto até o dia 19. A recuperação recente do índice sugere uma virada de cenário, impulsionada pelo otimismo em relação a fatores externos e internos.

Petróleo avança

No mercado de commodities, o petróleo também encerrou o dia em alta e acumulou uma forte valorização na semana. As cotações foram pressionadas pela continuidade das tensões entre Estados Unidos e Irã, além das incertezas sobre o transporte de cargas pelo estratégico Estreito de Ormuz.

O barril do tipo Brent, referência para as negociações internacionais, avançou 0,65% (+US$ 0,61), fechando a US$ 94,39 por barril. A cotação acumulou uma valorização de 6,6% na semana, refletindo a preocupação com a oferta global.

O barril WTI, do Texas, também registrou alta de 0,26% (+US$ 0,23), encerrando a sessão a US$ 87,06 por barril. Na semana, a valorização do WTI foi de 5,6%, acompanhando a tendência de alta observada no Brent.

O transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz permanece abaixo dos níveis anteriores ao conflito, enquanto o tráfego de petroleiros também enfrenta restrições no Mar Vermelho. Essas limitações elevam a percepção de risco e o custo logístico, impactando diretamente o preço da commodity.

As negociações entre Estados Unidos e Irã continuam paralisadas, o que mantém no mercado o temor de novos impactos sobre a oferta e o transporte internacional de petróleo, cenário que pode continuar a sustentar as cotações em patamares elevados.

A semana se encerra com um panorama de otimismo nos mercados, impulsionado pela queda do dólar, a ascensão da bolsa brasileira e a valorização do petróleo. Os fatores externos, como a política monetária estadunidense e as tensões geopolíticas, provam mais uma vez sua capacidade de moldar a dinâmica dos mercados globais e locais, enquanto o Brasil se mantém atento aos desdobramentos de seu cenário eleitoral. Essa interconexão de eventos sublinha a complexidade e a constante mutação do ambiente financeiro global, exigindo dos investidores e analistas uma atenção contínua aos múltiplos vetores que definem as tendências.

Para aprofundar-se em outros temas de economia e mercado, <a href="LINK_INTERNO_PROJECOES_INFLACAO" target="_blank" rel="noopener">leia também sobre as projeções para inflação, juros e PIB</a> e <a href="LINK_INTERNO_COMERCIO_ASIA" target="_blank" rel="noopener">confira a análise sobre o comércio com o Sudeste Asiático</a>. Para informações adicionais sobre o cenário geopolítico e seus impactos, <a href="https://www.reuters.com/" target="_blank" rel="noopener">visite o portal da Reuters</a>, fonte reconhecida de notícias globais.



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